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domingo, 7 de dezembro de 2014

ENQUANTO LULA JÁ PODE DESFRUTAR DO TRIPLEX EM GUARUJÁ, MAIS DE TRÊS MIL FAMÍLIAS NÃO CONSEGUIRAM O TÃO SONHADO APARTAMENTO!

BANCOOP ENTREGA TRIPLEX DE LUXO DO LULA NO GUARUJÁ, MAS CALOTE DO VACCARI DEIXOU 3.100 COMPANHEIROS SEM APARTAMENTO.
ENQUANTO LULA JÁ PODE DESFRUTAR DO TRIPLEX, MAIS DE TRÊS MIL FAMÍLIAS ASSOCIADAS À BANCOOP NÃO CONSEGUIRAM O TÃO SONHADO APARTAMENTO COMPRADO NO INÍCIO DOS ANOS 2000. A COOPERATIVA DOS BANCÁRIOS LEVANTOU 57 EMPREENDIMENTOS, MAS 14 ESTÃO INACABADOS.


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já pode passar o reveilon  na Praia das Astúrias, no Guarujá, área nobre do litoral de São Paulo. De sua ampla sacada, poderá ver a queima de fogos, que acontece na orla bem defronte do seu prédio, feito pela OAS, empresa investigada pela Operação Lava-Jato. É que na semana passada terminaram as obras de reforma do apartamento triplex no Edifício Solaris, que ele e dona Marisa Letícia, sua mulher, compraram por meio da Bancoop  a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo , ainda na planta, em 2006. Acusada de irregularidades e em crise financeira, a Bancoop deixou três mil famílias sem receber os sonhados apartamentos.

Por isso, o então presidente da cooperativa, João Vaccari Neto, tesoureiro do PT e investigado na Lava-Jato pela suspeita de operar parte do esquema de corrupção na Petrobras, precisou contratar a OAS para terminar pelo menos cinco prédios da Bancoop. Um deles foi o prédio onde Lula tem o triplex. 

O Edifício Solaris, onde a família Lula da Silva tem apartamento, ficou pronto em dezembro do ano passado. A reforma do apartamento 164 é tocada por seu filho Lulinha, segundo funcionários do edifício, e foi vistoriada por dona Marisa o tempo todo. Ela mesmo providenciou a decoração do local, visitado por Lula apenas três vezes.

A família Lula construiu um elevador privativo para levá-los do 16º ao 18º, que no projeto original tinha apenas escadas internas. Lulinha usou também parte do quarto de empregada e um canto da sala para fazer um escritório. Mandou também colocar porcelanato em tudo. A cobertura com piscina também recebeu uma boa área gourmet.

Bons tempos em que a Bancoop pagava as campanhas e mordomias dos bons companheiros.

Na declaração de bens do ex-presidente em 2006, quando disputou a reeleição, ele confirmava ter pago naquele ano R$ 47.695,38 à Bancoop pelo apartamento do Guarujá. As obras no prédio de Lula só terminaram porque a empreiteira OAS foi contratada por João Vaccari Neto, ex-presidente da Bancoop até 2010, para concluir o projeto. Para a OAS terminar o prédio de Lula, cada morador teve que pagar um adicional de R$ 120 mil. O apartamento de Lula, de 297 m2, no 16º andar, beira-mar, é avaliado pela Imobiliária Factual, que ainda vende apartamentos no 
local, por algo entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão.

A assessoria de Lula afirma que o imóvel está declarado. O ex-presidente informou que o imóvel, adquirido ainda na planta, e pago em prestações ao longo de anos, consta na sua declaração pública de bens como candidato em 2006.

O triplex de Lula no Guarujá: obra começada pela caloteira Bancoop que foi finalizada pela OAS da Operação Lava Jato.

Enquanto Lula já pode desfrutar do triplex, mais de três mil famílias associadas à Bancoop não conseguiram o tão sonhado apartamento comprado no início dos anos 2000. A cooperativa dos bancários levantou 57 empreendimentos, mas 14 estão inacabados. Cinco mil famílias já receberam seus apartamentos.

O João Vaccari Neto, que está sendo processado por estelionato, é o  responsável por esse pesadelo dos associados da cooperativa dos bancários. O mínimo que pode lhe acontecer é a cadeia  diz Marcos Sérgio Migliaccio, presidente da Associação das Vítimas da Bancoop, que esta semana entregou ao Ministério Público Federal (MPF) um documento relacionando o caso Bancoop com a Lava-Jato.

A cooperativa habitacional dos companheiros do PT, como a Bancoop é  chamada por adversários, foi fundada em 1996 tendo o ministro das Relações Institucionais do governo Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini, como diretor técnico, e João Vaccari Neto como diretor do conselho fiscal. Nos anos 2000, passou a ter oito mil associados, dos quais três mil ainda não receberam seus apartamentos. Isso levou João Vaccari Neto a ser denunciado por estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Por não ter entregue os apartamentos vendidos, a juíza Cristina Ribeiro Leite Balbone Costa, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou no final de 2010, denúncia contra Vaccari. E mandou quebrar o sigilo bancário e fiscal do tesoureiro do PT nos dez anos anteriores à denúncia. Além de Vaccari, foram acusados outros quatro ex-funcionários da Bancoop, entre eles Edson Botelho Fraga, o primeiro funcionário da cooperativa e que foi contratado pelo ministro Berzoini.

Vaccari agora é réu na ação criminal. Embora tenha sido denunciado em  2010, Vaccari não foi localizado para ser "citado" judicialmente, o que  só aconteceu no dia 6 de fevereiro do ano passado. O processo ainda não  teve uma sentença judicial. O promotor do caso, José Carlos Blat, que fez a denúncia contra Vaccari, acha que uma sentença deverá sair por volta de agosto de 2015, porque ainda segue os ritos processuais.

Na quebra de sigilo de Vaccari e da Bancoop, o promotor conseguiu provas de que, na gestão do ex-tesoureiro do PT, empresas fantasmas foram criadas para interceptar parte dos R$ 460 milhões captados pela cooperativa ao longo dos anos. O promotor Blat estima que a cooperativa deu um prejuízo aos oito mil associados de pelo menos R$ 100 milhões, que teriam ido para o PT e seus dirigentes.

Quebrada, a cooperativa deixou uma dívida total no mercado avaliada hoje em R$ 86 milhões. Entre  as empresas estavam a Mizu, Germany e Mirante. Quando Vaccari era dirtetor financeiro da Bancoop, a Mizu tinha sede dentro da sede da Bancoop.  A Bancoop era um verdadeiro balcão de negócios a serviço de uma organização criminosa. Uma arapuca que deixou mais de 3.100 vítimas (os que não receberam os imóveis já pagos há uma década)  diz Blat.

Até Freud Godoy, braço direito de Lula e que chegou a ser citado em 2006 na operação em que petistas foram suspeitos de "comprar" um dossiê contra o ex-ministro da Saúde, José Serra (PSDB), aparece nessa investigação. Depois que a cooperativa teve a quebra de sigilo determinada judicialmente, apareceram pagamentos de R$ 1,5 milhão da Bancoop para Freud Godoy, de 2005 a 2007. Na CPI da Assembleia de São Paulo, aberta para investigar os desvios da cooperativa habitacional, Vaccari disse que contratou Godoy para dar segurança a empreendimentos da Bancoop (Godoy tem uma empresa de segurança armada, que já prestou inclusive serviços à sede nacional do PT).

Nessa CPI da Bancoop, o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo disse que, quando as obras da cooperativa começaram, no início dos anos 2000, havia um computo de despesas por empreendimento, mas como a situação começou a sair do controle por volta de 2004, criou-se um pool de despesas, unindo os gastos de todos os 57 imóveis em obras, dos quais apenas 20 foram totalmente finalizados.

A conta única virou uma bola de neve e tudo virou uma incógnita  disse Carmo à CPI. O promotor afirma que entre as despesas pagas pela Bancoop houve pagamentos para um centro espírita, para pesque e pague, para um hotel cinco estrelas onde o PT promovia reuniões, e até compra de convites para a Fórmula 1.

Vaccari informou, por meio de sua assessoria, que não iria comentar o assunto porque já deixou a Bancoop há quatro anos e que a cooperativa é que deveria responder. Já a Bancoop diz que a denúncia contra a Bancoop não procede e não tem fundamento. Isso está sendo demonstrado no processo. 

Fonte: Blog do Coronel

sábado, 19 de abril de 2014

QUATRO PESSOAS CAEM NO GOLPE DO ALUGUEL!

QUATRO PESSOAS CAEM NO FALSO GOLPE DO ALUGUEL DA CASA DE TEMPORADA
TODOS QUERIAM PASSAR O FIM DE SEMANA PROLONGADO PELOS FERIADOS DA PÁSCOA E DE TIRADENTES EM GUARUJÁ, MAS TIVERAM O PASSEIO FRUSTRADO AO DESCOBRIR QUE CAÍRAM NO GOLPE DA CASA DE TEMPORADA.


Ariana Conceição Braga de Souza, de 20 anos, não conhece Maira Cristina Pereira, de 30, que não conhece Vanderlei Antônio Fazan, de 31, que não conhece Ana Maria Ferreira Manduca, de 41. Aliás, os quatro residem em cidades diferentes, mas compareceram à Delegacia de Guarujá entre a madrugada e a manhã de quinta-feira para relatar histórias parecidas.

Todos queriam passar o fim de semana prolongado pelos feriados da Páscoa e de Tiradentes em Guarujá, mas tiveram o passeio frustrado ao descobrir que caíram no golpe da casa de temporada. A constatação ocorreu tão logo chegaram aos imóveis que, supostamente, alugaram.

As vítimas escolheram as casas de temporada por meio de sites da internet, que disponibilizam fotos das residências. Por meio de troca de e-mails, elas preencheram contratos de locação e, depois, depositaram em contas bancárias os valores dos aluguéis.

Ariana mora na Capital e foi lesada em R$ 900,00. Quando chegou ao imóvel que imaginava ter alugado, descobriu que tudo não passava de um estelionato. Ao tentar ligar para o celular da mulher que se passou por dona da casa, só deu caixa postal. O prefixo do telefone é 19, que abrange a região de Campinas.

Maira veio de Cesário Lange (SP) e perdeu a quantia de R$ 1.200,00. Esse valor foi dividido em três parcelas, depositadas em duas contas. Uma mulher também com celular prefixo 19 se passou pela proprietária da residência. Morador em Boa Esperança do Sul (SP), Vanderlei perdeu R$ 800,00, pagos em duas vezes. Um homem que se identificou como Gilberto, afirmou ser policial e forneceu celular com prefixo 13, de Santos e região, aplicou o golpe.

Ana Maria reside em Jaboticabal (SP) e amargou prejuízo de R$ 1.600,00. Após a escolha da casa pela internet, ela telefonou para uma mulher que se apresentou como Jucileia. Os celulares da golpista são dos prefixos 15 e 17, respectivamente, das regiões de Sorocaba e São José do Rio Preto.

Fonte: A Tribuna Digital