
Juiz libera funcionamento de aterro sanitário
De A Tribuna On-line
Sábado, 15 de Agosto de 2009
O juiz da 3ª Vara Cível de Guarujá , Gustavo Gonçalves Alvarez, revogou a tutela antecipada que havia concedido em uma ação popular para suspender a licença do aterro sanitário de Morrinhos e o equipamento foi liberado para funcionar.
No início do mês, por conta de uma ação popular movida por Regina Estela Barbosa Botelho, o magistrado havia concedido uma liminar para suspender o processo administrativo de licenciamento do aterro operado pela empresa Patercon Construções e Serviços Ltda., sob a alegação da ocorrência de danos ambientais.
Ao analisar a documentação o juiz ressaltou: “Melhor analisando a questão posta em Juízo, após as considerações expostas pela ré Patercon, verifica-se que o aterro sanitário apontado na exordial (petição inicial) encontra-se em funcionamento há tempos, informação esta superveniente à decisão que concedeu a liminar”.
Irmãos dividem licitação para coleta de lixo em São Carlos
Folha Ribeirão
As três empresas selecionadas pela Prefeitura de São Carlos por meio de um processo licitátorio de convite de preços são administradas por três irmãos e uma prima, o que caracteriza conluio.
Para o Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas da Administração Municipal), até mesmo laços de amizades podem ser considerados conluio, o que seria motivo para anular uma licitação em curso ou já homologada. O poder público, segundo a Lei de Licitações (8.666/93), tem obrigação de garantir a transparência do procedimento licitátorio.
O contrato, vencido pela Tercopav no valor de R$ 144,9 mil, refere-se à prestação de serviços de limpeza e de conservação das vias públicas do município.
A Folha apurou que Marcus Vinicius Borges de Carvalho, sócio da Tercopav, Letícia Carvalho e Júlio César de Carvalho Júnior, sócios da Marvin, são filhos de Júlio César de Carvalho.
Além disso, Adriana Barreto dos Santos, sócia na empresa Patercon, declarou o mesmo endereço de Letícia Carvalho. A Folha apurou que as duas moram no mesmo apartamento com a mãe de Letícia, Creusa Maria Barreto de Carvalho, que é tia de Adriana por parte de mãe.
A reportagem tentou, mas não conseguiu contato ontem com nenhuma das três empresas nem com seus sócios. A Prefeitura de São Carlos informou que abriu uma sindicância para apurar se há alguma irregularidade no caso.
A ligação entre os sócios das empresas é proibida por lei porque possibilitaria um suposto acordo em relação ao preço do serviço o que configuraria direcionamento da concorrência.
As três empresas foram as únicas habilitadas na concorrência pública feita pela Prefeitura de São Carlos. A Patercon e a Marvin foram mantidas no certame, mesmo não tendo apresentado todos os documentos exigidos pelo edital da Comissão de Licitações.
Além do parentesco, Marcus Vinicius foi sócio da Patercon Engenharia Ltda. com Leonardo Fabian Altstut, dono da Pró-A Engenharia, empresas investigadas pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Lixo da Câmara de São Paulo.
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