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sábado, 27 de novembro de 2010

A TRAJETÓRIA DO OPOSITOR

QUINTA-FEIRA, 22 DE ABRIL DE 2010

Artigo - Violência e razão em Guarujá

A noite chega. Terra de ninguém. Nem mesmo o frenético vai e vem de pessoas resistiu. Os poucos que transitam correm como caças atacadas por predadores. Cada qual se busca e busca aos seus, ninguém ousa, ninguém grita, todos aos seus antigos lares, agora esconderijos, todos se recolhem, não mais se olham, não mais se cumprimentam, não mais se batem à porta. Ignora-se. Afinal, quem será? O vizinho, o amor de outrora, ou a morte consorte?

O simples aproximar de uma motocicleta e pronto: o frenesi do medo, qual fosse uma águia a atacar o ninho. O coração dispara, um amarelo sorriso depois que vê o amigo buzinar, sim aquele amigo de tantas tardes, que quando a liberdade permitia com ele jogava cartas na padaria da esquina. Travas, alarmes, tramelas, barras e mais barras nas portas, muralhas, cães ferozes, tudo é necessário.

Estamos num mundo às avessas. A aldeia global virou mundo feudal, não do conjunto e modo de produção, nem das relações de lealdade, mas do feudo do eu, dos meus e para os meus. Da segregação não de raças, mas de convívio. Perdeu-se a característica maior do homem, até então um ser gregário.

À luz do sol, ou na calada da noite, esse silêncio sepulcral do medo só é irrompido por estampidos. Todos ficam logo tentando adivinhar quantos tiros e o calibre. Tocam-se sirenes, das ambulâncias, dos bombeiros e da policia. Poucos ousam espiar. Mais um corpo, ainda nos sôfregos e últimos suspiros, em direção aos hospitais, independentemente se é bandido, operário ou policial, mais uma vida se perde, mais uma família com as indeléveis marcas da violência. Novos órfãos. Mais viúvas.

Há, nestes dias, um profundo sentimento de perda, não só de vidas, mas de qualidade da vida vivida. Mas, a perda maior é a da razão. Primeiro pela acomodação com este estado de coisas, depois pelas falas cada vez mais descabidas: ‘é assim mesmo’, diriam uns; ‘coisa de bandido’, dirão alguns; ‘tem que matar’, diz outro. E a corda só estica, continua a enforcar a todos, em nosso bem mais precioso, depois da vida, que é a liberdade.

Boatos correm, fecham-se comércios, escolas, as praças ficam vazias, fecham-se os corações. A lua companheira, dos amores de outrora, hoje é testemunha de macabros horrores. O sol a brilhar não é mais sinal de clareza, mas de novas trevas. A cada hora, as estatísticas engrossam. As autoridades, cuja ‘autoridade’ já se esvaiu há muito, parecem atônitas. Ninguém sabe de onde virá o próximo ataque. Não há mais um Estado, há ‘Estados’ dentro do ‘Estado’. E estruturas de poder paralelo que já peitam o Estado constituído.

Em meio a isso tudo, nós. Sei que poucos ousam, e, não sei até quando denunciar este estado de coisas. Afinal, não existem mães de bandidos ou mães de mocinhos. Existem mães. E estas estão a cada dia mais a chorar seus filhos. Como creio que choro de mãe é choro dos deuses, pergunto: até quando os deuses suportarão?

Luis Carlos Romazzini
O ADEUS A ROMAZZINI...


IMPUNIDADE NÃO

IMPUNIDADE NÃO!

Após tentar entender o que aconteceu em Guarujá e não conseguir uma resposta que acalmasse minha alma, chego a uma conclusão:

Precisamos colocar todas nossas forças para pressionar as autoridades na solução deste crime perverso que cometeram contra nossa cidade.

As ameaças sempre fizeram parte de seu cotidiano até que um dia sua coragem foi usada como ferramenta para matarem-no.

Por isto precisamos deixar claro que esta morte tem vinculo político sim, isto não há duvida, Romazzini foi o homem que sua conduta sempre foi condizente com suas palavras.

Por tanto, sendo nós agentes políticos desta cidade não podemos nos calar diante de tamanha maldade e perversidade de meia dúzia de criminosos.

Precisamos garantir que os culpados sejam responsabilizados, pois o clima de medo volta à tona garantindo a manutenção de um poder pela força e violência.

Quem terá coragem de abrir a boca?

Quem terá a coragem de bater de frente com quem quer que seja?

Romazzini não pode ser um exemplo de castigo para aqueles que se rebelam contra um sistema corrompido, mas um exemplo de justiça e dignidade.

A sociedade precisa pressionar a secretária de justiça e até a policia federal nas investigações, se não estaremos plantando em areia movediça e estaremos formando jovens agentes públicos para serem mortos por bandidos que sempre ficarão impunes.

Quanto de investimento em uma vida, para no momento em que seria mais útil a nossa sociedade simplesmente ter sua existência ceifada por covardes inescrupulosos.

A sociedade exige justiça

Lauro Andrade
Apresentador do programa Ambiente Social e militante do Partido dos Trabalhadores



VEJAM AS DECLARAÇÕES DE ALGUNS POLÍTICOS, ALGUNS AMEAÇADOS TAMBÉM!

1st collector for IMPUNIDADE NÃO

ENCARANDO OS SUSPEITOS!!!

ASSESSOR ENCARA OS SUSPEITOS!
PROF. MARCIO UBALDO , ASSESSOR DO VEREADOR, TELEFONA AOS SUSPEITOS DO HOMICÍDIO DO VEREADOR LUIZ CARLOS ROMAZZINI.


NOTA OFICIAL!!!, posted with vodpod