segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O TAGARELA

ELEIÇÕES OAB GUARUJÁ

"O TAGARELA"

“Os que se consideram nascidos para reinar e julgam os outros nascidos para obedecer logo se tornam insolentes. Isolados do resto da humanidade, sua mente cedo fica envenenada pela importância ; e o mundo em que atuam difere materialmente do mundo em geral, que pouca oportunidade eles têm de saber quais são os verdadeiros interesses de um tal mundo...” (Senso Comum – Thomas Paine – Editora Martin Claret – 2005- página 41)

Na última eleição da OAB, denunciei a existência de uma figurinha carimbada no meio dos advogados, o famoso TAGARELA (ver no blog www.sidneiaranha.com). Ou seja, aquele que usurpa a memória de um pequeno grupo de valentes advogados, contudo não passa de uma pessoa leniente que rasteja nas sombras de sucessivos governos.

Lamentavelmente, nada mudou de lá para cá.

Pelo contrário, surpreendentemente, por incrível que pareça tivemos uma “mutação” neste ser, pois agora travestido de democrata, nega tudo aquilo que o Estado de Democrático tem de mais precioso, a alternância no poder e, desesperadamente, procura manter “reinados”, em razão de feudos eleitorais que gargateia possuir.

O que de novo pode trazer, pessoas que permanecem no poder a tanto tempo? Por qual razão deixaram de executar as idéias geniais e somente agora as apresenta? Se o principal mote foi o resgate da advocacia, por qual razão estamos nitidamente mais desrespeitados do que a anos atrás?

A longevidade no poder é um fardo pesado demais. Não existe mais lugar para caudilhos no mundo atual, exemplos como a Venezuela e Cuba, demonstram que a permanência exagerada no poder, corroi, destrói, carcome e nos leva ao mesmo discurso que nunca se transforma em realidade. Pergunto novamente, por qual razão a advocacia só piorou nos últimos anos?? Respondo: evidentemente, por incompetência daqueles que desejam permanecer no poder desesperadamente.

Desta feita, suplico para que os colegas possam enxergar a importância do frescor da renovação, não só do ponto de vista burocrático, mudando pura e simplesmente nomes e cargos, ou seja,mudanças de funções de lá pra cá, na verdade, a renovação tem que ser atitudinal, buscando um novo conceito de OAB, afastando o ranço arcaico de demagogia piegas, para uma OAB vanguardista, GUERREIRA e altaneira.

Portanto, acredito na mudança completa, pois não estamos diante de “donos” de nichos eleitorais, como bem ensinou Thomas Paine na Independência Americana, somente os insolentes podem imaginar que nasceram para reinar, pois não quero crer que estes arrogantes possam julgar que existem advogados nascidos para simplesmente para obedecer.

Sidnei Aranha
Advogado

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