Mostrando postagens com marcador dia mundial da agua. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dia mundial da agua. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de março de 2010

DEMOCRATIZANDO A ÁGUA

A DEMOCRATIZAÇÃO DA ÁGUA É UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS
Dr. Sidnei Aranha – ONG Princípios

A água é a principal fonte de vida do planeta. Ela é a responsável pela sobrevivência das espécies e pelo equilíbrio da biodiversidade. Não é à toa que 70% da superfície da terra é coberta por ela. Porém, há algumas décadas a água deixou de ser um patrimônio natural e transformou-se em um recurso econômico, fonte de lucro e razão de conflitos.

O direito a água é uma questão de cidadania. Se considerarmos a importância desse bem para a manutenção da vida, jamais podemos admitir que o mesmo, seja tratado como produto e ferramenta de poder no mundo capitalista. Mas, é esse mundo consumista que vira as costas para o direito a vida e trata de mercantilizar tudo e a todos e todas. Nesse sentindo, encontramos uma série de circunstâncias, que fazem com que a escassez de água seja uma das principais ameaças ao futuro da humanidade. Apenas 3% da água presente em todo mundo é própria para o consumo. Todo o restante é salgado demais. Nesse universo, apenas 1,1 bilhão da população mundial, tem acesso a água potável, segundo dados da Organização das Nações Unidas – ONU.

No Brasil, tem também têm suas particularidades quanto à problemática do acesso a água. Em nosso país, em pleno século 21, pouco mais da metade da população tem acesso a água potável. Aqui, ainda que se encontre 12% de toda a água do planeta, a distribuição desigual faz com que nem todas e todos tenham acesso a esse bem precioso. O consumo insustentável, a poluição industrial e doméstica e as mudanças climáticas, segundo estimativas, devem fazer com que quase 2 bilhões de pessoas até 2025, sofram com a total escassez de água. Os dados chamam a atenção para a necessidade de se ver a água como um direito e mais do que nunca um bem escasso e que precisa de muito cuidado. Democratizar a água é ainda mais urgente

Diferente do que muitos pensam a desigualdade na distribuição da água e o equívoco na concepção política por parte de representações do poder público, na verdade são as principais causas das “históricas”. Aqui chove sim, e tem água, mas, ou estão guardadas em imensas represas com acesso restrito, ou, voltam para o mar, por não haver onde guardar, de modo que, especialmente as populações rurais tenham acesso a esse recurso no período em que não chove.

No mês em que se comemoram mais um Dia Mundial da Água, a realidade é que para que a água se torne democrática, antes de tudo, ela dever ser vista como um direito humano fundamental, sem o qual é impossível viver plenamente, tampouco exercer a cidadania.

O novo golpe: Os hidrômetros da Sabesp
Por Luiz Eduardo Brandão

Reunião de condomínio ontem à noite. O representante da imobiliária disse (com palavras mais diplomáticas, claro) que a Sabesp — leia-se, Serra — estava montando um belo golpe contra os moradores de condomínios.

É o seguinte. Uma nova lei obriga, há 3 anos, a instalação de hidrômetros individuais, um para cada unidade. As novas construções já obedecem a essa bem-vinda norma. Assim, cada condômino paga a água que gasta, sem ratear seus excessos ou descuidos com os outros moradores. Logo, todos cuidarão de economizar a água que escasseia.

O golpe da Sabesp é o seguinte: obrigar que todos os edifícios de SP adotem o registro de consumo por unidade, e essa obra só pode ser feita por um punhado de empresas autorizadas pela Sabesp.

Moral: custo da instalação por coluna imposto pelo monopólio das empresas conveniadas: em torno de R$ 900 coluna (nossos apartamentos, o prédio tem quase 40 anos, têm 6 colunas cada = R$ 5.400).

Custo se a obra for feita por uma das empresas de engenharia hidráulicas com competência de sobra para fazer a instalação relativamente simples: cerca de R$ 300,00/coluna. Um terço mais barato. Com a quantidade de edifícios de mais de 3 anos que existem em SP, dá para ter uma idéia do tamanho da fortuna.