domingo, 18 de abril de 2010

SERVIÇOS CONVIDATIVOS!

177 REAIS POR TONELADA DE ASFALTO.
TEMOS QUE MUDAR OS MODELOS DE CONTRATO DE SÃO PAULO, DECLARA O ENG° PAULO DEL FIORE, DIRETOR DA CTP A REVISTA VEJA SP.


Modificar o modelo de contrato de licitação das empresas de Recapeamento!

Todo o revestimento asfáltico utilizado no reparo das ruas da cidade sai das quatro usinas mantidas pela prefeitura e é aplicado por sete empresas contratadas por licitação. Cada uma recebe 177 reais por tonelada de material colocado nas vias.

Ou seja: quanto mais remendos, maior o ganho, o que acaba incentivando a repetição constante das operações tapa-buraco. “A margem de lucro é pequena, mas, como o serviço é feito em larga escala, os contratos acabam sendo tremendamente convidativos”, explica o engenheiro Paulo Del Fiore, diretor da CTP Construtora, que já prestou esse serviço. A solução seria mudar o modelo de contrato.

Assim como ocorre nas rodovias sob concessão, cada companhia vencedora ficaria responsável por manter as ruas de um ou vários bairros em perfeitas condições, sob pena de multa. Em Belo Horizonte, que tem 4 500 quilômetros de ruas, as empreiteiras recebem um valor fixo por mês, cerca de 140 000 reais, para deixar livre de buracos a área das nove regionais que administram a capital mineira.

Desde 1999, cada área tem um técnico para fiscalizar o trabalho da empresa contratada. Segundo especialistas, esse modelo é utilizado com sucesso na Nova Zelândia, Holanda e Inglaterra. Apesar disso, São Paulo não tem intenção de copiá-lo. “Isso encareceria o serviço, e teríamos de repassar o acréscimo à população por meio de taxas”, afirma Eugênio Pavicic, superintendente das Usinas de Asfalto do Município.

Fonte: Revista Veja SP

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