sábado, 5 de junho de 2010

MAU COMEÇO!!!

EM ANO ELEITORAL MENSALEIROS PETRALHAS ANCORAM EM GUARUJÁ!
Associação pede apoio para regularizar situação de 15 mil trabalhadores.


Parte da diretoria da Associação dos Arrais Mestres e Capitães Amadores do Estado de São Paulo reuniu-se com o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) na ÚLTIMA quinta-feira, 27. O encontro aconteceu no Guarujá (SP) e teve como tema central a falta de reconhecimento profissional de 15 mil trabalhadores que atuam neste setor.

Luiz Carlos Ferreira Pontes, presidente da Associação, explicou a questão. "Nosso problema é o reconhecimento profissional em relação à Marinha de Guerra. Ela é quem dá a habilitação para que possamos conduzir a embarcações. Só que até hoje a Marinha não reconhece que essa categoria já existe como profissional. Nós conseguimos este reconhecimento no Ministério do Trabalho, mas a Marinha não admite que somos profissionais e isso gera um segundo problema, que é o registro na carteira."

Pontes afirmou que esse impasse tem sido um empecilho no dia a dia da categoria. "Nós temos a capacitação profissional que é exigida para conduzir uma embarcação, mas somos contratados como se fôssemos empregados domésticos. Isso atrapalha muito nossa vida. Isso sem contar que muitos são contratados sem o registro da carteira, sem o direito ao seguro de vida", explicou.

A reunião com o deputado João Paulo, conforme Pontes, teve com intuito a criação de um caminho para dialogar com a Marinha brasileira. "Precisamos que nossa profissão seja reconhecida na carteira profissional e pela Marinha."

É justa as reivindicações da categoria, injusta é levar os anseios da categoria ao deputado mensaleiro, que processou a revista IstoÉ. A 8ª Vara Cível de Osasco, em São Paulo, negou pedido de indenização do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) contra a revista IstoÉ.

A ação foi movida em razão da reportagem publicada em novembro de 2005 pela revista com o título “A verdadeira lista de Marcos Valério”. A matéria tratava sobre o “mensalão”. Na reportagem, Marcos Valério diz que Paulo Cunha teria recebido R$ 200 mil no esquema.

Cunha alega que a informação não seria verdadeira. O valor correto recebido pelo deputado seria na verdade menor: R$ 50 mil. Na decisão, o juiz entendeu que os meios de comunicação devem ser “fiéis aos fatos”, sem que necessariamente tenham investigação de caráter judiciário.

O juiz ainda argumentou que a reportagem foi publicada no momento em que veio à tona o escândalo do mensalão, quando políticos “vieram a lume”. Para Lima da Silva, o valor por si só não gera indenização.

"Instalada a desconfiança generalizada, e escândalos quase sempre envolvendo cifras, de pouco impacto se o desvio, repasse, usurpação, foi de R$5 mil, R$ 50 mil ou R$ 500 mil. O que se cria no receptor da notícia é a idéia de que o beneficiado não é honesto e, em se tratando de exercício de poderes delegados, agrega-se mais um adjetivo: traidor”.

Ainda no entendimento do juiz, conceder a indenização seria “premiar” suspeitos de irregularidades no exercício da função.vamos relembrar a famosa matéria da revista IstoÉ:

A verdadeira lista de Marcos Valério
Contabilidade do publicitário entregue à CPI complica ainda mais os mensaleiros. Eles receberam cifras maiores do que as divulgadas
Vasconcelos Quadros - Revista IstoÉ N° Edição: 1881 | 02.Nov - 10:00 | Atualizado em 24.Nov.09

Um buraco negro situado numa zona desconhecida do valerioduto sugou boa parte dos R$ 55,9 milhões que o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza disse ter tomado nos bancos BMG e Rural para repassar ao PT e aos partidos da base aliada do governo. Nas contas da CPI do Mensalão deve passar de R$ 12 milhões o volume desaparecido. O caso mais complicado envolve o ex-deputado Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, que garante não ter recebido R$ 4,3 milhões “contabilizados” pelo publicitário como recursos repassados a seu partido. Ou seja, alguém aí enganou alguém.

A nova lista apresentada por Marcos Valério à CPI na quinta-feira 27, a qual ISTOÉ teve acesso, traz novidades. Embora o montante gire em torno dos mesmos R$ 55,9 milhões, o publicitário diz ter recibos sobre os valores sacados, há novos nomes e a cota repassada a vários parlamentares é maior do que se sabia. O deputado João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara, aparece como beneficiário de R$ 200 mil e não dos R$ 50 mil que inicialmente se divulgou.

Desde que seu nome surgiu entre os destinatários do dinheiro de Marcos Valério, João Paulo mudou as versões sobre o caso. Primeiro disse que sua mulher, Márcia, supostamente responsável pelo saque de R$ 50 mil, havia estado no prédio do Banco Rural para tratar de problemas domésticos junto a uma empresa de TV a cabo. Depois mudou, e admitiu que Márcia havia sacado os R$ 50 mil destinados ao pagamento de gastos de campanha no ABC paulista. Em nenhum momento ele admitiu, no entanto, que a cifra tenha sido superior a R$ 50 mil, embora Simone Vasconcelos, a secretária de Marcos Valério, já tivesse feito referência aos R$ 200 mil a membros da CPI.

O ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA), que renunciou afirmando que recebera R$ 620 mil, aparece com um repasse de R$ 920 mil. A lista traz o nome de um dos assessores do PT mais próximos ao ex-ministro José Dirceu na Casa Civil, Marcelo Sereno. Ele teria sacado parte dos recursos que Marcos Valério repassou ao PT Nacional.

Fraternidade – Um irmão do ex-tesoureiro do PT, identificado como Carlos, de Goiânia, aparece como o beneficiário de R$ 260 mil. O ex-presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino dos Santos, que havia negado ter recebido repasse, voltou à lista como suposto beneficiário de exatos R$ 2.676.660,67. Um assessor do PT do Rio Grande do Sul, Marcelino Pies, aparece recebendo R$ 1,2 milhão.

“Talvez eu seja o único a admitir que recebeu mais do que diz Marcos Valério”, afirma o ex-presidente do PT do Distrito Federal, Vilmar Lacerda, que tem seu nome citado ao lado de uma cifra de R$ 235 mil. Ele afirma que recebeu R$ 381 mil, usados para pagar dívidas de campanha. “Tenho todos os documentos sobre a prestação de contas”, garante. A diferença, de R$ 146 mil, teria sido entregue por Delúbio e por isso não aparece na contabilidade do publicitário. Os outros citados na lista, procurados pela reportagem de ISTOÉ por telefone, não retornaram a ligação.

Ao fornecer uma lista mais detalhada e com recibos sobre os valores transferidos, Marcos Valério quer apresentar a conta ao PT. Em desgraça desde que o escândalo estourou, o publicitário tem se queixado da falta de dinheiro. Mas, para se livrar do suposto mico, conta apenas com o aval de Delúbio Soares, que já sabia da lista e voltou a confirmar a dívida. O problema é que os recursos ingressaram no PT pelo caixa 2.

“O dinheiro tinha origem legal, mas entrava no PT como recursos não contabilizados. Eu assumo toda a responsabilidade jurídica pela operação”, disse Delúbio à CPI. Ele não soube explicar como se entenderia com o Fisco ou como convencerá a direção de seu ex-partido – do qual foi expulso no último fim de semana – a honrar o suposto compromisso. A confissão do caixa 2 apenas explica o circuito de ilegalidade que o dinheiro percorreria.

De todo o volume, o PT teria ficado com cerca de R$ 30 milhões, o PL com R$ 12 milhões, o PP com R$ 8 milhões e o PTB, do ex-deputado Roberto Jefferson, com R$ 4 milhões. Poucos beneficiários têm como demonstrar os supostos gastos eleitorais. Como se não bastasse, há discrepância também entre a contabilidade de Marcos Valério e os valores que os dirigentes dos partidos admitem ter recebido.

Incêndio – Colocado frente a frente com o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, com Marcos Valério e Simone Vasconcelos, Costa Neto insistiu: “Recebi seis milhões e meio.” Delúbio afirmou que autorizou a entrega de R$ 12 milhões e Valério confirmou que, na realidade, foram repassados R$ 10,8 milhões, devidamente contabilizados nas contas de sua empresa. Não há conclusão, ainda, sobre quem está mentindo, mas ninguém tem dúvida que uma parte do dinheiro sumiu.

A justificativa de que o dinheiro teria sido usado para pagar dívidas do segundo turno da campanha presidencial em 2002 do PT e de seus aliados ouriçou a oposição, que voltou a insistir no impeachment de Lula.

O PT insiste que não há nenhum fundamento e atribuiu a idéia ao desespero da oposição, que não conseguiu comprovar a tese de que o mensalão teria sido organizado para comprar deputados da base aliada. Como ninguém sabe onde foi parar parte dos R$ 55,9 milhões, ganha corpo a suspeita de o dinheiro ter tido duplo destino: dívidas de campanha e mesada a parlamentares. “É uma hipótese. Mas só se o dinheiro foi repassado a parlamentares pelos partidos que receberam do caixa 2”, diz o senador Siba Machado (PT-AC).

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