sexta-feira, 8 de junho de 2012

O GÊNIO IMOBILIÁRIO!

"FOI UM NEGÓCIO DA CHINA", RESUMIU A PREFEITA MARIA ANTONIETA!
PREFEITA DE GUARUJÁ MOSTRARÁ SUAS QUALIDADES DE QUÍMICA EM APENAS 180 DIAS RESTANTES DE GOVERNO, VAI TRANSFORMAR LIXO EM OURO??


Morrinhos
Prédios abandonados darão lugar a conjunto habitacional
Simone Queirós - A Tribuna


Quando começou a ser construído pela Caixa Econômica Federal (CEF) em Morrinhos, no Guarujá, o conjunto residencial PAR Villa do Sol prometia ser uma grande oportunidade para 488 famílias saírem do aluguel. Foram gastos mais de R$ 4 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) durante os três anos seguintes, quando a obra teve que ser paralisada porque a empresa contratada não honrou o que foi prometido.


Problemas técnicos na fundação do terreno provocaram o afundamento de parte do solo, colocando a estrutura das edificações em risco. Considerado um elefante branco, o imóvel permaneceu todo este tempo como uma prova de dinheiro público jogado fora.


Apesar de a CEF ter acionado a empresa na Justiça, não conseguiu recuperar o dinheiro investido. Entretanto, parte dele voltará agora para o Tesouro por meio de um acordo inédito feito na região. A Prefeitura de Guarujá assinou nesta quarta-feira a compra do imóvel, que está em um terreno de 65.828 metros quadrados. O total da compra, de R$ 3.981.790,30, representa praticamente 1/3 do valor do imóvel e quatro vezes menos do que se a Caixa fosse recuperá-lo. “Foi um negócio da China", resumiu a prefeita Maria Antonieta de Brito.


Porto belo


Nos próximos seis meses o imóvel será demolido. Enquanto isso, a Caixa e a Prefeitura viabilizam a construção de 832 unidades no mesmo local: 400 destinadas à quarta fase do Projeto Favela Porto Cidade e o restante para o Minha Casa, Minha Vida. 


No caso da Favela Porto Cidade, serão atendidas famílias que moram próximas aos trilhos do trem na Prainha e Conceiçãozinha. O programa está sendo feito com recursos do PAC 1 (do Governo Federal).


O superintendente da CEF, José Paulo Gomes de Amorim, afirma que como a Caixa continuará no negócio viabilizando as novas unidades, terá a restituição dos valores que eventualmente perdeu. “Quando a gente concluir todas as obras, a conta fecha.”


O diretor de Habitação da Prefeitura, Carlos Alberto de Souza, conta que o empreendimento se chamará Porto Belo. “Serão prédios com três pavimentos com quatro apartamentos por andar, sendo o térreo destinado a idosos e a pessoas com deficiência.”


Curiosidade


O local é destinado a famílias que moravam em favelas desde os anos 70, quando Guarujá tinha cerca de 20 mil pessoas morando em situações precárias. Com recursos também do Governo Federal, a Prefeitura, na época, decidiu utilizar três lotes em uma área até então inóspita. Surgiram, assim, Morrinhos 1, 2 e 3.


A aprovação do Senado ao projeto demorou tanto que ele acabou descaracterizado. Por falta de uma política definida da gestão municipal posterior para a região, Morrinhos 3 acabou invadido por novas famílias que vieram para a Cidade.


Quarenta anos depois, Guarujá tem 32,86% de sua população vivendo em núcleos com péssimas condições. São aproximadamente 95,5 mil pessoas, segundo o último Censo do IBGE. Cerca de 4 mil estão nos núcleos Prainha e Sítio Conceiçãozinha, contemplados agora com este imóvel.

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