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domingo, 5 de janeiro de 2014

MUITOS TURISTAS ANTECIPARAM A VOLTA DO LITORAL.

SEM ÁGUA, TURISTA ANTECIPA VOLTA DA BAIXADA SANTISTA
PONTOS DE CIDADES COMO O GUARUJÁ JÁ ESTÃO HÁ OITO DIAS COM AS TORNEIRAS SECAS. SEM ÁGUA, MUITOS TURISTAS ANTECIPARAM A VOLTA DO LITORAL.


A falta de água, problema crônico no verão, ganhou proporções ainda maiores nesta temporada em cidades do litoral de São Paulo.

Pontos de cidades como o Guarujá já estão há oito dias com as torneiras secas. Sem água, muitos turistas anteciparam a volta do litoral.

O problema, que começou no dia 28 e se agravou após o Ano-Novo, atinge também Santos, Bertioga, Praia Grande, São Vicente, Itanhaém, São Sebastião e Ilhabela, segundo as prefeituras.

A estudante Bruna Capuchim, 19, alugou uma casa com amigos próxima à praia de Enseada, no Guarujá, no dia 28. Só tiveram água regularmente no primeiro dia.

"A gente chega da praia cheia de areia e não tem nem um chuveiro pro banho, tem que ser na canequinha", diz ela, referindo-se a uma única torneira que ainda recebe pequenas quantidades de água da rua –com interrupções.

O grupo, de 18 pessoas, reveza a canequinha. Eles pagaram R$ 8.600 pelo aluguel de temporada e já decidiram que pedirão desconto ao proprietário. Seis deles desistiram e anteciparam a volta.

"Nos dois últimos dias, a situação se tornou crítica. Impossível ficar aqui", disse o diretor artístico Eliabe Moreira, 43, dono de um apartamento na Enseada.

Ele disse que, após o "traumático início do ano", decidiu antecipar o retorno e pretende vender o apartamento, cujo IPTU é de R$ 2.800.

O problema afeta também quem depende da água para trabalhar. Desabastecido desde o Natal, Arão Medeiros, dono de um quiosque no Guarujá, precisou comprar 200 caixas de garrafas de água mineral para manter o estabelecimento aberto.

Houve até quem fosse à praia somente para tomar banho nas duchas mantidas pela prefeitura na orla, que usam água do mar.

O município deu um ultimato à Sabesp na sexta-feira: a empresa teria 24 horas para resolver o problema ou apresentar medidas alternativas. Do contrário, afirma que irá acionar a Justiça.

Segundo a administração local, o problema ocorre mesmo após a inauguração de uma nova estação de tratamento de água no município, no último dia 27.

Segundo o coordenador regional do Procon na Baixada Santista, Alexandre Cardoso, a empresa pode ser multada –os valores variam entre R$ 600 e R$ 6 milhões. O órgão também estuda pedir um abatimento na conta de água.

A Sabesp afirma que a situação já começou a ser normalizada e que a falta de abastecimento ocorre em pontos isolados.

Diz ainda que o problema ocorreu devido ao calor, à falta de chuvas e ao fato de que os turistas permaneceram mais tempo na região.

Fonte: Agora/SP - Folha de São Paulo

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

TORNEIRAS SECAS EM GUARUJÁ

COM TORNEIRA SECA, COMERCIANTES COBRAM ATÉ R$ 1.600 POR CARGA DE ÁGUA POTÁVEL NO GUARUJÁ.
FORA DA TEMPORADA, CAMINHÃO-PIPA COM 30 MIL LITROS CUSTA UM QUARTO DO VALOR ATUAL


Os turistas que escolheram o litoral paulista para passar o Réveillon sofrem com a falta de serviços básicos. No Guarujá (SP), a principal necessidade é a falta de água nas torneiras. Diante do problema, os comerciantes de água potável enxergaram uma oportunidade de negócio.  

A reportagem encontrou empresas que cobram até R$ 1.600 por um caminhão pipa carregado com 30 mil litros de água potável. Normalmente, a mesma mercadoria sai por R$ 400 fora da temporada, ou seja, o valor cobrado agora é quatro vezes maior.  Os preços variam conforme a quantidade e a localidade de entrega.

Um caminhão com 16 mil litros sai por R$ 1.400. Se o turista quiser menor quantidade, para encher a caixa d’água de uma casa, por exemplo, dá para comprar 4.000 litros por R$ 700 na empresa Maremar. A turista Eunice Cavalcanti Pereira saiu de São José do Rio Preto (SP) no último dia 27 para passar o Ano Novo em uma casa com a família na praia da Enseada, no Guarujá, e se surpreendeu com a falta de água na torneira.  

— Onde já se viu faltar água no Ano Novo? Todo mundo sabe que, no fim do ano, as praias ficam lotadas, mas o governo não cuida da infraestrutura para atender o público. Nós ainda estamos bem. Imagine quem está em um apartamento, com oito ou dez pessoas, e sem água?  

O problema é recorrente na cidade, segundo zeladores e porteiros ouvidos pelo R7. O porteiro José Roberto Araújo de Lavor trabalha há 13 anos em um condomínio residencial do Guarujá. Por volta do meio-dia, o reservatório de água do prédio onde trabalha recebia o quinto caminhão-pipa de 30 mil litros.  

— Um caminhão desse dura meia hora aqui no prédio. Todo ano é a mesma coisa, sempre falta água no Ano-Novo. Os turistas e moradores pagam água o ano todo e não usam porque não podem vir para cá e, quando precisa, falta água.

A reportagem tentou reservar um caminhão de água na mesma empresa que atendeu ao condomínio em que trabalha José Roberto. Pelo rádio, o fornecedor, que não se identificou, se recusou a vender mais um caminhão de 30 mil litros: “Se eu falar que vou dar conta de entregar, vou mentir. Não estou dando conta da demanda”.  

Jeitinho brasileiro  

Alguns prestadores de serviço locais oferecem um serviço paralelo para encher as caixas d’água das casas em que os turistas estão hospedados. A reportagem encontrou um segurança de banco que faz bicos para bombear a água da rua para as residências.

Com uma bomba elétrica, ele garante que consegue fornecer até 3.000 litros de água da rua em até uma hora. Ao meio-dia, ele já tinha resolvido o problema de, pelo menos, três casas. O “serviço caseiro” sai bem mais barato que um caminhão-pipa: R$ 100 por residência.

Em nota, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou que "vem realizando manobras no sistema de abastecimento para normalizar a pressão em todos os pontos de distribuição de água do bairro Enseada, o que vem acontecendo gradativamente". Além disso, a companhia disse ainda que as solicitações registradas na Central de Atendimento foram atendidas por vistorias e por meio de caminhões-pipa da própria empresa.

Fonte: Portal R7

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

UM OTÁRIO PRAIANO!

A DURA VIDA DE UM OTÁRIO PRAIANO!
UMA CRÔNICA QUE CONTA A DUREZA DE MORAR NA PRAIA DURANTE UMA TEMPORADA DE VERÃO.


Provavelmente está será minha última crônica de 2013, afinal estou se preparando para sair numa missão impossível, entregar as encomendas de Cuscuz da minha esposa na entupida Ilha de Santo Amaro.

Já manifestei recentemente  minha indignação na crônica "As Poderosas Madames do Planalto Paulista", agora meu problema é com a falta d´água e os turistas mal educados, que vivem infernizando a nossa vida toda temporada de verão no litoral.

Não posso dizer que a inauguração esta semana da Estação de Tratamento de Água da Sabesp, me tranquilizou, apesar da promessa de não faltar água nos próximos 30 anos durante o verão em Guarujá. Quem conhece a Tucanada já sabia que ia dar merda, afinal onde estão a Ponte Santos-Guarujá, o fim das filas na Balsa e o novo Túnel Santos-Guarujá?

A nova Estação(ETA), foi batizada pela turma da "Esquerda Ballantine´s", aqui dos Sites Os Inconfidentes como TETA, sim porque a Tucanada gastou 100 milhões na merda, literalmente, já que não filtra águas pluviais ou turvas, conforme informação de bastidores de um engenheiro insatisfeito, com o saco cheio da Tucanada do Governador Picolé de Chuchu.

Agora imaginem a cena do infeliz do morador da ex-Pérola do Atlântico, Guarujá. Pagamos IPTU, IPVA, ISS, ICMs, ITBI, Taxas de Condomínio o ano inteiro, sofrendo o dia a dia na nossa ilha. O FDP do seu vizinho, atrasado pelo menos uns seis meses no pagamento do condomínio,  o qual você tem que ratear mensalmente, resolve alugar o apartamento, detalhe: - mal cabem 4 pessoas no apertamento, mas chegam 15 por aqui! 

Começa a briga pela vaga de garagem, controle do portão, chave da portaria e o coitado do zelador (o Zé), administrando toda essa merda que o proprietário de um apartamento mal consegue manter a despesa anual, um simbolo extinto da classe média, que ele resolveu alugar por trezentos cruzeiros ao dia, para ganhar uns cobres.

Até ai tudo bem, mas os alugantes, uns 12/15, resolvem tomar banho, cagar, usar o elevador, portão, tudo que tem direito para compensar os trezentinhos. O coitado do elevador não aguentou o calor e pediu água, afinal os três lutadores de Sumô de Ribeirão Preto, judiaram do coitado. O portão fudeu, de tanto abrir e fechar, o motor infartou!

Mas a merda fedeu mesmo, quando o meu Zelador, Zé Maria, tocou a campainha nesta madrugada, eram umas 09h00 da manhã, para avisar que precisaríamos contratar um caminhão pipa de água. Ainda estava sonolento, não havia entendido muito bem, mas quando o Zé Maria falou o preço do caminhão acordei bem rápido.

Como ainda estava em meia fase, minha primeira pergunta era se o caminhão pipa era de água ou de Champanhe Perrier-Jouet e, se era para "Agregar Valor ao Condomínio", como diria o Rei dos Camarotes.

- Porra Zé tá louco? Não vou pagar essa merda, manda o povo cagar e tomar banho no mar!

Pois é, essa foi a reação de um morador, que rala o ano inteiro para não atrasar o condomínio e ainda tem que ratear um Caminhão de Espumante, porque água potável não custa, para atender um bando de caipiras que alugaram um apartamento no praia por 10 dias, possam tomar banho e cagar.

Será que não tem alguma coisa de errado neste país?