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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

GUARUJÁ, SEDE DA BÓSNIA TEM QUEIXAS DE DROGAS E PROSTITUIÇÃO!


Quase quatro meses após o término da última Copa do Mundo, a subsede da Bósnia e Hezergovina na competição, o Estádio Municipal Antonio Fernandes, localizado no bairro Jardim Helena Maria, no Guarujá, virou alvo de constantes reclamações de moradores. 

O Terra visitou o lugar e ouviu o "abandono" como maior crítica à obra que já teve mais de R$ 9 milhões em gastos com verbas públicas e hoje reúne no entorno relatos de insegurança devido a presença de usuários de drogas, prostituição e até o desmanche de motos usadas.

"(Aqui no entorno) continua o tráfico de drogas e sexo de menores, com a prostituição infantil. Ocorre também muita droga e furto de motos porque encontramos correntes e cadeados cortados aqui à noite. Além de ver elementos altamente drogados andando e circulando por aqui", desabafou um morador, que pediu para não ser identificado

A prefeitura da cidade foi procurada pelo Terra e ameniza, por meio do secretário de Esportes e Lazer, Elson Maceió, mantendo o mesmo discurso adotado para a chegada da Bósnia com obras inacadadas de que o estádio apresenta mais de "90% de conclusão" e que equipes seguem em "permanente trabalho". Na visita ao local, na quinta, nenhum trabalhador foi visto ou localizado.

"Todo mundo percebe, na verdade, que o cronograma físico de obras que deveria ser concluído, não foi. Inclusive, tiraram até a placa que sinalizava a conclusão da obra porque ficou esquecido, ficou abandonado. A prefeitura não fez a parte dela", questiona outro morador.


"As obras não terminaram, estão em andamento, pois os convênios com o Governo do Estado e Federal não foram encerrados. Estão em andamento, em vigor, e o estádio conta com uma equipe permanente de trabalho, fazendo a manutenção. É uma equipe de 12 funcionários diariamente fazendo a manutenção, cuidando da drenagem do gramado e limpando tudo", rebateu Maceió.

A promessa da prefeita Maria Antonieta era entregar a reforma do estádio até 31 de março, durante visita da comitiva bósnia no mês anterior. Posteriormente, ao Terra, dias antes da chegada da Bósnia já com obras atrasadas, o vice-prefeito Duino Verri Fernandes alegou que "o contrato público era até 15 de junho" e que "antes disso a empresa teria que antecipar o cronograma".

A prefeitura nega o abandono dizendo que, desde então, já utilizou o local para a Copa do Mundo de Deficientes Intelectuais, agregando oito países, e para rodadas do Campeonato Paulista de futebol, das categorias Sub-11 até a Sub-20.

"Ainda não há o uso semanal por conta das obras que ainda temos e, por conta disso, o uso ainda é restrito. Até terminar tudo vamos segurar um pouco. O pessoal da fisioterapia esportiva já está utilizando o espaço, também, assim como o auditório que já contou com seminários na área esporte e de saúde. Algumas áreas estão isoladas", explicou o secretário. "Ele nunca foi e nunca será um elefante branco", completou.

Sobre a segurança, diz não conhecer os problemas citados e garante que há vigilantes 24 horas dentro do local, além de constantes rondas policiais para manter a ordem no entorno. As obras de melhorias nos acessos, no entanto, que contam com a pavimentação e iluminação das ruas, sequer foram iniciadas.

"No estádio ninguém entra até porque estamos vigilantes 24 horas. Tem uma área na frente que a nossa fiscalização identificou que tem sido feito descartes irregulares de material de construção civil e já estamos atuando nisso. Não tinha conhecimento sobre esses problemas, falei com a polícia até, mas é novidade", disse o secretário.

Outro morador, no entanto, reclamou sobre a falta de segurança contando que bandidos o abordaram mais de uma vez dentro de casa e roubaram muitos itens. Ele decidiu, então, vender o local e se mudar para outro bairro, a Vila Maia, dizendo que durante todo o dia "ninguém é visto trabalhando no estádio".

Bósnia recebe CT com 66 dias de atraso e obras inacabadas
O Terra tentou contato com o delegado titular da Delegacia Sede, Clóvis Rossi, mas não obteve sucesso. O investigador Paulo Carvalhal disse brevemente desconhecer as denúncias citadas, explicando que ali se trata de "uma área que não dá grandes problemas ou tem maiores ocorrências" como outros bairros mais carentes.

A prefeitura, por sua vez, finaliza apontando acreditar que com os investimentos para iluminação e urbanização os problemas desconhecidos vão melhorar. De acordo com o secretário, as obras complementares exigirão cerca de R$ 2 milhões, mas que ainda não liberadas por fazerem parte de outro convênio. A previsão de data, agora, de acordo com a própria secretaria responsável, é para que tudo seja encerrado até o fim de fevereiro.

Fonte: Terra Esportes

sábado, 7 de junho de 2014

MAIS DINHEIRO DOS IMPOSTOS PARA O ESTÁDIO MUNICIPAL!

ATENÇÃO ELEITOTÁRIOS DO GUARUJÁ: MAIS DINHEIRO PARA O ESTÁDIO!
NA REDAÇÃO DOS INCONFIDENTES A TORCIDA É PARA QUE OS FISCAIS QUE REALIZARAM AS MEDIÇÕES DO PÍER DO PEREQUÊ E DAS ESCOLAS DA CONSTRUTORA MATISSE NÃO ESTEJAM ASSINANDO AS MEDIÇÕES DAS OBRAS DO ESTÁDIO MUNICIPAL ANTONIO FERNANDES.


GOVERNO COPEIRO DO GUARUJÁ: "QUEM CONHECE, NÃO CONFIA, NÃO É MESMO DONA MARIA?

sexta-feira, 16 de maio de 2014

ENTORNO DO ESTÁDIO MUNICIPAL CONTINUA O MESMO EM GUARUJÁ!

BÓSNIA FICARÁ EM ESTÁDIO CONSTRUÍDO AO LADO DE OCUPAÇÃO NO GUARUJÁ.
"QUANDO CHOVE MESMO, ISSO AQUI CORRE ÁGUA. QUASE MEIO METRO DE ALTURA AQUI", CONTA O MORADOR.


Estreante em Copas do Mundo, a Bósnia e Herzegovina escolheu a cidade de Guarujá, na Baixada Santista, como local para treinamento no Brasil. O time ficará no Estádio Municipal Antônio Fernandes, que foi totalmente reformado. As obras, porém, não ultrapassaram todos os muros da arena construída ao lado de uma ocupação em 1982.

José Soares, que mora ao lado do estádio, declara, desiludido, que esperava por melhorias no bairro onde mora desde a década de 1970. "Falaram que aqui [aponta para o terreno da casa dele] iam fazer uma pracinha. As casas daqui o pessoal ia passar pra cima [em ponto mais alto do bairro]", detalha. Em vez dos benefícios, porém, Soares vive agora com o temor de inundações, devido à mudança de local do muro do estádio. "Quando chove mesmo, isso aqui corre água. Quase meio metro de altura aqui", conta o morador.

Na casa ao lado, o aposentado Júlio Barbosa da Silva vive uma situação parecida. Ele reclama que teve de paralisar uma obra devido à incerteza sobre a saída do local. O aposentado diz que chegou ao bairro na década de 1990 e que tem o contrato de compra e venda da área, mesmo sem a escritura e sem pagar impostos.

"Tenho minhas coisas que eu plantei. Então eles não podem chegar e tirar a gente. Quer indenizar, eu saio". Ele conta que paralisou a construção de uma casa de alvenaria para a irmã, no mesmo terreno, devido à possibilidade de mudança com a reforma no estádio. "Já faz mais de um ano que tá parada a casa da minha irmã. Agora ela sim, tá vivendo num barraco de madeira velho, por causa deles, que falaram que iam fazer casa aqui, não fizeram nada."

O vice-prefeito Duíno Fernandes reconhece que a área em torno do estádio precisa de melhorias. Ele diz que serão investidos R$ 2,2 milhões no local, mas não dá prazo para a conclusão das obras. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Obras de Guarujá, as moradias que estão na região visitada são irregulares, mas não impedirão o bom funcionamento da arena durante a Copa do Mundo. A secretaria reconhece que a cidade apresenta déficit habitacional e diz que uma solução definitiva está sendo estudada dentro do Plano Local de Habitação de Interesse Social.

A reforma no estádio custou R$ 16 milhões, sendo R$ 12 milhões pagos pelo Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias, do governo estadual, e mais R$ 4 milhões do governo federal, usados para equipar o estádio. Os equipamentos, porém, ainda não haviam chegado ao estádio há uma semana, quando a reportagem visitou o local. Após a estadia da Bósnia, o local será usado pela Associação Desportiva Guarujá, que disputa a quarta divisão do Campeonato Paulista. Projetos sociais e uma pista de caminhada devem ser disponibilizados para a comunidade.

Fonte: Terra Esportes

terça-feira, 6 de maio de 2014

NOVOS EDITAIS FORAM LANÇADOS, APESAR DO DESPERDÍCIO.

GUARUJÁ ENTERRA SOBRAS DE MATERIAIS COMPRADOS PARA OBRA DA COPA DO MUNDO 2014
ESTÁDIO ANTÔNIO FERNANDES DEVERIA TER SIDO ENTREGUE EM MARÇO. NOVOS EDITAIS FORAM LANÇADOS, APESAR DO DESPERDÍCIO.


Os operários contratados para acelerar as obras do estádio municipal Antônio Fernandes, na cidade do Guarujá, foram flagrados por moradores do Jardim Helena Maria enterrando sobras inutilizadas de materiais de construção.

Após o Portal Vox revelar a invasão de bodes e cabras nas dependências do estádio, que deveria ter sido entregue no dia 31 de março, a Prefeitura ampliou as frentes de trabalho para evitar a migração da seleção da Bósnia, interessada em utilizar a cidade como sede durante a Copa do Mundo.


Sem espaço para guardar material, os operários aproveitaram o sábado, 3 de maio, para enterrar tijolos e guias que poderiam ser úteis em outros trabalhos. O descarte ocorreu em uma rua do entorno asfaltada neste domingo.

As fotos abaixo, encaminhadas à redação, mostram o buraco aberto para o despejo, parte das peças desperdiçadas, as pedras usadas para nivelar a rua antes da pavimentação e os tubos abandonados antes da criação das redes pluviais e de esgoto.


Esse desperdício de dinheiro público ocorre pouco mais de uma semana após a Prefeitura publicar um novo edital para a compra de mais equipamentos e materiais – até agora, o Guarujá recebeu R$ 16,5 milhões de reais em verbas estaduais (R$ 12 mi) e federais (R$ 4,5 mi).

A promessa atual é de que a obra, atrasada desde 2013, quando a Suíça desistiu de utilizar a cidade como sede, seja parcialmente entregue dia 5 de junho.


Fonte: Portal Vox Brasil