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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

DOUTORES EM NEGÓCIOS!

DOUTORES EM NEGÓCIOS. EM QUE MÃOS ESTÁ A POLÍTICA DE SAÚDE DE SÃO PAULO
ALGUÉM AINDA TEM DUVIDAS QUANTO A VENDA DO HOSPITAL SANTO AMARO A DUPLA UIP-POLLARA EM GUARUJÁ? É JUSTO A CÂMARA MUNICIPAL DEVOLVER RECURSOS, REPASSADOS À UM HOSPITAL QUE NÃO TEM SUAS CONTAS ABERTAS A POPULAÇÃO, DONA DOS RECURSOS PÚBLICOS?


SECRETARIA DA SAÚDE DO GOVERNO ALCKMIN É COMANDADA POR MÉDICOS QUE MISTURAM SERVIÇO PÚBLICO COM INTERESSES PRIVADOS

Ao completar dez anos, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) cobre praticamente 80% da população do estado de São Paulo. Nos últimos três anos, para cada ambulância fornecida pelo governo estadual, a União cedeu quatro. No período, os recurso do orçamento para compra desses veículos foram reduzidos em 80%. Além disso, São Paulo é a única unidade da federação que não entra no rateio do financiamento do serviço, no qual União entra com metade e estados e municípios dividem os outros 50%.

No caso paulista, a parte do estado sobra para as prefeituras. A opção do governador Geraldo Alckmin (PSDB) é investir no próprio programa, o Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências (Grau), em parceria com o Corpo de Bombeiros – corporação que também padece de falta de recursos. Em três anos, caíram também os repasses para aplicação na atenção básica, hospitalar e ambulatorial e na vigilância sanitária e epidemiológica nas cidades paulistas.

O problema chega à distribuição de medicamentos: o programa Dose Certa ficou fora do orçamento nos dois últimos anos, e uma fábrica de genéricos da Fundação para o Remédio Popular (Furp), inaugurada em 2009, em Américo Brasiliense, produz menos de 5% de sua capacidade total. Há ainda o sucateamento de serviços públicos, em especial pronto atendimento, hospitais e outras unidades, mesmo as administradas pelas organizações sociais de saúde (OSs), propaladas como exemplo de gestão. Dos 23 hospitais estaduais, 12 estão hoje nas mãos dessas entidades, cujas contabilidades não andam bem – e fica difícil se saber o porquê, pois falta transparência na prestação de contas. Ano passado, o governo destinou a elas R$ 4,6 bilhões, enquanto a administração direta no setor recebeu R$ 5,1 bilhões. Entre 2008 e 2012, os recursos para as OSs aumentaram 268%, de R$ 917 milhões para ­­­R$ 3,3 bilhões.

Com números ruins, em vez de ajustes na política o governo de São Paulo recorre a um esforço de melhorar a imagem como forma de “concorrer” com a boa avaliação do Programa Mais Médicos, do governo federal, que agora em 2014 deve levar o ministro Alexandre Padilha à disputa com Alckmin pelo Palácio dos Bandeirantes. A uma parte desse esforço os cidadãos podem assistir diariamente nas propagandas do governo veiculadas em horário nobre. Outra demonstração de empenho na melhora da imagem está na indicação de médicos renomados, com carreiras brilhantes em grandes hospitais e nas universidades e bom trânsito entre celebridades e lideranças políticas de todas as cores. Entretanto, essas indicações podem não significar necessariamente sintoma de preocupação com a saúde pública.

Conflitos de interesses
O secretário estadual de Saúde é David Everson Uip, professor de Medicina e infectologista conhecido internacionalmente. Iniciou carreira pública em 1986, como médico assistente no Instituto do Coração (Incor), que chegou a dirigir. Em 2009, tornou-se diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Mas nunca se desligou da iniciativa privada. Que o digam amigos empresários de Uip que foram em peso prestigiar sua palestra em evento promovido no início de dezembro pela Lide, organização de lideranças empresariais presidida pelo jornalista e empreendedor João Doria Jr.. Amigos do secretário, dirigentes do Sírio-Libanês e Albert Einstein enalteceram suas fortes ligações com essas instituições. Aliás,­ seu nome continua vinculado ao Sírio por meio da Sociedade Beneficente de Senhoras, articuladora da OS que administra o Hospital Geral do Grajaú e o Serviço de Reabilitação Lucy Montoro, entre outras unidades.

No mesmo evento, à vontade, agradeceu o ex-presidente local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) Luiz Flávio Borges D’Urso, por defendê-lo em um processo que acabou arquivado. Não especificou qual, e há mais de um em seu currículo. Uma das empresas do secretário, a Sociedade de Consultoria e Assistência Médica David Uip Ltda., já foi pivô de suspeitas de irregularidades. Em 2005, o vendedor Wilson Gandolfo Filho levou à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados denúncia de que o médico Rogério Zeigler, do quadro do Incor e sócio de Uip, o teria cobrado na Justiça por serviços prestados entre julho e agosto daquele ano, durante internação para tratamento de doença cardíaca.

O caso foi investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que aceitou as explicações do ex-diretor. Mas os peritos viram outras irregularidades, como falta de cotação de preços para compra de bens e serviços e de comprovantes de despesas, movimentação em conta estranha à do convênio, além de pagamento de salários e encargos da Fundação Zerbini, que ele também presidiu, e do Incor, com recursos federais, entre outros. No relatório do TCU constam os nomes de José Eduardo Rangel de Alckmin e José Augusto Rangel de Alckmin, primos de Alckmin, entre os defensores constituídos nos autos.

Outro processo que D’Urso pode ter arquivado seria o que decorreu de suspeitas numa campanha para angariar recursos para o Instituto Emílio Ribas. Em novembro de 2009, Uip avalizou, juntamente com o então prefeito paulistano, Gilberto Kassab, a campanha “A cara da vida”, criada pela apresentadora Adriane Galisteu em gratidão ao hospital que tratou seu irmão soropositivo. O empresário Alexandre Iódice, hoje marido de Galisteu, produziu inicialmente 5.200 camisetas para doar à campanha. Como lembra um colega da área, Uip autorizou o uso do nome da instituição para captar dinheiro, mas não se sabe quanto foi arrecadado nem quem fiscalizou a destinação. Em reuniões, Uip teria dito que depositou o dinheiro em sua conta por gozar de confiança dos envolvidos.

Guarujá - Em Guarujá, onde tem casa de praia, pretensões políticas e proximidade com autoridades, o infectologista é chamado de Dr. Negócios. Segundo registros na Receita Federal e na Junta Comercial de São Paulo, Uip é sócio de diversas empresas, como a David Uip Prestserv, a Uip Indústria, Comércio e Prestação de Serviços em Construção Civil e Transportes Ltda., a Uip Patrimonial S/A e a Transuip Transportes, Logística e Serviços Ltda. Mas a alcunha deve-se a uma tentativa do secretário, em 2009, de adquirir o único hospital do município, o Santo Amaro – negócio barrado pela Câmara Municipal.

A minuta do contrato que seria celebrado entre a mantenedora Associação Santamarense de Beneficência do Guarujá (ASBG) e a Sociedade de Consultoria e Assistência Médica David Uip Ltda., cuja cópia foi obtida no Legislativo local, rezava, entre outras coisas, que ele teria autonomia durante 35 anos, podendo até construir alas particulares e mudar o nome do hospital. Como lembra o jornal A Tribuna, de Santos, Uip – que havia assumido a direção do Emílio Ribas no começo daquele ano – “chegou a alinhavar com a Secretaria de Estado da Saúde uma parceria visando um auxílio financeiro para o Santo Amaro”. Seu sonho de ter um hospital em Guarujá acabou realizado, de maneira indireta, em junho passado, quando foi inaugurada filial do instituto de infectologia no distrito de Vicente de Carvalho, em prédio cedido pela prefeitura.

Iate Clube
Mais discreto, o secretário-adjunto, o cirurgião Wilson Modesto Pollara, já dirigiu o Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo e o São Camilo, da rede privada. Pollara parece avesso a badalações. Mas nem sempre é possível escapar de eventos sociais. Um deles, uma festa no Iate Clube do Guarujá, rendeu-lhe na coluna social de um jornal local uma foto ao lado de um velho amigo: o colega de profissão Mauro Hamilton Bignardi. Conforme legenda em reportagem do blogueiro e colunista social Welinton Andrade, ambos estão na ASBG, a que quase vendeu o hospital Santo Amaro a Uip.

Pollara e Bignardi são também sócios na BP Consultoria e Gestão Empresarial Ltda. A empresa aberta em 12 de julho de 2012, com sede em São Bernardo do Campo, na região do ABC, fornece “assessoria e consultoria na área da saúde, orientação e assistência operacional para gestão do negócio, em matéria de planejamento, organização, reengenharia, controle orçamentário”. Embora seu nome não apareça entre os diretores, Pollara é sócio também da empresa Intensimed Cuidados Médicos Intensivos, criada para prestar serviços de medicina intensiva, captação de recursos humanos, organizar rotinas assistenciais e assessorar áreas de desenvolvimento tecnológico.

Bignardi tem ainda outras empresas. É sócio da Essencial Participações e Construções Ltda. e da Serra do Mar Mineradora Ltda.. Aparece também como sócio-diretor das empresas Cubatão Serviços Médicos, Guarujá Serviços Médicos, Praia Grande Serviços Médicos e São Vicente Serviços Médicos, que tiveram seus contratos com a prefeitura de Itapetininga investigados pelo Tribunal de Contas. Segundo o Correio de Itapetininga noticiou em dezembro de 2012, todas prestavam serviços praticamente exclusivos para a OS Serviço de Assistência Social e Saúde (SAS). Além do Hospital Regional de Itapetininga, a OS administrava unidades em Americana, Araçariguama, Vargem Grande Paulista, São Miguel Arcanjo e São Paulo.

O esquema foi investigado pelo Ministério Público paulista, que no último 6 de dezembro encaminhou à Justiça o inquérito da chamada Operação Atenas. Até agora, o nome dos envolvidos não foi divulgado. São informações a se prestar atenção nas próximas semanas, para que se possa conferir em que medida a qualidade curricular das autoridades em saúde do Estado está a serviço do serviço público. Ou se há interesses privados a contaminá-las. 

sábado, 22 de outubro de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

OS BONS DE BICO!

"TUCANOS SÃO BONS DE BICO"
VAMOS DEMOSTRAR ABAIXO PORQUE A MATERNIDADE ANA PARTEIRA NÃO RECEBERÁ 30 MILHÕES/ANO CONFORME DECLARAÇÕES DO MÉDICO DAVID UIP, A TRIBUNA

CLIQUE NA FOTO P/ AMPLIAR

TOTAL ANUAL DE REPASSE DO ESTADO AO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE GUARUJÁ: 
R$ 28.244.426,67

LEIA ABAIXO A ENTREVISTA DO Dr. DAVID UIP, CONHECIDO EM GUARUJÁ COMO O "Dr. NEGÓCIOS"

CLIQUE NA FOTO P/ AMPLIAR


David Uip, médico infectologista e diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, é coordenador da Agência de Saúde da Baixada Santista, criada pelo Governo do Estado.

Por que a Baixada foi escolhida para ter esse projeto, que é piloto para todo o Estado? 

Porque o secretário entendeu que a Baixada precisa ser resgatada. Ela tem indicadores que mostram que deve haver investimento do Estado, mas mudando o conceito. Vamos trabalhar agora com indicadores, com metas, com resultados. É um projeto extremamente ousado, participativo. Nós vamos ter uma oportunidade única. É um projeto pioneiro.
Quem não está gostando da história são os outros locais do Estado, porque acham que a Baixada está sendo privilegiada. Eu estou dizendo que não, que a Baixada está sendo resgatada.

Quando se questiona a performance financeira do Emílio Ribas, quer dizer que isso não atrapalhará? 
Isso não tem nada a ver. Nós temos a possibilidade jurídica de fazer isso acontecer pelo convênio que já existe aqui, e de forma muito rápida.

A ideia é para este primeiro semestre? 
Não tenha a menor dúvida. Estou com todo o levantamento pronto. 

Já tem autorização? 
Isso está entrando na análise final do secretário e do governador. Agora, o momento é fazer com que as coisas aconteçam. Mas o secretário pode dizer: você está me propondo uma coisa que a Baixada não quer? 

Acredito que as pessoas estão temerosas porque durante muitos anos foram feitas promessas que não foram cumpridas... 
Mas você então concorda comigo que a Baixada precisa de respostas imediatas, porque as pessoas não acreditam mais que as coisas possam acontecer. Porque por muito tempo as coisas foram prometidas e não foram cumpridas. Eu estou envolvido nisso até a cabeça, mas meu cargo nisso é nenhum. Minha remuneração nisso é nenhuma. Eu sou do Emílio Ribas. Agora, eu tenho filha, genro, neto que moram em Guarujá. Eu sei das dificuldades da Baixada, porque fui para aí minha vida inteira. E é por isso que o secretário me escolheu, porque ele sabe que eu conheço a Baixada. 

Quais são os próximos passos para a implantação do Emílio Ribas em Guarujá? 
Eu quero que isso seja aprovado e que o governador e o secretário de Saúde, junto com os prefeitos, anunciem.

O prédio precisa ser readequado? 
Nosso cálculo inicial é de que ele precisará deum investimento entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões por mês. Só nesse hospital serão colocados R$ 30 milhões por ano.

E seriam provenientes mesmo desse convênio? 
Desse convênio, que é dinheiro novo que a secretaria irá repassar. E porque é rápido? Por que o convênio para a vinda do Emílio Ribas está assinado há mais de um ano. O Emílio Ribas hoje é considerado o segundo melhor hospital do mundo em doenças infecciosas e parasitárias. O primeiro é o da China. O Adolfo Lutz é um dos melhores laboratórios do mundo. Como é que eu posso abrir mão disso?

O presidente do Sindicato dos Médicos questionou que está tentando assento na agência e não consegue. O sr. vai chamá-lo também? 
Como diretor do Emílio Ribas tenho agenda com o pessoal do sindicato e não me incomoda em nada. Agora, eu preciso pensar que se nesse momento eu convido o Sindicato dos Médicos, porque eu não vou convidar o das enfermeiras, dos psicólogos? Isso não é decisão só minha, é óbvio que vamos discutir com todo mundo, mas tem hora. Neste momento participa a Associação Paulista de Medicina (APM), que vai nos ajudar na requalificação dos profissionais médicos. Vai haver integração com as faculdades e universidades da Baixada, como também com as de São Paulo. É um projeto que realmente vai passar a Baixada, do ponto de vista de qualificação, a outro nível. Nos preocupa muito a fixação do profissional de saúde na Baixada.

Quando é a próxima reunião? 
Dia 21 de março, em Itanhaém. Fizemos a primeira no Guarujá, a segunda em Peruíbe e agora em Itanhaém. E é impressionante a receptividade. A Milena (Bargieri), a prefeita de Peruíbe, fez a seguinte declaração: "Finalmente eu posso acreditar que a coisa vai mudar". É lógico que tem pessoas que quando percebem que a coisa pode mudar, ficam infelizes. Mas eu acho que existe uma obrigação de todo mundo que gosta da Baixada Santista de fazer com que a região melhore.


FONTE: JORNAL A TRIBUNA
SIMONE QUEIRÓS

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

BONS NÉGOCIOS!

INVESTIGADO PELO CFFC!
COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE DA CÂMARA FEDERAL INVESTIGA A SOCIEDADE CONSULTORIA E ASSISTÊNCIA MÉDICA DAVID EVERSON UIP LTDA.


A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle se reúne hoje e poderá votar representação do vendedor Wilson Gandolfo Filho com denúncias de desvio indireto de verbas públicas e procedimentos irregulares no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor). Pelo Regimento da Câmara, pessoas físicas ou jurídicas podem apresentar petições, reclamações, representações ou queixas contra atos ou omissões de autoridades ou entidades públicas na Ouvidoria Parlamentar, nas comissões ou na Mesa Diretora.

Em sua representação, Gandolfo Filho denuncia que a empresa Sociedade Consultoria e Assistência Médica David Everson Uip S/C Ltda., "por meio de seu sócio David Uip, utiliza-se da estrutura do Incor, um hospital público, para fins particulares, prejudicando os pacientes e o bom nome da instituição". Ainda segundo ele, a empresa "utiliza-se das dependências do Incor e, possivelmente, desvia o faturamento para si".

A grande imprensa também nada publicou sobre uma denúncia feita à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados por um ex-paciente do InCor, o vendedor Wilson Gandolfo Filho, contra o médico David Uip, diretor da Zerbini e do hospital. 

Gandolfo Filho “explicou que a Sociedade David Everson Uip entrou com ação ordinária de cobrança contra ele na 4ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo, por supostamente ter se utilizado dos seus serviços, ao ter sido internado e submetido a tratamento médico no InCor de 26 de julho de 2005 a 24 de agosto de 2005”.

A CFFC aprovou, em 11/7/2007, relatório do deputado Celso Russomanno (PP-SP), o qual, após constatar o repasse de “volumes elevados de recursos públicos ao InCor/Fundação Zerbini”, recomenda que o TCU examine “a regularidade da aplicação dos recursos públicos da União transferidos ao InCor/Fundação Zerbini”.

O relatório pede também ao TCU que esclareça “se houve ou não desvio de recursos públicos federais, transferidos ao InCor/Fundação Zerbini, em benefício da empresa Sociedade Consultoria e Assistência Médica David Everson Uip S/C Ltda ou de quaisquer outras pessoas físicas ou jurídicas de direito privado” e se há ou não, no InCor, “procedimentos que propiciem a cobrança indevida para fins particulares”. O TCU instaurou, então, o processo TC 019.197/2007-6.

Procurado pelo Informativo Adusp, David Uip enviou documentos nos quais são contestadas as acusações do ex-paciente. Uip informou à CFFC, em 17/12/07, que “a Fundação Zerbini não fez, em qualquer tempo, quaisquer pagamentos ou transferência em favor da Sociedade de Consultoria e Assistência Médica David Everson Uip S/C Ltda, ou à pessoa física do Manifestante, que não seja decorrente de vínculo empregatício ou de projeto de pesquisa auditado”.

Segundo o médico, é “incontroverso” o direito da Zerbini, por força de convênio com o HC, de “proceder à contratação na prestação de serviços hospitalares para atender pacientes conveniados e particulares”. Ele alega que Gandolfo Filho não foi atendido como paciente do SUS, mas como particular, e que sabia desta condição, tendo agido de “má fé”.

Uip declara que as alegações do ex-paciente “são falaciosas e visam apenas utilizar esta Comissão [CFFC], tal qual massa de manobra, para forçar a desistência das cobranças propostas”, e que “o poder judiciário, em primeiro grau, já reconheceu a procedência da cobrança dos honorários médicos”. Nos documentos não é informado o valor da dívida atribuída a Gandolfo Filho.