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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

DRONE MILITAR PODE TER CAUSADO O ACIDENTE .

DRONE MILITAR PODE TER COLIDIDO COM AVIÃO DE EDUARDO CAMPOS

SEGUNDO O IRMÃO DO EX-GOVERNADOR DE PERNAMBUCO, QUE MORREU NO ACIDENTE, POSSIBILIDADE É INVESTIGADA EM INQUÉRITO SOBRE TRAGÉDIA.


Um drone da Aeronáutica pode ter colidido com o avião que levava Eduardo Campos, causando o acidente que matou o ex-governador de Pernambuco  e mais seis pessoas no dia 13 de agosto, em Santos, no litoral de São Paulo.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o advogado Antônio Campos, irmão do político, revelou que o inquérito civil aberto na data da queda do jato aponta a possibilidade de um Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado) da Aeronáutica ter colidido com a aeronave.

A informação está em um ofício enviado ao comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro Juniti Saito.

O documento, assinado pelo procurador da República, Thiago Lacerda Nobre, aponta indícios como fotos do local do acidente, onde aparecem “rodas” semelhantes às que existem nos “Vants” modelo “Acauã”.

O texto questiona o comandante Juniti Saito sobre quantos equipamentos desse a existem nos quadros da Força Aérea, se todos estão em operação e se algum estaria desaparecido desde a data da queda do avião.

A hipótese de um drone ter causado o acidente já havia sido levantada logo após a tragédia. Dois dias antes da queda, perto da base aérea onde o jato deveria pousar, uma área especialmente delimitada para o voos de aeronaves não tripuladas havia sido delimitada para um evento. A atividade dos Vants na área também foi avisada pela FAB (Força Aérea Brasileira) na mesma data.

HIPÓTESE DE UM DRONE TER CAUSADO O ACIDENTE JÁ HAVIA SIDO LEVANTADA
Local próximo à pista de pouso em Santos recebia voos destes veículos

A hipótese de que o avião de Eduardo Campos tenha colidido com um drone antes de cair em Santos, no litoral de São Paulo, não está totalmente descartada. De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o piloto da aeronave do candidato do PSB recebeu um alerta para uma área de veículos não tripulados (drones ou Vant) próximo à base aérea.

Além de Campos, outras seis pessoas morreram no acidente na região do Boqueirão, na quarta-feira. As autoridades esperam identificar os corpos das vítimas nos próximos dias.

De acordo com o jornal, o local de voos dos drones está aproximadamente 19,5 km de distância da pista do aeroporto. A área de voo dos drones começou no último dia 11 e se estenderá até 31 de agosto.

Ainda segundo especialistas ouvidos pelo jornal, os drones deveriam voar em área restrita, mas a hipótese de que um deles tenha se desviado não está descartada.

No momento do acidente, chovia em Santos e a visibilidade estava reduzida. Inicialmente, cogitou-se a possibilidade de que o avião tenha se chocado contra um helicóptero, mas a hipótese foi descartada pelas autoridades devido ao fato de nenhuma peça de helicóptero ter sido encontrada no local da queda.

Autoridades vasculham uma área de 130 metros na região do acidente em buscas de peças que possam explicar como a aeronave caiu.

Áudios obtidos pelo Brasil Urgente, da Band, revelaram que o piloto do avião estava tranquilo no momento em que decidiu arremeter. Ele não comunicou nenhum problema técnico na aeronave.

Com a morte de Eduardo Campos, a vice na chapa, Marina Silva pode assumir a candidatura. O próprio irmão de Campos defendeu lançar a ex-ministra no lugar do ex-governador de Pernambuco.

Fontes: Rádio Bandeirantes/Jornal Estado de São Paulo/Infográfico G1

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

SERRA DEFENDE AEROPORTO NA REGIÃO, MAS REJEITA BASE AÉREA.

"EU FECHARIA O AEROPORTO DO GUARUJÁ, DECLARA SERRA!"
SERRA DEFENDE AEROPORTO NA REGIÃO, MAS REJEITA BASE AÉREA


O candidato ao Senado pelo PSDB, José Serra, afirma que, se tivesse poder, “fecharia” a Base Aérea de Santos por ser o “aeroporto mais mal localizado” que teve a chance de conhecer, devido ao posicionamento próximo à Serra do Mar. Porém, defende que a região tenha uma unidade do tipo, desde que seja em outra área.

A revelação foi feita após ter sido questionado pelo presidente da Associação Comercial de Santos (ACS) e diretor-presidente da TV  Tribuna , Roberto Clemente Santini, sobre a necessidade de a Baixada Santista ter um aeroporto.

O ex-governador esteve ontem na ACS para ministrar a palestra A Atual Conjuntura Econômica: Perspectiva para o Brasil e o Mundo. Durante a resposta, Serra confessou que tem “pavor” de avião e relembrou que só pousou uma única vez no local, na década de 1990, quando era “ministro do Planejamento ou da Saúde”.

O candidato defende que a unidade tenha melhor instrumentação para auxiliar os pilotos. Também entende que aquela área não é a mais adequada para ter um aeroporto, devido às dificuldades de um avião arremeter.

“Aqui na Baixada Santista o pessoal é louco para ter um aeroporto, mas é preciso tomar muito cuidado e ter um projeto de viabilidade melhor. Esse do Guarujá, me desculpem, não dá”, revela o candidato ao Senado mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto.

Propostas

Se eleito, Serra pretende defender interesses paulistas. “O Governo Federal recolhe em São Paulo 42% de sua arrecadação total. Em compensação, recebe só 10% das despesas. É uma injustiça muito clara. O Senado mexe muito com essa discussão, e vou me empenhar nessa área”, explica.

O candidato do PSDB se compromete a se dedicar a grandes temas. Na saúde, lutará para melhorar o financiamento do setor e avançar nas ações relacionadas aos medicamentos genéricos.

Além disso, defende que a União crie unidades de reabilitação para pessoas com deficiência, como a Rede Lucy Montoro, que teve início no Estado durante sua gestão.

Biografia 

José Serra é economista e tem 72 anos. Foi ministro da Saúde (1998-2002) e de Planejamento (1995-1996). De 2007 a abril de 2010, foi governador do Estado.

Fonte: A Tribuna Digital

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ESPECIALISTA TRAÇA HIPÓTESES PARA O ACIDENTE QUE MATOU EDUARDO CAMPOS.

ESPECIALISTA TRAÇA HIPÓTESES PARA O ACIDENTE QUE MATOU EDUARDO CAMPOS.
UMA DAS POSSIBILIDADES QUE O TÉCNICO NÃO DESCARTA, É QUE O PILOTO TENHA SOFRIDO PRESSÃO DE HORÁRIO, SENDO MOTIVADO A FORÇAR O POUSO.


Ainda não se sabe o que levou a queda da aeronave utilizada pelo candidato à presidência, Eduardo Campos. Mas, de acordo com técnicos, as chances de o acidente ter sido provocado por problemas  mecânicos são pequenas. Uma das principais hipóteses é que, por pressão de horário, o piloto do jato, Fabiano Peixoto, tenha forçado o pouso, para cumprir a agenda do candidato no Guarujá (SP).

Quem teve acesso à carta de procedimento que o piloto deve seguir ao iniciar o pouso, através do comandante e instrutor da Abaeté Táxi Aéreo, Nelson Reis. A altitude de segurança – teto mínimo para visualizar a pista –  do aeroporto de Guarujá é de 700 pés. Como chovia muito no momento em que o piloto tentava pousar, Reis explica o que o procedimento manda  fazer. “Se o piloto não estiver vendo a pista por conta das nuvens, ao chegar a 700 pés deve seguir o procedimento e arrematar para a esquerda.”, disse.

Uma das possibilidades que o técnico não descarta, é que o piloto tenha sofrido pressão de horário, sendo motivado a forçar o pouso. “Muito difícil a gente de fora dizer o que estava acontecendo. O que temos medo nessa época [eleitoral] é o cara ter pressão para chegar no horário, o que compromete toda a situação. O que se pode ter acontecido é o piloto ter forçado um pouco mais, para cumprir horário. Quando chegou a essa altitude [700 pés] e não viu a pista, pode ter forçado a descida mais um pouco”, explicou Reis, que ainda informou já ter passado por uma situação em que fez uma viagem para um político, que tinha agenda de horários a cumprir. Mas o comandante decidiu por seguir as normas de segurança. 

Para Reis, quase 90% dos acidentes em aviação se dá por falha humana. “Se você cumprir o que está escrito na carta de procedimento é muito difícil que haja erro”, disse. Nelson Reis foi treinado pela Agência Nacional de Ação Civil (Anac), e garante que, mesmo que uma turbina falhasse, a aeronave continuaria estável.

“A falha de uma turbina não motivaria a queda. Qualquer avião bimotor é feito para voar com um motor só. Se houver falha em um, ele vai voar com o outro. Se você cumprir o que manda, o que diz o fabricante do avião, e o que está escrito na carta de procedimento, é muito difícil ter erro”, afirma.

Perícia encontra as duas caixas-pretas
A equipe de peritos encontrou duas caixas-pretas do avião que transportava o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, que morreu na manhã desta quarta-feira (13) quando a aeronave em que voava com assessores caiu sobre um prédio em Santos (SP).

As duas caixas-pretas foram encontradas pelas equipes que trabalham no local e encaminhadas para perícia na Aeronáutica, segundo o delegado da Polícia Civil Aldo Galiano.

A Prefeitura de Santos informou que além de Campos mais seis pessoas morreram no acidente. Ao menos cinco pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o hospital da região.

Equipamentos de última geração
Sentar na posição de comando arremete não só uma responsabilidade grande, mas também uma extrema segurança. Comandos e equipamentos de última geração dão total segurança ao piloto para conduzir equipamentos nas mais variadas condições de voo.

A aeronave era um Cessna Citation 560XL, prefixo PR-AFA, o mesmo utilizado pela cantora baiana Ivete Sangalo, e considerado um dos jatos particulares mais populares do mundo. 

A aeronave tem capacidade para 12 passageiros e velocidade máxima de 815 km/h. Pesa 9.163 kg, e pode viajar por 3.441 km. O jato custa cerca de US$ 9 milhões. A caixa preta do Cessna Citation 560XL fica localizada na cauda do veículo. A gravação de voz varia dos últimos 30 minutos a 2 horas de conversação. 

O veículo tem porte médio e é produzido pela americana Cessna Aircraft Company, em Kansas. De acordo com a Anac, o veículo estava no nome da AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda., sediada em Ribeirão Preto, e tinha certificado de aeronavegabilidade com validade até fevereiro de 2017, e a inspeção anual de manutenção venceria somente em fevereiro de 2015.

Performance igual a de um Boeing
Fabricada em Wichita, no Kansas (EUA), aeronave bimotor de porte médio atingia até 800 km/h em velocidade de cruzeiro e comportava até nove passageiros; interior luxuoso é diferencial.

Aeronave Cessna 560 XL: produzida em Wichita, no Kansas (EUA), aeronave é considerada segura e custa aproximadamente 10 milhões de dólares (13.08).

O jato executivo bimotor Cessna 560 XL, que transportava o candidato a presidente Eduardo Campos (PSB-PE) do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, até o aeroporto de Guarujá, em São Paulo, pertencia a Cessna Finance Export Corporation e era operada pela empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações LTDA, com sede em Ribeirão Preto, em São Paulo. O avião já havia sido utilizado pela comitiva do PSB para um fretamento anterior.

O modelo custa cerca de US$ 10 milhões. Fabricada em Wichita, no Kansas (EUA), a aeronave foi lançada em 1996 e possui alcance de cerca de 4 mil quilômetros, velocidade de cruzeiro de até 800 km/h e comporta, entre carga e passageiros, aproximadamente 3 toneladas.

“Sua performance é a mesma de um jato de grande porte, como um Boeing ou um Airbus. Ele atinge a mesma velocidade”, explica o comandante Paulo Villas, professor de Ciências da Aeronáutica da PUC-RS.

Para decolar, o modelo requer minimamente 3 mil pés ou 1.200 metros de pista – o que é considerado pequeno por especialistas. Sua envergadura é de 17 metros, e seu comprimento total é de 16 metros. Entre os equipamentos de segurança, o jato executivo contava com um TCAS, um sistema anticolisão de tráfego – na colisão entre um jato executivo Embraer Legacy 600 e um Boeing da Gol, em setembro de 2006, o equipamento da primeira aeronave estaria desligado.

Com lotação de 12 pessoas – nove passageiros e três tripulantes –, o Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. O modelo é o mesmo adquirido pela cantora Ivete Sangalo em 2011.

Fontes: Tribuna da Bahia/ Bruna Talarico - iG São Paulo 

BASE AÉREA DE SANTOS PRECISA SE MODERNIZAR!


VISIBILIDADE PARA POUSO ESTAVA NO LIMITE DA PISTA.

VISIBILIDADE PARA POUSO ESTAVA NO LIMITE DA PISTA.
BOLETINS DA AERONÁUTICA MOSTRAM QUE PILOTO ESTAVA 30 METROS ACIMA DO MÍNIMO PERMITIDO PARA POUSO NO GUARUJÁ QUANDO ARREMETEU.


Os pilotos do Cessna prefixo PR-AFA decidiram pousar no limite da visibilidade operacional determinado pelas normas da Aeronáutica para a operação da Base Aérea de Santos, em Guarujá, no litoral paulista. Documentos obtidos pelo Estado mostram a evolução meteorológica na manhã de ontem na região da base – a visibilidade chegou a ficar em 800 pés (cerca de 260 metros), quando a regra admite pousos naquela pista com um mínimo de 700 pés (233 metros) de visibilidade.

Os boletins meteorológicos de Santos são registrados na Redemet, o site meteorológico do Comando da Aeronáutica. Eles registram que a visibilidade ontem na região da base aérea foi reduzida de forma constante das 6 horas ao meio-dia. O vento vinha de nordeste e norte, com baixa intensidade. Havia restrição de visibilidade e chuva fraca. As nuvens estavam perto de 2 mil pés (660 metros)

A partir das 9 horas até o meio-dia, a visibilidade piorou. Às 10 horas, quando a aeronave caiu, o teto estava perto de 800 pés. A baixa visibilidade levou os pilotos a optar por arremeter o avião, conforme avisado, via rádio, ao controle da pista.

Segundo informações obtidas , o piloto do avião entrou em contato com a estação rádio da base aérea informando que ia fazer procedimento de pouso. Em seguida, o piloto se comunicou novamente com a base e avisou que não tinha encontrado visualmente a pista de pouso e arremeteu.

A gravação mostra um dos pilotos do Cessna (ainda não se sabe qual deles) com voz calma. Ele usa linguagem técnica de aviação para informar que iria realizar o “bloqueio de Santos e o rebloqueio”, o que indica o plano de arremeter e, em seguida, tentar pousar novamente na pista 35. De acordo com a carta com as regras da pista, o procedimento de pouso deve ser iniciado com 4 mil pés, via instrumentos. A partir dos 700 pés, caso não haja visualização direta, a ordem é arremeter.

“Foi o que os pilotos fizeram, e na direção certa, pela esquerda, conforme a determinação”, disse o comandante Humberto Branco, vice-presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (Appa).

A manobra foi feita, segundo os boletins meteorológicos, com clima desfavorável. Além da névoa úmida, que provocou o teto baixo para pouso, ventava na região. “O tempo não estava bom, mas ainda era considerado praticável para a execução do procedimento”, completa Branco. Após a arremetida, não houve mais comunicação e ocorreu o choque.

Caixas-pretas: O gravador de voz do Cessna 560XL, prefixo PR-AFA foi localizada por volta das 12 horas e está em mãos da equipe do Centro Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, Ceripa, de São Paulo. O gravador de voz traz os 30 últimos minutos de conversa na cabine, assim como as conversas com o funcionário de terra da base aérea.

Não há prazo para conclusão dos trabalhos dos peritos. Eles querem saber se o piloto seguiu as instruções da torre de controle ao arremeter e se os equipamentos responderam aos comandos do piloto. Também precisará ficar claro se o avião estava em chamas antes de cair, como afirmam testemunhas.

Os corpos das vítimas seguiram ontem para o Instituto Médico-Legal de São Paulo. Segundo o delegado Aldo Galiano Junior, diretor da Polícia Civil em Santos, 90% dos restos mortais das vítimas já foram levados para São Paulo. De acordo com ele, em até três dias os corpos serão liberados. As Polícias Civil e Federal abriram inquéritos. 

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

PISTA ONDE JATO DE CAMPOS TENTOU POUSAR É MUITO PERIGOSA!

PISTA ONDE JATO DE CAMPOS TENTOU POUSAR É MUITO PERIGOSA, DIZ PILOTO.
COMANDANTE RELATA DIFICULDADE DE APROXIMAÇÃO COM A PISTA DA BASE AÉREA DE SANTOS E DIZ QUE METEOROLOGIA CONTRIBUIU PARA O ACIDENTE.


O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) assumirá as investigações sobre o acidente com o jato Cessna que matou o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, e outras seis pessoas em Santos (SP). Informações iniciais apontam o mau tempo como um dos fatores para a queda da aeronave. O comandante e colunista de Aviação do Jornal Estado de Minas, Antônio do Nascimento, também não descarta a possibilidade de ter havido um problema técnico com o equipamento ou até mesmo falha humana. "O avião é moderno e muito novo, tem total capacidade para voar sob condições adversas, mas isso não exclui a possibilidade de uma falha técnica e até mesmo uma desorientação espacial da tripulação", explicou o especialista.

Jato é muito usado por artistas e empresários

Tentativa de pouso
Segundo o aviador, a arremetida é uma manobra comum e segura na aviação e ocorre com certa frequência. "O piloto tem que arremeter exatamente no que chamamos de ponto crítico, que é um ponto imaginário determinado pela localização da cabeceira da pista e do ângulo de descida do avião. Ao chegar nesse ponto, se o piloto não avistar a pista, ele tem que arremeter e dar a volta para efetuar uma nova tentativa de pouso", completou.

Já a desorientação espacial, citada pelo comandante, pode ocorrer também pelo estresse na cabine sofrido pela tripulação ao arremeter. Nesse caso, os pilotos podem perder por completo o senso de orientação, não tendo noção se o avião está subindo ou descendo ou se está virando para a esquerda ou para a direita, por exemplo. "Justamente neste momento que o piloto deverá confiar plenamente nos instrumentos".

Aeroporto considerado perigoso
A Base Aérea de Santos, localizada no município vizinho do Guarujá, tem uma pista curta e recebe apenas aeronaves de pequeno porte. É considerado de operação complicada ."Já pousei lá várias vezes, ele tem um morro antes da cabeceira da pista, no alinhamento para a aproximação. É uma pista muito perigosa e que exige perícia por parte da tripulação".

Por ser um avião com capacidade para mais de seis passageiros, ele tem duas caixas de gravações de dados do voo que já estão com as autoridades que irão investigar o acidente.

Semelhança com acidente dos Mamonas Assassinas
Em 1996, o acidente aéreo que matou todos os integrantes da banda Mamonas Assassinas também chocou o país. Alguns fatos coincidem com o desastre que matou Eduardo Campos. O Learjet fretado pela banda para levá-los de Brasília a Guarulhos se chocou contra a Serra da Cantareira após uma arremetida durante a tentativa de pouso no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Após as investigações, foi constatado que a tripulação se equivocou e executou uma manobra à direita ao invés de virar a esquerda, causando o acidente.

Fonte: Marcelo Oliveira - Portal Vrum