sexta-feira, 6 de junho de 2014

O CASO DA CONSTRUTORA MATISSE E AS ESCOLAS NÃO CONSTRUÍDAS.


"NO GUARUJÁ, AS DENÚNCIAS FUNDAMENTADAS NÃO MANCHAM BIOGRAFIAS, MAS ENRIQUECEM PRONTUÁRIOS."

O CASO DA CONSTRUTORA MATISSE E AS ESCOLAS NÃO CONSTRUÍDAS.
por Manoel "Inconfidente" Vergara

Hoje resolvi conferir de perto o depoimento das "personalidades" da Secretaria de Obras do Guarujá, a qual vou me reservar o direito de não qualifica-la para não aumentar o "Score de Processos".

Como diria meu amigo, ex-super-secretário de obras Cláudio Paes Rodrigues: "Não precisa explicar, eu só queria entender!".

Nem sei quem é o autor da frase "Se cobrir vira circo, se murar vira um presidio", mas a sessão hoje de manhã da Comissão de Fiscalização, foi um circo. Não pela iniciativa dos vereadores que estavam presentes, trabalhando sério, mas sim pelos convidados que vieram prestar esclarecimentos. O presidente da mesa, vereador Edílson Dias (PT), foi obrigado a chamar à atenção do Professor Fábio Serrano, ex-secretário de obras do Guarujá por três meses, que sorria durante as perguntas. Nervoso? Superioridade? Desprezo? Não seria a postura correta de um acadêmico, respeitado em toda a baixada santista, mestre, professor de milhares de homens e mulheres que passaram pela faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos. Talvez o Mestre Fábio Serrano tenho sido contaminado pelo vírus que se alastra no Paço Municipal nos últimos cinco anos, "a soberba".

Os Inconfidentes publicaram a denuncia do Tribunal de Contas, mostraram a questão fiscal da empresa e principalmente a relação promiscua da empresa com o governo nas últimas eleições, onde o centro nervoso e de imprensa do comitê da prefeita foi instalado no mesmo prédio da empresa no Jardim dos Pássaros.

Muito se falou, muito não se falou, os convidados sofreram de Amnésia na sessão, e perguntas ficam sem respostas, ninguém lembrava de nada, ninguém sabia de nada! Gostaria que fossem respondidas algumas questões como por exemplo: 

Como mudaram o sistema construtivo das obras de pré-fabricado para o convencional? Não alteraram a planilha nem os quantitativos, muito menos os valores dos preços unitários.
Como uma empresa que teve a sua Inscrição Estadual (DECA), cassada pela Secretaria da Fazenda Estadual de Brasilia, apresentou Certidão Negativa de Débitos para a Concorrência Pública e Notas Fiscais do Material consumido para a elaboração de um Centro de Custos, material indispensável para o Averbamento das construções na Fazenda Previdenciária?
Como as obras das escolas, obras públicas, não possuíam um engenheiro-fiscal da prefeitura, bem como as outras obras também não dispunham, conforme as declarações dos convidados. Será que a Prefeitura de Guarujá não dispõem de engenheiro civil, tampouco arquitetos em seu quadro de funcionários concursados na secretária de obras? 
Claro que a prefeitura tem os profissionais, o que ninguém responderá, a menos que se convoque algum profissional citado, é por que nenhum engenheiro concursado não quis se arriscar a assinar as medições das obras? 
Não conseguimos entender ainda como o ex-secretário de obras, arquiteto Fábio Serrano não percebeu, conforme suas declarações, que os operários das referidas obras eram da empresa A.N.Engenharia, uma terceirizada ou quarteirizada e não da Construtora Matisse, a empresa contratada.
Não conseguimos entender, por que as obras seriam fiscalizadas somente por funcionários comissionados e de confiança da prefeita. Qual seria a verdadeira razão? Será que os engenheiros e arquitetos concursados da prefeitura não gozam da mesma confiança da prefeita e do secretário de obras?
Pelas respostas do ex-secretário de obras, arquiteto Fábio Serrano e o engenheiro e atual vice-prefeito e secretário Duino Verri Fernandes, parece que a falta de visão e a cegueira, são pré-condições para ocupar a cadeira de secretário de obras em Guarujá.
Bem, por último a pergunta que não quer calar, o que o Diretor de Portos Ribamar Brandão fazia ao lado dos inquiridos? Seria o advogado imediato, o xerife? Bem no caso do Secretário Duino, mesmo sendo convidado e não obrigado a responder as perguntas, chegou trazendo a tiracolo o seu renomado advogado Alexandre Rolo, especializado em Direito Eleitoral

"Se a Política do Guarujá anda por linhas tortas, não há nenhum culpado, além de quem votou nas últimas eleições."

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