quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Guarujaenses, somos todos Favelados!!!!!!!

45% da População do Guarujá mora em Favelas. Município paulista é o 14º em casos de Aids no Brasil


No Guarujá 45% da população do Guarujá mora em favelas. “E 55% dessa população que mora nas favelas são mulheres”, disse, na manhã desta terça-feira (17/02), Luiz Eduardo dos Santos, coordenador do Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites da cidade do litoral sul de São Paulo. De acordo com o Luiz Eduardo dos Santos, o município tem cerca de 305 mil habitantes.


O gestor público, formado em administração de empresas, participa do 1º Encontro Estadual de Lideranças em Prevenção de DST/Aids.


Ainda de acordo com o gestor Luiz Eduardo dos Santos, que fez uma apresentação no evento mostrando como se estrutura o Programa de combate ao HIV do Guarujá, a cidade do litoral paulista é o 14º município do país em casos de Aids.


Como a Pérola do Atlântico tranformou-se na Favela do Atlântico???? Muito simples no final da década de 70 o Prefeito Jaime Daige com o auxilio do escritório de arquitetura de Jaime Lemer reurbanizou toda a cidade, se proibiu o trafego de onibus na orla marítima e foram construídos os calçadões da Praia das Pitangueiras.


Devido ao investimento e a parceria entre o Município do Guarujá com o Governo do Estado, o Secretário de Cultura Estadual na época Deputado Cunha Bueno da gestão Paulo Maluf patrocinou eventos culturais como Show de Verão, Califórnia Circus, Circo Voador e diversos shows, e houve uma explosão da construção civil no Guarujá, trazendo para a Ilha de Santo Amaro milhares de migrantes para trabalhar na Construção Civil.


Como é de praxe na política, o Prefeito Jaime Daige foi “rotulado como o administrador que não gostava dos pobres....”, e nessa onda aparecia “Maurici Mariano, o amigo dos pobres”.


Títulos de posse começaram a ser distribuídos, invasões iniciaram-se como a extensa Favela do Areião que se estende hoje até os fundos do Jardim Acapulco, Pedreira, Canta-Galo, Caixão, Rã, Sapo, Edna, e dezenas de Favelas, os políticos locais assistiam impassíveis e a administração pública nada fazia, apenas colhiam os votos.


Hoje não existe mais a Pérola do Atlântico, os investimentos nos bairros como Astúrias, Pitangueiras, Enseada, Pernambuco não existem, embora passados 30 anos o Guarujá continua como um dos maiores IPTU do Brasil, apesar de uma cidade decadente.


Agravando o problema, criou-se um curral eleitoral nas favelas, investimentos públicos são realizados somente nas áreas de carência social, moradores e turistas que residem nos bairros supracitados são cidadãos de 2ª Categoria, afinal é muito mais fácil colher votos nas favelas, carentes de tudo.


Esta semana assistindo a TV local um competente Vereador sendo entrevistado, Educador, Diretor de Escola, explicava tranqüilamente a qualidade de ensino na Coréia do Sul, as ações publicas necessárias, excelência e competência.


A tiracolo a antítese do competente edil, um Vereador em seu primeiro mandado, mal conseguia falar o português correto, não conseguia responder as perguntas do entrevistador, apenas ratificava as palavras do mestre que antecedia as respostas e pasmem, o nobre novato é um dos cinco mais votados, constatamos o nivel está muito baixo, tanto de eleitores como dos eleitos.

Infelizmente temos que nivelar por baixo, somos atualmente uma ilha de favelados e dezenas de anos serão necessários para consertar o estrago político, a falta de urbanismo, a catástrofe ocorrida pelo oportunismo político e devido a favorável Geografia do Guarujá nem mesmo uma Tsunami resolveria.

2 comentários:

  1. Paulo Luiz Mendonça.
    pauloluiz41@hotmail.com

    SOMOS TODOS FAVELADOS.

    Moradores de grandes mansões,
    Que ostentam grandes riquezas
    Que vivem com todo conforto
    Sentindo da vida a beleza.

    Não sabem eles o fim
    Que vem com toda certeza
    E como restos orgânicos
    Que rolam na correnteza

    Estes mesmos cidadãos
    Que moram a vida inteira
    Rodeados com conforto
    Em lares com eiras e beiras,
    Vão estar em um quartinho
    Construídos só com madeiras.
    Recinto bem pequenino
    Não vejo nele janela,
    Pra mim muito se parece
    Um barraco de favela.

    Quartinho mal ventilado
    Com forte cheiro de vela
    Faz-me lembrar novamente
    Um barraco de favela.

    Este pequeno quartinho
    Tem simples e caprichado
    Tem alças nas laterais
    Pra poder ser carregado.

    Deitado na vertical,
    Com o corpo fixo e reto
    Lembra-me neste momento
    Os nossos irmãos sem teto.

    E pena que toda riqueza
    Com lutas angariadas,
    Pra onde vamos morar
    Não pode ser carregada.

    Paulo Luiz Mendonça.

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  2. Paulo Luiz Mendonça.
    pauloluiz41@hotmail.com


    Que bom seria.

    Que bom seria,
    Se não houvesse carcaça
    E nem houvesse fumaça,
    Nem brasa na churrasqueira.
    Os nossos irmãos animais
    Sem dores e medos reais
    Vivendo suas vidas inteira.

    Que bom seria.
    Não ver o sangue correr,
    Nenhum animal perecer
    Ave, suíno, e ruminante.
    Sem urros e sem gemidos,
    Sem animais perecidos
    No fio de um aço cortante.

    Que bom seria,
    Sem nada de violência,
    Nem mesmo interferência
    Somente uma vida plena.
    Entre os seres racionais
    E também entre animais
    A paz reinasse serena.

    Que bom seria,
    Se isso não fosse utopia,
    Nem mesmo uma fantasia
    Na tão sonhadora ilusão,
    Mas me entristece a maldade,
    Mesquinhos poder que invade
    Os descendentes de adão.

    Que bom seria,
    Sem animais como detentos,
    Em grandes confinamentos
    Criados pra serem abatidos.
    De maneira tão desumana
    Feitos por mentes insanas,
    De Humanos embrutecidos.

    Que bom seria,
    Se houvesse luz e beleza,
    Que desse a nós a certeza
    Da paz é a doce vivencia.
    Tudo na terra seria candura,
    As almas seriam mais puras
    Com uma vida sem violência.

    Que bom seria.
    Sem a nossa mesquinhez,
    Sem nenhuma estupidez
    Ao tratar nosso semelhante.
    Os nossos irmãos menores,
    Já provaram e são melhores
    Que a nossa mente arrogante.

    Pra que serve a inteligência,
    Que só nos causa carência
    Na vivência do dia a dia
    Fico pensando desolado,
    Dizendo a mim mesmo calado,
    Que bom seria, que bom seria.

    Paulo Luiz Mendonça.


    Nosso passado.

    No passado onde nascemos
    E que nós todos vivemos,
    Num tempo bem divertido
    Pois tudo que tinha outrora,
    Hoje tudo foi se embora
    Tudo de bom foi esquecido.

    Eu lembro do meu passado.
    Com meus pais a meu lado,
    Dando-me amor e bondade
    Hoje me encontro sozinho,
    Perdido excluído do ninho
    Somente a tristeza me invade.

    No passado tinha respeito
    Os homens eram direitos
    Não tinha mal entendido
    Esqueceram a educação
    Tudo esta na contramão,
    O mundo esta decaído.

    No meu tempo de escola,
    Nem se pensava em bola
    Não se esquecia a lição.
    Hoje o moleque atrevido
    Vivendo no mundo falido
    Sem a dádiva da educação.

    Vizinhos se conversavam,
    Sempre se comunicavam
    Com toda paz e harmonia.
    Hoje nem se conhecem,
    O seu nome até esquecem
    E as ruas todinhas vazias.

    O sol já estava entrando,
    Muitos visinhos chegando
    Pra conversar no portão.
    Tudo isso ficou no passado
    Todos em casa enfurnados
    Em frente a televisão.

    Os programas que tem agora,
    Nem se compara os de outrora
    Na pureza e simplicidade.
    Um canal só crimes na tela
    No outro infames novelas
    Dando ao povo mediocridade.

    Sei que isso é caso perdido,
    Não pode ser mais corrigido
    O que vale é poder e dinheiro.
    Nosso cérebro já foi deturpado
    O mal já foi todo implantado
    Na mente de nós brasileiros.

    Paulo Luiz Mendonça.

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