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segunda-feira, 6 de maio de 2013

O VIADUTO QUE NÃO RESOLVE!

VIADUTO QUE DÁ ACESSO AO PORTO FOI  INAUGURADO NESTE DOMINGO!
AUTORIDADES DIZEM QUE LOCAL AINDA NÃO RESOLVE TRÂNSITO DE CAMINHÕES. CONGESTIONAMENTOS FORAM REGISTRADOS EM GUARUJÁ, NO MÊS DE MARÇO.


A primeira fase da obra da avenida Perimetral em Guarujá, foi entregue e liberada para o trânsito de veículos na manhã deste domingo (5). O novo viaduto permite que os caminhões com destino ao Porto evitem o cruzamento com a linha férrea, diminuindo assim o congestionamento no local, que refletia também em vias urbanas da cidade de Guarujá. Ainda assim, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) diz que esta obra não representa o fim dos congestionamentos.

Na linha férrea que os caminhões tinham que atravessar anteriormente, a cada 24 horas, o trem cruza o trajeto dos veículos por cinco horas (somando todas as manobras ao longo do dia), o que gerava o aumento do congestionamento de carretas, que tinham que esperar para prosseguir viagem. O elevado fará com que as carretas acessem Vicente de Carvalho pela rua do Adubo, entrem na área da Docas passando por cima da linha ferroviária.

A via terá mão dupla, com início pela avenida Santos Dumont, onde estão os terminais portuários, e desembocará em uma rotatória que distribui os veículos às instalações marítimas. Cerca de 10 mil panfletos informativos foram distribuídos aos caminhoneiros e aos moradores na última semana, com o objetivo de auxiliar na locomoção nos primeiros dias do viaduto.

O problema do trânsito não será resolvido totalmente, já que os caminhões que saem da rua do Adubo ainda terão que cruzar a Santos Dumont para subir o viaduto. O presidente da Codesp Renato Barco acredita que o viaduto minimize em 20% o tempo de espera, mas que o problema ainda continua. “Não é o fim dos congestionamentos, nós não iríamos esperar que uma obra deste porte, uma obra de acesso ao Porto, fosse simplesmente ter essa solução imediata. Infelizmente, problemas com relação à acessibilidade vem acontecendo e, consequentemente, causando transtorno. O que está se  buscando fazer, entregando essas obras, é que essa segregação de tráfego seja consumada cada vez mais e que se consiga dar uma fluidez maior ao tráfego”, afirma o presidente da Codesp.

Para o diretor de infraestrutura da Codesp Paulino Vicente, a expectativa é que a situação melhore quando a segunda fase da obra seja concluída. "Temos hoje eliminado o conflito rodoferroviário 100% do tempo. São mais de cinco horas que a gente perdia nesta conexão. Isso vai dar um ganho muito grande para a parte portuária bem com para o município do Guarujá. Nessa fase foram investidos até agora R$ 50 milhões. Vai haver uma melhoria significativa nessa região, mas é lógico que o projeto como um todo só será completado na segunda fase. A Codesp lançou na sexta-feira o projeto executivo da segunda fase. É uma obra de R$ 300 milhões, 30 meses de prazo para ser executada", diz Paulino.

Ainda de acordo com o diretor de infraestrutura da Codesp, a conclusão da obra, prevista para daqui a 30 meses, encobre os problemas de tráfego em vias de Santos e Guarujá. "Essa obra é a obra que completa toda a infraestrutura com vários viadutos, acesso à rodovia Cônego Domênico Rangoni, acesso para o Guarujá-Centro. Total segregação do trânsito portuário, do trânsito municipal, enfim, completa todo projeto do Guarujá, da margem Guarujá com o Porto de Santos", afirma.

O trânsito também refletia na avenida Santos Dumont e atrapalhava a vida de muitos moradores, já que com a obra para construção do viaduto, vários desvios foram criados direcionando os veículos à via urbana de Guarujá. De acordo com o secretário de desenvolvimento portuário de Guarujá Adilson Luiz Jesus, o problema continua, mas alivia para a população da cidade. “A preocupação do município é com a questão urbana, questão de Vicente de Carvalho, com o sistema da avenida Santos Dumont e a parte interna da rua do Adubo. E essa expectativa de hoje liberar o viaduto, a gente acaba o conflito da travessia dos caminhões junto com a linha férrea. A expectativa é muito boa, a gente sabe que o problema ainda continua porque a quantidade de caminhões que estão chegando são enormes. Mas com certeza a gente vai ter um grande ganho com essa passagem livre agora”, afirma o secretário.

Histórico
Em março, o problema foi na margem esquerda do porto. Caminhões que seguiam para descarregar nos terminais que ficam em Guarujá travaram a Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Em abril, o embarque de grãos, principalmente soja, mudou de lado. Os caminhões passaram a vir em maior número para a margem direita, do lado de Santos. Nesse momento, foi a vez da Via Anchieta travar por conta do acesso ao porto. Para tentar pelo menos diminuir o problema, a Codesp, que administra o cais santista, prometeu divulgar as novas medidas ainda esta semana. 

Fonte: G1 Santos

quinta-feira, 4 de abril de 2013

TJ SUSPENDE DECISÃO CONTRA SANTOS-BRASIL.

TJ SUSPENDE DECISÃO QUE OBRIGAVA SANTOS-BRASIL A ACABAR COM FILAS NA CÔNEGO RANGONI.


O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu uma liminar (decisão provisória) que obrigava um terminal de contêineres do porto de Santos a adotar medidas para impedir que caminhões estacionassem na rodovia Cônego Domênico Rangoni, antiga Piaçaguera-Guarujá, no litoral paulista.

Desde fevereiro a via tem ficado entupida de caminhões que ficam parados na pista e no acostamento esperando o momento de descarregar. A situação gera congestionamentos e prejudica o acesso ao Guarujá e à rodovia Manoel Hyppolito Rego.

Para tentar solucionar o problema, o Ministério Público entrou com ação e conseguiu na Justiça decisão que obrigava que a empresa Santos Brasil impedisse o estacionamento irregular, sob pena de multa de R$ 50 mil por veículo.

O principal motivo que levou a empresa a ser responsabilizada foi a informação, repassada à Promotoria pela Polícia Rodoviária, de que 60% dos caminhões estacionados tinham como destino a Santos Brasil.

A empresa recorreu, argumentando que só trabalha com contêineres, cujo descarregamento é feito sob agendamento, e que estava sendo vítima das filas, provocadas pelos caminhões de grãos que se dirigiam ao porto sem agendamento prévio.

Além disso, afirmou que o fluxo de caminhões que recebeu em fevereiro e março foi abaixo do normal, mas que houve aumento muito grande de caminhões com grãos por causa da supersafra registrada recentemente.

Em sua decisão, os desembargadores da 4ª Câmara de Direito Público do TJ acolheram os argumentos da empresa e suspenderam a liminar.

"Parece-nos, a princípio, que a questão dos congestionamentos provocados na rodovia Cônego Domênico Rangoni corresponde a problema estrutural, envolvendo uma somatória de fatores convergentes para o estabelecimento de uma situação de caos."

O tráfego na rodovia melhorou depois que um plano de emergência liberou o acostamento para os caminhões de grãos e a pista da direita para os contêineres.

Mas o problema ainda está longe de ser solucionado. Por volta das 20h desta quarta-feira, a Cônego Domênico Rangoni tinha dois quilômetros de lentidão no sentido Guarujá.

Segundo a concessionária Ecovias, o motivo era a quantidade de caminhões que tentava acessar a rua do Adubo, via comum de mão dupla, com semáforos, usada no acesso ao porto. 

Fonte: André Monteiro - Folha de São Paulo