
45% da População do Guarujá mora em Favelas. Município paulista é o 14º em casos de Aids no Brasil
No Guarujá 45% da população do Guarujá mora em favelas. “E 55% dessa população que mora nas favelas são mulheres”, disse, na manhã desta terça-feira (17/02), Luiz Eduardo dos Santos, coordenador do Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites da cidade do litoral sul de São Paulo. De acordo com o Luiz Eduardo dos Santos, o município tem cerca de 305 mil habitantes.
O gestor público, formado em administração de empresas, participa do 1º Encontro Estadual de Lideranças em Prevenção de DST/Aids.
Ainda de acordo com o gestor Luiz Eduardo dos Santos, que fez uma apresentação no evento mostrando como se estrutura o Programa de combate ao HIV do Guarujá, a cidade do litoral paulista é o 14º município do país em casos de Aids.
Como a Pérola do Atlântico tranformou-se na Favela do Atlântico???? Muito simples no final da década de 70 o Prefeito Jaime Daige com o auxilio do escritório de arquitetura de Jaime Lemer reurbanizou toda a cidade, se proibiu o trafego de onibus na orla marítima e foram construídos os calçadões da Praia das Pitangueiras.
Devido ao investimento e a parceria entre o Município do Guarujá com o Governo do Estado, o Secretário de Cultura Estadual na época Deputado Cunha Bueno da gestão Paulo Maluf patrocinou eventos culturais como Show de Verão, Califórnia Circus, Circo Voador e diversos shows, e houve uma explosão da construção civil no Guarujá, trazendo para a Ilha de Santo Amaro milhares de migrantes para trabalhar na Construção Civil.
Como é de praxe na política, o Prefeito Jaime Daige foi “rotulado como o administrador que não gostava dos pobres....”, e nessa onda aparecia “Maurici Mariano, o amigo dos pobres”.
Títulos de posse começaram a ser distribuídos, invasões iniciaram-se como a extensa Favela do Areião que se estende hoje até os fundos do Jardim Acapulco, Pedreira, Canta-Galo, Caixão, Rã, Sapo, Edna, e dezenas de Favelas, os políticos locais assistiam impassíveis e a administração pública nada fazia, apenas colhiam os votos.
Hoje não existe mais a Pérola do Atlântico, os investimentos nos bairros como Astúrias, Pitangueiras, Enseada, Pernambuco não existem, embora passados 30 anos o Guarujá continua como um dos maiores IPTU do Brasil, apesar de uma cidade decadente.
Agravando o problema, criou-se um curral eleitoral nas favelas, investimentos públicos são realizados somente nas áreas de carência social, moradores e turistas que residem nos bairros supracitados são cidadãos de 2ª Categoria, afinal é muito mais fácil colher votos nas favelas, carentes de tudo.
Esta semana assistindo a TV local um competente Vereador sendo entrevistado, Educador, Diretor de Escola, explicava tranqüilamente a qualidade de ensino na Coréia do Sul, as ações publicas necessárias, excelência e competência.
A tiracolo a antítese do competente edil, um Vereador em seu primeiro mandado, mal conseguia falar o português correto, não conseguia responder as perguntas do entrevistador, apenas ratificava as palavras do mestre que antecedia as respostas e pasmem, o nobre novato é um dos cinco mais votados, constatamos o nivel está muito baixo, tanto de eleitores como dos eleitos.
Infelizmente temos que nivelar por baixo, somos atualmente uma ilha de favelados e dezenas de anos serão necessários para consertar o estrago político, a falta de urbanismo, a catástrofe ocorrida pelo oportunismo político e devido a favorável Geografia do Guarujá nem mesmo uma Tsunami resolveria.
Paulo Luiz Mendonça.
ResponderExcluirpauloluiz41@hotmail.com
SOMOS TODOS FAVELADOS.
Moradores de grandes mansões,
Que ostentam grandes riquezas
Que vivem com todo conforto
Sentindo da vida a beleza.
Não sabem eles o fim
Que vem com toda certeza
E como restos orgânicos
Que rolam na correnteza
Estes mesmos cidadãos
Que moram a vida inteira
Rodeados com conforto
Em lares com eiras e beiras,
Vão estar em um quartinho
Construídos só com madeiras.
Recinto bem pequenino
Não vejo nele janela,
Pra mim muito se parece
Um barraco de favela.
Quartinho mal ventilado
Com forte cheiro de vela
Faz-me lembrar novamente
Um barraco de favela.
Este pequeno quartinho
Tem simples e caprichado
Tem alças nas laterais
Pra poder ser carregado.
Deitado na vertical,
Com o corpo fixo e reto
Lembra-me neste momento
Os nossos irmãos sem teto.
E pena que toda riqueza
Com lutas angariadas,
Pra onde vamos morar
Não pode ser carregada.
Paulo Luiz Mendonça.
Paulo Luiz Mendonça.
ResponderExcluirpauloluiz41@hotmail.com
Que bom seria.
Que bom seria,
Se não houvesse carcaça
E nem houvesse fumaça,
Nem brasa na churrasqueira.
Os nossos irmãos animais
Sem dores e medos reais
Vivendo suas vidas inteira.
Que bom seria.
Não ver o sangue correr,
Nenhum animal perecer
Ave, suíno, e ruminante.
Sem urros e sem gemidos,
Sem animais perecidos
No fio de um aço cortante.
Que bom seria,
Sem nada de violência,
Nem mesmo interferência
Somente uma vida plena.
Entre os seres racionais
E também entre animais
A paz reinasse serena.
Que bom seria,
Se isso não fosse utopia,
Nem mesmo uma fantasia
Na tão sonhadora ilusão,
Mas me entristece a maldade,
Mesquinhos poder que invade
Os descendentes de adão.
Que bom seria,
Sem animais como detentos,
Em grandes confinamentos
Criados pra serem abatidos.
De maneira tão desumana
Feitos por mentes insanas,
De Humanos embrutecidos.
Que bom seria,
Se houvesse luz e beleza,
Que desse a nós a certeza
Da paz é a doce vivencia.
Tudo na terra seria candura,
As almas seriam mais puras
Com uma vida sem violência.
Que bom seria.
Sem a nossa mesquinhez,
Sem nenhuma estupidez
Ao tratar nosso semelhante.
Os nossos irmãos menores,
Já provaram e são melhores
Que a nossa mente arrogante.
Pra que serve a inteligência,
Que só nos causa carência
Na vivência do dia a dia
Fico pensando desolado,
Dizendo a mim mesmo calado,
Que bom seria, que bom seria.
Paulo Luiz Mendonça.
Nosso passado.
No passado onde nascemos
E que nós todos vivemos,
Num tempo bem divertido
Pois tudo que tinha outrora,
Hoje tudo foi se embora
Tudo de bom foi esquecido.
Eu lembro do meu passado.
Com meus pais a meu lado,
Dando-me amor e bondade
Hoje me encontro sozinho,
Perdido excluído do ninho
Somente a tristeza me invade.
No passado tinha respeito
Os homens eram direitos
Não tinha mal entendido
Esqueceram a educação
Tudo esta na contramão,
O mundo esta decaído.
No meu tempo de escola,
Nem se pensava em bola
Não se esquecia a lição.
Hoje o moleque atrevido
Vivendo no mundo falido
Sem a dádiva da educação.
Vizinhos se conversavam,
Sempre se comunicavam
Com toda paz e harmonia.
Hoje nem se conhecem,
O seu nome até esquecem
E as ruas todinhas vazias.
O sol já estava entrando,
Muitos visinhos chegando
Pra conversar no portão.
Tudo isso ficou no passado
Todos em casa enfurnados
Em frente a televisão.
Os programas que tem agora,
Nem se compara os de outrora
Na pureza e simplicidade.
Um canal só crimes na tela
No outro infames novelas
Dando ao povo mediocridade.
Sei que isso é caso perdido,
Não pode ser mais corrigido
O que vale é poder e dinheiro.
Nosso cérebro já foi deturpado
O mal já foi todo implantado
Na mente de nós brasileiros.
Paulo Luiz Mendonça.