


A prefeita informou que a maternidade, em Vicente de Carvalho, ficará fechada por, pelo menos, 45 dias. Enquanto isso, as grávidas devem se dirigir ao Hospital Santo Amaro. “O Santo Amaro tem plenas condições de absorver os partos na Cidade, atualmente são 12”, comentou.
Falta de infraestutura e ausência de UTI neonatal foram os principais motivos, de acordo com Maria Antonieta, para a paralisação temporária da maternidade. Além disso, o contrato com o Centro de Assistência e Amparo ao Trabalhador (CAAT), responsável pelos funcionários que atuavam na unidade, encerrou-se na última sexta-feira. "O CAAT foi informado sobre o fim do contrato".
Em comunicado oficial encaminhado neste domingo à imprensa, o presidente do órgão, Olavo Tarricone Filho, rebateu as justificativas apresentadas pela Prefeitura. Segundo ele, a desativação da maternidade ocorreu sem qualquer notificação prévia ao CAAT, embora o termo de parceria que este celebrou com o Município não esteja integralmente concluído.Deputada quer explicação sobre o fechamento da Maternidade
A deputada estadual Haifa Madi (PDT) está revoltada com o descaso com que as mais de dez parturientes que estavam internadas na Maternidade Ana Parteira, de Vicente de Carvalho, em Guarujá, e com as gestantes que chegavam com dores na unidade, na noite de sexta-feira, 27/02, quando a Prefeitura de Guarujá, sem qualquer aviso prévio, fechou a Unidade e retirou à força as mães e recém-nascidos internados, para transferi-los ao Hospital Santo Amaro.
A parlamentar esteve à noite na Maternidade conversando com funcionários e familiares das pacientes, que reclamaram que suspenderam o fornecimento de água, comida e não havia médicos nem enfermeiros para atender as mães, enquanto essas aguardavam a remoção.
Muitos familiares, surpreendidos com o fechamento e revoltados com a falta de um responsável para dar informação no local, deixando as mães nervosas, fizeram boletins de ocorrência da delegacia.
A deputada quer saber, também, o destino que será dado aos equipamentos da maternidade que foram comprados graças a uma emenda sua, no valor de R$1,5 milhão.
“Muitos equipamentos podem se danificar só de ficarem parados. Não consigo entender porque uma atitude dessa não foi planejada e comunicada à população com antecedência. Porque causar um susto nas mães? Se a situação era tão urgente e perigosa como a administração está alegando, porque esperaram dois meses para agir?”, argumentou a parlamentar.
A maternidade foi fechada sob a alegação de que não havia um Banco de Sangue ou uma UTI Neonatal. Na verdade, o Banco de Sangue do Hospital Santo Amaro atendia a Maternidade, que só realizava os partos de baixo risco, com as gestantes que faziam o pré-natal na unidade.
Faltando trinta e cinco dias para a reabertura do Hospital Ana Parteira, quais seriam as providências levadas a efeito pela Prefeitura, a fim de sanar todos os problemas detectados? E como seriam contratadas tais medidas? Será que a Exma. Alcaíde não deveria pelo menos informar a população sobre tais medidas, pois senão o tempo passa e todos nós sabemos o que vai acontecer: NADA; e pior, o povo de Guarujá não pode opinar, sendo que as vezes são feitas cada besteiras, como o fechamento da maternidade. É melhor a prefeita abrir os olhos logo, pois sua equipe de governo não esta fazendo a lição de casa.
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