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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

MINISTRO DA PESCA HELDER BARBALHO (PMDB) É ACUSADO DE DESVIAR DINHEIRO DO SUS.

DESCULPEM A PERGUNTA, MAS ESSE TAL DE PMDB É UM PARTIDO POLÍTICO OU UM AGLOMERADO DE GATUNOS DO DINHEIRO PÚBLICO DO PAÍS?
NOVO MINISTRO DA PESCA HELDER BARBALHO (PMDB) É ACUSADO DE DESVIAR DINHEIRO DO SUS. HELDER BARBALHO É O SEXTO MINISTRO DA PESCA EM QUASE SEIS ANOS DE EXISTÊNCIA DA PASTA.


O novo ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho (PMDB), tomou posse nesta quinta-feira, 1. O paraense substitui Eduardo Lopes (PRB), que estava no comando da pasta desde o começo de 2014 como “tampão” no lugar do senador Marcelo Crivella (PRB).

Barbalho é o sexto ministro da Pesca. A pasta criada em junho de 2009 pelo ex-presidente Lula mantém a média de um mandatário por ano desde a sua existência. O que mais permaneceu no cargo foi Crivella: dois anos. No entanto, para concorrer ao Governo do Rio de Janeiro, o político religioso teve que abrir mão da Esplanada em março passado.

Detalhe: Barbalho será o ministro mais novo da pasta e de todos os Ministérios, apenas 35 anos. Filho do ex-governador do Pará, Jader Barbalho, ele tem uma intensa carreira política. Já foi eleito vereador, prefeito de Ananindeua (PA), deputado estadual e no último pleito concorreu ao Governo do Pará, mas acabou derrotado.

Antes de Barbalho, os ministros da Pesca foram nesta ordem: Altemir Gregolim, Ideli Salvatti e Luiz Sérgio, todos do PT; Marcelo Crivella e Eduardo Lopes do PRB; e agora o peemedebista Helder Barbalho.

Improbidade administrativa

Segundo o jornal paraense O LIBERAL, Helder Barbalho responde por três processos na Justiça, além de uma condenação recente.

O processo de maior destaque é do tempo em que foi prefeito de Ananindeua. Barbalho é acusado de improbidade administrativa. O ex-prefeito estaria envolvido no desvio de cerca de R$ 2,78 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) utilizando contratos irregulares com empresas “fantasmas” entre 2005 e 2012.

Recentemente o jovem político e sua mãe, Elcione Therezinha Zahluth, foram condenados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por propaganda eleitoral antecipada, praticada por meio de encontros públicos intitulados “Queremos ouvir o Pará” nas cidades de Benevides e Barcarena. O candidato e seu partido foram condenados a pagar R$ 5 mil de multa cada.

Além da condenação pela propaganda, Barbalho teria tentado censurar o radialista Raimundo Nonato, do programa “Mix Atualidades”. A ação de Helder Barbalho tentava proibir o radialista de dar qualquer notícia sobre o ex-prefeito. A justiça, contudo, suspendeu a ação que previa multa de R$ 300 mil por programa em que Barbalho fosse citado.

Fonte: Site Movimento Ficha Limpa

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CORRUPÇÃO JÁ É CRIME QUE SUPERA AS OPERAÇÕES DE TRAFICO!

CORRUPÇÃO É CRIME QUE MAIS OCUPA PF.
PRECISAMOS DOAR ALGUNS EQUIPAMENTOS DE GPS PARA AS INVESTIGAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL E SUAS EQUIPES CHEGAREM ATÉ A ILHA DE SANTO AMARO.


INVESTIGAÇÕES SOBRE DESVIOS DE DINHEIRO DO TESOURO JÁ SUPERAM OPERAÇÕES CONTRA TRÁFICO DE DROGAS, AFIRMA DIRETOR-GERAL DA CORPORAÇÃO.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Chega a R$ 1 bilhão o volume de recursos que a Polícia Federal suspeita ter sido desviado do Tesouro por meio de fraudes, corrupção, licitações dirigidas, convênios fictícios e compras superfaturadas de administrações municipais, autarquias e repartições estaduais em todo o País. Pela primeira vez na história, segundo o comando da corporação, as investigações de crimes do colarinho branco suplantaram as ações contra o tráfico de drogas e o contrabando.

Entre janeiro e agosto deste ano, a caça aos malfeitos com verbas públicas foi responsável por 20,7% do total de missões desencadeadas pela PF nos Estados e em Brasília - os dados não abrangem falcatruas na Previdência. Ações contra o narcotráfico somam 16,9% dos casos.

No início da semana passada, foram presos 8 alvos da Operação Pronto Emprego, que investiga desvio de R$ 18 milhões de convênio do Ministério do Trabalho. "Temos hoje R$ 1 bilhão sob investigação, 28 operações especiais de combate a desvios de recursos do Tesouro apenas este ano. Podemos afirmar que, em 2013, inúmeras organizações criminosas foram desarticuladas pela PF", diz o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Leandro Daiello Coimbra.

As 28 operações deflagradas pela PF em 2013 levaram à cadeia 218 acusados de causar prejuízos aos cofres públicos.


Positivo.
"A PF tem priorizado a atividade de combate à corrupção e ao desvio de recursos públicos", afirma Coimbra, segundo quem a corporação tem atuado em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Os relatórios técnicos e auditorias desses dois órgãos são usados para fortalecer as provas nas investigações.

O avanço dessas ações policiais consta do histórico do departamento. Em 2011, elas representavam 15,3% do total dos casos. Um ano depois, chegaram a 16,1%. O combate ao tráfico de drogas, que vinha sempre no topo das ações da PF - 24,9% das missões em 2011 e 27% em 2012 - caiu em 2013 para aquém dos 20%. Ainda assim registrou mais prisões (284) que os inquéritos envolvendo corrupção.

Coimbra, chamado ao comando da PF no início do governo da presidente Dilma Rousseff, diz que essa inversão não significa a diminuição da atuação no combate às drogas. "Isso é uma rotina natural para a PF", diz.

O número de operações, diz ele, vem crescendo desde 2008, quando a instituição realizou 217. Em 2012, os dados mostram que elas somaram 292 em todos os 26 Estados e no DF.

Além de ultrapassar os casos de tráfico, a corrupção deixou para trás também outra tradicional área de atuação dos federais, os crimes fazendários. Em 2012, eles responderam por 21% das operações no País (62 casos). Até agosto deste ano, somavam 13,8% das ações e haviam provocado a prisão de servidores. Ao todo, 29 foram presos por suspeita de corrupção.

São Paulo concentrou o maior número de operações nos oito primeiro meses do ano - 19 de janeiro a agosto. O Rio Grande do Sul, com 10 casos, ficou em segundo. Minas (8 operações) está em terceiro lugar.

Para a cúpula da PF, os números reforçam a capacidade de investigar da corporação. Os delegados federais estiveram entre os maiores defensores da proposta de emenda constitucional que limitava a ação dos Ministérios Públicos, a PEC 37, derrotada no Congresso após as manifestações de junho.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

OS MISTÉRIOS DE CHALITA!

OS MISTÉRIOS DE CHALITA
ELE É VAIDOSO, RICO E ESCREVE LIVROS COM A MESMA VELOCIDADE COM QUE MUDA DE PARTIDO. JÁ A LISTA DAS INCÓGNITAS QUE CERCAM O PRÉ-CANDIDATO DO PMDB A PREFEITO DE SÃO PAULO É MAIS EXTENSA.


Esso, esso, esso, Gabriel Chalita é um sucesso. Na literatura, ele é tão prolífico que deixa na lanterna gigantes como Machado de Assis e Honoré de Balzac. Machado produziu 38 obras em 69 anos de vida e o novelista francês, 89 em 51 anos. Chalitaa já deixou os dois para trás: aos 42 anos, publicou 54 títulos, todos com um estilo marcado pelo forte apego às frases feitas e por um fraquinho pelos diminutivos. 

Como político, sua trajetória não tem sido menos espetaculosa: eleito vereador aos 19 anos por Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, ele se tornou o terceiro deputado mais votado do Brasil no ano passado, logo atrás do palhaço Tiririca. Hoje, é pré-candidato a prefeito de São Paulo. De qualquer ângulo que se observe - por cima, por baixo, entre, como diria o filósofo Caetano Veloso -, Chalita é um portento. Mas o fato de ele escrever como faz política e de fazer política como escreve não é suficiente para lhe emprestar contornos mais, digamos, assumidos. A controvérsia e a incógnita marcam as duas faces do deputado e escritor.

Saber, por exemplo, quantos livros Chalita vendeu é uma tarefa árdua. Perguntado, o escritor responde sempre: "Pelos meus cálculos, foram uns 10 milhões". A marca o colocaria à frente de J.K. Rowling, autora da série Harry Potter (3,6 milhões de exemplares vendidos no Brasil), e próximo de Augusto Cury, fenômeno editorial da década (11 milhões de livros vendidos desde 2002). A pedido de Chalita, suas editoras também não divulgam os seus números de venda. 

Uma espiada nas planilhas da rede de livrarias Saraiva, no entanto, autoriza a suspeita de que o cálculo não é o forte de Chalita. Considerada um termômetro do mercado editorial, a Saraiva negociou apenas 70000 exemplares do autor nos últimos três anos.

Se não é bom com números, Chalita tampouco consegue ser preciso em suas citações. No ano passado, ao reeditar Carras entre Amigos - escrito em parceria com o padre Fábio de Melo, seu amigo do peito -, a editora Globo teve de extirpar da versão original duas passagens erroneamente atribuídas a Machado de Assis e Cora Coralina. Infelizmente, para os leitores do deputado, outras escaparam aos olhos dos revisores (veja o quadro na pág. 84). Usuário obsessivo do Twitter, Chalita escreve mensagenzinhas a cada quinze minutinhos, em mediazinha. 

São, em geral, frases de conteúdo "literário-filosófico", como ele gosta de classificá-las, algumas vezes retiradas de seus próprios livros ("Eu te amo". Se tiver dúvida, não diga. Se tiver certeza, não economize" ou "Matérias-primas de que somos feitos são duas, paradoxalmente duas: pó e amor! O pó nos iguala. O amor nos identifica"). Sem maldade, pessoal: o pó de Chalita é, no máximo, o de pirlimpimpim.

O deputado não bebe e não sai muito à noite. mas é festeiro à sua moda. Gosta de celebrar cada compra de um imóvel ou reforma de apartamento. Em 2004, então secretário de Educação de Geraldo Alckmin, seu padrinho político, ele convidou seis assessores para uma "inauguração-surpresa" em seu dúplex no bairro de Higienópolis. "Quando chegamos lá, soubemos que a inauguração era da nova banheira de hidromassagem dele", conta um dos convidados. Vestido com um robe de chambre, Chalita levou o grupo à sua suíte. onde a banheira estava instalada. Lá, anunciou que iria mostrar "como se banha um homem de estado". Em seguida, tirou o robe e, tchibum-tchibum, de sunga, deslizou para dentro d"água. Para sua decepção, um curto-circuito impediu o funcionamento da hidromassagem e pôs um fim abrupto à celebração.

Católico, Chalita conta que na juventude queria ser padre, mas, com a entrada na política, trocou a batina pelo terno (hoje, ele prefere os Armani). Vaidoso, orgulha-se da "barriga tanquinho", conquistada à base de muuuita malhação. Um assessor que ele considerou "fora de forma" já teve de acompanhá-lo em uma de suas habituais caminhadas aceleradas de 5 quilômetros em São Paulo - e nem o fato de estar trajando roupa e sapatos sociais o salvou da vigorosa experiência estética.

Na política, guardadas as devidas proporções, Chalita troca de partido quase com a mesma frequência com que lança um livro novo. Até agora, foram três mudanças de sigla. Começou no PDT, foi para o PSDB, passou pelo PSB e acaba de filiar-se ao PMDB. Trata-se de uma união de mútuas e significativas vantagens, em que o deputado já chega com status de pré-candidato a prefeito da maior cidade do país e na qual o PMDB poderá ganhar do PT e do governo federal algo que o interesse - e todo mundo sabe que algo é esse - em troca da desistência da candidatura Chalita. 

Mesmo sendo um nome emergente no cenário nacional, o deputado compartilha ao menos uma característica com veteranos de Brasília. Seus últimos onze anos de vida pública coincidem com uma notável evolução patrimonial. Os 741000 reais em bens que declarava possuir em 2000 transformaram-se em 7 milhões de reais em 2008 e hoje chegam a 15 milhões, uma variação de 1925%. Chalita atribui a prosperidade galopante às palestras que ministra pelo Brasil aos 10 milhões de livros que "estima" ter vendido e ao "salário impressionante" que recebeu como diretor de escolas e professor de faculdades particulares até o fim da década de 90 ("Uns 20000 dólares mensais, pelos meus cálculos"). 

O dúplex onde ele mora em São Paulo está avaliado em 6 milhões de reais. Tem 1000 metros quadrados, piscina coberta com teto retrátil, oito vagas na garagem e uma academia de ginástica, montada com a orientação de Fabio Sabá, seu ex-personal trainer alçado a secretário adjunto de Educação de São Paulo quando Chalita era titular da pasta. Há um mês, ele adquiriu um novo apartamento, também no bairro de Higienópolis. A compra do bem lhe custou 4,5 milhões de reais e foi paga à vista. 

Para fechar o negócio, nem precisou vender seus outros dois imóveis (além do dúplex, tem um apartamento no Rio de Janeiro, cujo preço é 1,5 milhão de reais). Como conseguiu a façanha? "Vendi um apartamento que eu tinha em Santos", explicou, com a tinta da melancolia no semblante. O flat negociado pelo deputado valia 200000 reais no ano passado. Como conseguiu multiplicar esse capital por vinte é só mais um dos mistérios de Chalita. Ele é a Capitu da política brasileira.