Mostrando postagens com marcador proteste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador proteste. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

VIVO CAMPEÃ DE RECLAMAÇÕES!

VIVO FOI A EMPRESA COM MAIOR NÚMERO DE RECLAMAÇÕES EM 2013

COMPANHIA ENCERROU O ANO COM 11.984 QUEIXAS NO PROCON-SP, SEGUIDA POR ITAÚ UNIBANCO, COM 7.199 CHAMADAS


A Fundação Procon-SP divulgou nesta segunda-feira o ranking das trinta empresas com o maior número de reclamações de consumidores registradas nos canais de atendimento da entidade durante o ano de 2013. A Vivo/Telefônica liderou a pesquisa, com 11.984 atendimentos. De acordo com o Procon, apesar de a companhia registrar o mais alto índice de solução (93%), os clientes ainda sofrem com problemas básicos, especialmente relacionados à telefonia fixa, como demora para realizar reparos ou atender pedidos de transferência de linha. 

O Itaú Unibanco garantiu a segunda colocação do ranking, após registrar 7.199 reclamações em 2013. Em terceiro lugar, ficou a Claro, com 6.899  atendimentos, seguida pelo Bradesco e pela ViaVarejo (casasbahia.com, pontofrio.com, extra.com, barateiro.com), que somaram 5.897 e 4.914 chamadas, respectivamente.

Setores - Em relação aos grupos, o setor de telecomunicações (telefonia fixa, telefonia comunitária, telefonia celular e TV por assinatura) apresentou o maior número de reclamações no Procon-SP, com 75.401 atendimentos em 2013, ante 66.618 no ano anterior. Já as instituições financeiras (banco comercial, cartão de crédito, cartão de loja e financeira) caíram para a segunda posição, após liderarem a pesquisa em 2012, com 66.929 registros em 2013, ante 74.987 no ano anterior.

Com um resultado bem abaixo das primeiras colocadas, as fabricantes de aparelhos celulares totalizaram 19.008 reclamações e garantiram a terceira posição do ranking. Em seguida, ficaram as empresas de microcomputadores e produtos de informática e os planos de saúde, com 14.099 e 12.859 atendimentos, respectivamente.

Fonte: Veja Digital

BRASIL, O PAÍS DOS BANQUEIROS!

JUROS DO CARTÃO CHEGAM A QUASE 1.000% AO ANO.
É COMO SE UM BANCO EMPRESTASSE DINHEIRO PARA QUE O CONSUMIDOR COMPRASSE UM CARRO DE R$ 30 MIL EM JANEIRO E EM DEZEMBRO LHE MANDASSE A CONTA DA COMPRA DE UM APARTAMENTO DE R$ 320 MIL.


No final da fatura, em uma tabelinha repleta de números, uma informação chama a atenção. Custo total do saque à vista no cartão de crédito do Banco Santander: 967% ao ano. Para quem não consegue visualizar claramente quão caro é esse juro, é como se um banco emprestasse dinheiro para que o consumidor comprasse um carro popular de R$ 30 mil em janeiro e em dezembro lhe mandasse a conta da compra de um apartamento de R$ 320 mil.

Mas o leitor pode agora pensar que jamais sacaria dinheiro do cartão de crédito. Pensa mais: que faz os saques tradicionais de sua conta corrente e usa o cartão apenas para fazer compras. Mas, se num mês ficar mais apertado, paga apenas o valor mínimo e vai levando adiante. Esse adiante, entretanto, também sai caro, pois essa dívida começa a ter incidência de juros, no que é chamado no jargão bancário de empréstimo rotativo. Voltando ao caso do Santander, o juro de alguns dos cartões do banco pode chegar a 705,61% ao ano. É menos do que o saque à vista. Em vez de um apartamento de R$ 320 mil, o banco cobraria um de R$ 241 mil.

Segundo dados do Banco Central, um terço das concessões de crédito no cartão no ano passado entrou no rotativo. Foram R$ 26 bilhões, número maior do que o que foi emprestado em crédito consignado ou crédito ao consumo. Do total, quase 37% está com o pagamento da fatura em atraso de mais de 90 dias, ou seja, inadimplentes. A inadimplência não é preocupante, segundo o BC, porque ela é dividida por toda a carteira, que inclui a dos clientes que pagam em dia sua fatura, de aproximadamente R$ 62 bilhões no ano passado. Logo, o juro também não seria tão elevado, já que ele serviria para o banco fazer frente ao dinheiro que deixa disponível para os clientes pagarem apenas a cada 30 dias e também para fazer frente ao crédito parcelado sem juros.

 Se a taxa média fosse de 140% ao ano, dividida pela carteira e descontando a inadimplência, o juro total cairia para 30% ao ano. Mas não é possível saber qual é a média cobrada, nem se os juros vêm subindo, porque o BC não tem esse acompanhamento. Os bancos tampouco divulgam essa informação e se restringem a prestá-las apenas nas faturas de seus clientes.

Uma pesquisa recente do Proteste mostra que o Santander tem os juros mais altos do cartão de crédito, mas não é o único a ter taxas tão elevadas. Basta reunir as faturas de diferentes clientes de diferentes bancos para constatar que os outros grandes bancos privados - Bradesco, HSBC e Itaú Unibanco - têm juros acima de 400% ao ano. É mais que o dobro do juro médio do cheque especial, acompanhado pelo BC.

Os bancos, entretanto, não falam do assunto. Todos foram procurados e enviaram apenas notas informando que cobram juros compatíveis com os riscos e que oferecem opções aos clientes. O Bradesco disse apenas que não comentaria. O Santander, que tem todos os seus cartões com juros acima de 400% ao ano, reforçou que propõe alternativas ao crédito rotativo com juros baixos. Nem mesmo o Banco do Brasil, que tem um dos juros mais baixos - segundo a Proteste, 107% ao ano - fala sobre o assunto.

Fonte: Diário do Litoral