

Por sugestão do competente Diogo Mainard estava lendo o fantástico livro “O País dos Petralhas” (Record; 337 páginas; 38 reais). O livro reúne os melhores textos de Reinaldo Azevedo sobre o Petralhismo, publicados em seu blog em VEJA.com desde junho de 2006 e, antes disso, em sua coluna em O Globo. O que significa “petralha”? Um glossário, no fim do livro, esclarece:
Neologismo criado da fusão das palavras ‘petista’ e ‘metralha’ – dos Irmãos Metralha, sempre de olho na caixa-forte do Tio Patinhas. Um Petralha defende o roubo social”.
O roubo social é uma disciplina que, praticada pelos operadores do petralhismo entranhados no partido e no setor público, se baseia no – como dizer? – roubo. Pode ser o roubo para eleger um candidato, ou o roubo para enlamear um opositor, ou o roubo para encher as burras de dinheiro. Em geral, tudo isso junto.
Para que um petralha possa roubar sem constrangimentos, ele precisa contar com a cumplicidade de outros Petralhas, enfronhados na imprensa, na internet, nas salas de aula, nos gabinetes, nos tribunais, nas delegacias, nas rodas de samba. O papel deles é fazer a defesa teórica do banditismo, acobertando todos os crimes cometidos em nome do partido. Esta é a gangue que devemos combater: a gangue que violenta as idéias, que corrompe os conceitos, que brutaliza a verdade. Se o Brasil do PT é Patópolis, precisamos urgente que chegue no Guarujá nosso paladino o Detetive Mickey Mouse.
POEMA DO PETRALHA
Nada é perfeito, mas ele é uma completa falha, Enquanto o caráter deforma, a personalidade cisalha.
Não tendo o que falar, ainda assim ele gralha. Quanto mais se explica, tanto mais se embaralha.
A decência lhe enfada, prefere a bandalha. Não quer andar na linha, por isso chacoalha.
Encontra-se um justo, incontinente ele atalha. A uns engabela, a outros empalha.
Por fora se amarrota, por dentro se enxovalha. Um só já é capaz de entupir a calha.
Nas hostes do PT é onde se talha, deste governo os cargos (e a confiança) coalha.
Se o butim é grande, o olho esbugalha. Única coisa fina seria da Receita a malha.
Qualquer número ou gênero, a classe é canalha. Mesmo sem honra ou mérito não lhe falta medalha.
Quer manter o emprego se lá não trabalha, mas pra trabalho honesto, não move uma palha.
Seus conceitos de família são os Irmãos Metralha, ou então a Cosa Nostra do Barba Grisalha.
Igual notícia ruim, como praga se espalha, o Petralha poetado. Eis o poema do PeTralha.
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