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domingo, 11 de maio de 2014

GUARUJÁ: MEDO E VERGONHA APÓS O CRIME!

"ME REVOLTA OUVIR QUE A CULPA FOI DA INTERNET. FOI CULPA DE TODO MUNDO, DE QUEM BATEU, GRITOU, PRESENCIOU". "E SE FOSSE UMA CRIMINOSA, FARIA DIFERENÇA?"
LINCHADORES FORAM AO ENTERRO, AFIRMA TESTEMUNHA; SOBRINHA DE MULHER ASSASSINADA CONTA QUE A FILHA DA VÍTIMA VIVE EM SILÊNCIO.


O linchamento da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, é o mais desagradável assunto do qual os moradores do bairro Morrinhos, no Guarujá, não têm como fugir. Digerir uma cena de espancamento na porta de casa não é fácil em nenhuma circunstância, muito menos entender como tantos parentes, amigos e até mesmo crianças participaram da morte de uma vizinha inocente, mãe de duas filhas. Agora, a comunidade transformada tenta seguir a vida.

"A cidade está estranha", diz em voz baixa a cabeleireira Maria Aparecida Oliveira, de 38 anos, dona de um salão a poucos metros de onde a agressão começou, no dia 3, um sábado. "Ficou uma imagem muito feia do bairro, tenho até vergonha de dizer onde moro", diz ela, que sempre achou o lugar sossegado. Localidade pobre do Guarujá, com cerca de 20 mil habitantes, Morrinhos tem parte das ruas de terra e alguns prédios de habitação popular.

O clima entre a maioria dos moradores é um misto de medo, revolta e, para alguns, vergonha. Fabiane foi vítima de uma multidão que a agrediu, filmou e tirou fotos. Ela havia sido confundida com uma sequestradora de crianças - que, segundo a polícia, nem existe. Um fim trágico de um boato amplificado pelo Facebook.

Poucos moradores que presenciaram ou participaram do espancamento se dispõem a falar abertamente sobre o assunto. Há medo de represálias de criminosos. A polícia também procura responsáveis, o que colabora com o silêncio. "É hipócrita quem diz que não viu nada. No enterro dela, havia muita gente que antes estava batendo e gritando 'mata, mata!'", diz uma comerciante, que pediu anonimato. "Eu não durmo direito desde aquele dia."

A chance de encontrar pelas ruas da comunidade conhecidos que participaram do linchamento de sua tia tem feito a dona de casa Andressa Oliveira Gino das Neves, de 23 anos, evitar sair de casa - principalmente ir aos lotes 3 e 4 do bairro, onde os ataques ocorreram. "Me revolta ouvir que a culpa foi da internet. Foi culpa de todo mundo, de quem bateu, gritou, presenciou", afirma. "E se fosse uma criminosa, faria diferença?"

Pelos vídeos, Andressa já reconheceu três pessoas, informação repassada a seu advogado. Mãe de duas filhas, ela tem cuidado das duas crianças de Fabiane - uma de 1 ano e outra de 12. "A mais velha chorou, chorou, mas agora está quietinha no canto dela", conta.

Para a vendedora Maria de Lourdes, de 49 anos, a violência e a dinâmica do ataque lembraram cenas bíblicas. "Eu vi de longe a multidão, ela foi apedrejada como Maria Madalena, morreu com as mãos amarradas", diz. "E o povo em fúria, endemoniado, falando que tinham achado brinquedo na bolsa, peruca, tudo mentira. Muita gente gritou, mas ninguém impediu."

Segundo familiares e amigos, Fabiane voltava da Igreja São João Batista, ali em Morrinhos, quando foi confundida com a suposta sequestradora. O padre Felipe Gonzalez, de 30 anos, conhecia a dona de casa. "Agora é buscar reconciliação, até mesmo com quem participou. Sem ser omissos, precisamos fomentar ainda mais a misericórdia na comunidade."

Crianças. Na Escola Municipal Professora Maria Aparecida de Araujo, onde Fabiane completou o ensino fundamental em 1996 em curso supletivo, a direção passou nas salas para falar do assunto. "As crianças só falavam disso, muitas tinham visto a cena. Precisamos fazer uma reflexão sobre justiça com as próprias mãos, o papel da internet e das redes sociais", diz a vice-diretora, Clara Miranda.

A escola tem mais de mil alunos do segundo ciclo do ensino fundamental (6.º ao 9.º ano). "Não sei se dá para reverter, mas temos de refletir e agir."

Fonte: O Estado de São Paulo

PREFEITA DECLARA A VEJA QUE PAGINA PROPAGA NOTICIAS MENTIROSAS!

PREFEITA MARIA DE BRITO EM ENTREVISTA A REVISTA VEJA, DECLARA QUE A PAGINA GUARUJÁ ALERTA "CONSTANTEMENTE  PROPAGA NOTÍCIAS MENTIROSAS!"
MOTIVO DA IRA DA PREFEITA É A CONSTANTE DENUNCIA DO FUNCIONAMENTO E ESTADO DAS UPAS, MAS COMO A VEJA NÃO VEM CONFERIR, A PREFEITA CONTINUA SENDO "A VOZ DA VERDADE", AFINAL QUANDO MORRE ALGUÉM NA UPA, A TERRA COBRE AS FALHAS!


PREFEITA MARIA DE BRITO: "QUEM CONHECE, NÃO CONFIA!"

sábado, 10 de maio de 2014

quinta-feira, 8 de maio de 2014

ACUSADO SE RECUSOU A REVELAR O NOME DE QUALQUER SUSPEITO.

HOMEM QUE CONFESSOU PARTICIPAR DE ESPANCAMENTO NÃO REVELOU NOMES DE SUSPEITOS NO CASO DOS MORRINHOS.
O ACUSADO SE RECUSOU A REVELAR O NOME DE QUALQUER SUSPEITO. “ELE SE MOSTROU TEMEROSO DE APONTAR OUTROS PARTICIPANTES EM RAZÃO DO MEDO DE SOFRER RETALIAÇÕES, JÁ QUE SE ENCONTRA PRESO NUMA UNIDADE CARCERÁRIA”


 O homem que confessou ter participado da agressão que resultou na morte da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, no último sábado, apontou a participação de outras cerca de 100 pessoas no crime.

Morador de Guarujá, ele foi preso na tarde da última terça-feira, depois de denúncias anônimas feitas por moradores do bairro Morrinhos, região onde a vítima foi espancada.

De acordo com informações do delegado titular do 1º DP de Guarujá, Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, durante o depoimento, o acusado se recusou a revelar o nome de qualquer suspeito. “Ele se mostrou temeroso de apontar outros participantes em razão do medo de sofrer retaliações, já que se encontra preso numa unidade carcerária”, disse Lara.

“Demos a oportunidade de ele permanecer numa cela de seguro (isolada) garantindo a sua integridade física, mas, ainda assim, ele prefere permanecer em silêncio e não apontar qualquer um dos outros responsáveis pela conduta criminosa que culminou com a morte de Fabiane”, emendou o delegado.

Dona de casa foi confundida com sequestradora

O acusado permanecerá preso temporariamente por 30 dias. Depois desse prazo a Polícia Civil tem oportunidade legal de prorrogar essa temporária pelo mesmo período. Ao final desse prazo o inquérito terá que ser concluído e encaminhado à Justiça.

Bermuda é mais uma prova

Na manhã desta quinta-feira, investigadores do 1º DP estiveram na casa do acusado preso e localizaram a bermuda usada por ele no dia das agressões.

A vestimenta foi apreendida e, segundo delegado titular do distrito, “somada à confissão e aos reconhecimentos que já foram feitos, a bermuda se torna mais uma prova inequívoca da sua participação no assassinato”.

Apesar dos trabalhos no bairro, por enquanto, a polícia não conseguiu a identificação de outros suspeitos. “Com o auxílio das imagens, temos, nitidamente, os rostos de mais três pessoas. O local é de uma geografia complexa e nós dependemos da ajuda da população local para que procure a polícia com o objetivo de colaborar na captura dos demais participantes”, concluiu Lara.

Outros depoimentos

Também nesta quarta-feira, como sequência das investigações sobre o linchamento da dona de casa, duas pessoas prestaram depoimentos. Sem revelar as respectivas identidades, as testemunhas afirmaram à imprensa que a vítima foi continuamente agredida por uma multidão, durante cerca de duas horas.

domingo, 4 de maio de 2014

ADVOGADO ATRIBUI PARTE DA CULPA PELO ESPANCAMENTO A UM PERFIL NOTICIOSO

MULHER ESPANCADA POR MORADORES EM GUARUJÁ POR SUSPEITA DE SEQUESTRO E MAGIA NEGRA, CONTINUA INTERNADA!
ADVOGADO AIRTON SINTO, QUE REPRESENTA A FAMÍLIA DE FABIANE ATRIBUI PARTE DA CULPA PELO ESPANCAMENTO A UM PERFIL NOTICIOSO NO FACEBOOK, O GUARUJÁ ALERTA.


Uma mulher foi amarrada, arrastada e espancada por um grupo de pessoas no bairro de Morrinhos, na periferia de Guarujá, na Baixada Santista.

O crime aconteceu no início da noite de sábado (3). A mulher, Fabiane Maria de Jesus, 33, está internada em estado grave na UTI do hospital Santo Amaro.

A tentativa de linchamento teria sido motivado pela suspeita, por parte do grupo, de que Fabiane tem ligação com o sequestro de crianças na região para rituais de magia negra. De acordo com a Polícia Militar, contudo, não há nenhum indício de que ela tenha praticado tal crime.

De acordo com o advogado Airton Sinto, que representa a família de Fabiane, ela, que é moradora de Morrinhos 1, foi amarrada e arrastada até uma vala em um barraco em Morrinhos 4. Lá, foi espancada.

Outros moradores de Morrinhos, bairro que tem cerca de 20 mil habitantes, chamaram a polícia. A mulher foi socorrida e encaminhada ao hospital Santo Amaro. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado.

O advogado atribui parte da culpa pelo espancamento a um perfil noticioso no Facebook, o Guarujá Alerta. Segundo o defensor, o perfil circulou um boato de que uma mulher estava sequestrando crianças para fins de magia negra. Ainda de acordo com Sinto, um retrato falado da suposta bruxa foi divulgado pelo perfil.

Em nota, o Guarujá Alerta afirma que sempre se referiu aos sequestros em Morrinhos como boatos e que é vítima de uma campanha difamatória. Conforme a administração do perfil, o retrato falado divulgado vinha com um aviso: "Se é boato ou não, vamos ficar alertas. 

Eles disseram repreender, também, qualquer forma de justiça com as próprias mãos.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

PREFEITURA DE GUARUJÁ DESMENTE BOATO DE FALTA DE ALIMENTAÇÃO.

PREFEITA, SÃO 21h14! ONDE ESTÃO OS POLICIAIS DA OPERAÇÃO VERÃO?
PREFEITURA DE GUARUJÁ, DESMENTE BOATO DE FALTA DE ALIMENTAÇÃO PARA POLÍCIA MILITAR.


EM NOTA, PREFEITURA INFORMOU QUE NENHUM POLICIAL DESISTIU DE TRABALHAR. PÁGINA EM REDE SOCIAL ACUSOU ÓRGÃO DE NÃO DAR COMIDA PARA POLICIAIS.

A prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, desmentiu o boato de que os policiais militares, que foram enviados para a cidade para trabalhar durante o período da Operação Verão, teriam ido embora por falta de alimentação.

A história foi publicada nesta quinta-feira (26), na fanpage "Guarujá Alerta", no Facebook. Segundo a página, a prefeitura seria a responsável pela alimentação dos militares, mas não teria conseguido abrir licitação para a compra dos alimentos dos policiais.

Em nota, a Secretaria de Defesa e Convivência Social do município informou que nenhum policial desistiu de trabalhar na cidade durante esta temporada de verão. A secretaria reiterou que não procede a informação divulgada e enfatizou que na tarde desta quinta- feira, 350 policiais foram oficialmente apresentados para trabalhar na Operação Verão, sendo que destes, 240 já estavam atuando desde o dia 20 de dezembro.


A página "Guarujá Alerta" publicou uma nota aos seguidores afirmando que a informação seria verídica, mas que não poderia revelar quem havia passado o ocorrido. A postagem ainda cobra melhorias na saúde, educação e infraestrutura do município.

Em seu perfil oficial no Facebook, a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, criticou a fanpage. Ela chamou a página de mal intencionada e acusou os moderadores de querer assustar moradores e turistas do município.

Fonte: G1 Santos

SERÁ QUE O NÃO PAGAMENTO DAS MERENDEIRAS, QUE FIZERAM UM PANELAÇO NA PORTA DO PAÇO MUNICIPAL, TAMBÉM É BOATO PREFEITA MARIA DE BRITO?