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domingo, 7 de julho de 2013

FUNDO DOS CORREIOS PERDE DINHEIRO!

APLICAÇÃO EM GRUPO DE EIKE TRAZ PERDA A FUNDO DE PENSÃO DOS CORREIOS"
A DERROCADA DAS EMPRESAS DE EIKE BATISTA É UM DOS MOTIVOS QUE COLABORARAM PARA UM DEFICIT MILIONÁRIO DO FUNDO DE PENSÃO DOS FUNCIONÁRIOS DOS CORREIOS.


A derrocada das empresas de Eike Batista é um dos motivos que colaboraram para um deficit milionário do fundo de pensão dos funcionários dos Correios.

Nos últimos dois anos, o fundo Postalis teve deficit de R$ 985 milhões. O rombo será dividido entre os Correios e os participantes do fundo.

Desde abril, estão sendo descontados dos salários dos funcionários dos Correios o equivalente a 3,94% do valor do benefício que terão direito quando se aposentarem.

O Postalis é o 14º maior fundo de pensão do Brasil, com patrimônio de R$ 7,68 bilhões, e é o terceiro em número de participantes, com 130 mil pessoas.

Do deficit total, R$ 287 milhões são de origem técnica, como o aumento na expectativa de vida das pessoas, que passam a receber benefícios por mais tempo. O restante é financeiro.

Em gravação obtida pela Folha, Wanderley José de Freitas, presidente da Globalprev (consultoria contratada pelo Postalis), diz a um grupo de funcionários que o deficit "decorre da significativa redução dos juros e da diversificação que ocorreu na Bolsa, concentrada especialmente em ações
das empresas de Eike Batista".

Os fundos de pensão estão sendo prejudicados pela queda dos juros, que tornou mais difícil cumprir as metas de rentabilidade e forçou a diversificação dos investimentos. O Postalis teve rentabilidade de 7% em 2012, abaixo da meta (12,6%) e abaixo dos 15% da média do setor.

Também presente ao encontro, o presidente do Postalis, Antônio Carlos Conquista, foi questionado por um participante sobre o porquê de "colocar todos os ovos em uma cesta só", referindo-se às empresas X.

Conquista respondeu que as ações do grupo EBX subiram muito em 2010 e 2011. "As escolhas do passado eram as melhores. Não tenho dúvidas de que vocês fariam o mesmo", afirmou.

Ele disse acreditar na recuperação das empresas por causa da possibilidade de entrada de sócios estrangeiros ou até de uma ajuda do BNDES. "Seguramente vão subir de novo, porque está vindo uma série de ajustes. Está sendo vendida para grupo estrangeiro, entra BNDES no meio", disse.

Essa reunião aconteceu no início do ano e estavam presentes cerca de cem pessoas. Na época, os executivos do Postalis foram até as regionais dos Correios explicar os motivos do deficit.

Procurado durante dois dias, o Postalis não esclareceu o quanto dos R$ 698 milhões de rombo foram provocados pela queda dos juros e quanto foram causados pelos investimentos no grupo EBX. Essa informação não está disponível em seu balanço na internet. A Globalprev não retornou as ligações.

O fundo informou que investe 7,98% do patrimônio em ações -o equivalente a R$ 613 milhões. E que as empresas X representam hoje 1,66% do total -ou R$ 127,5 milhões. A termelétrica MPX é a maior aposta (1,33%).

Ou seja, 20,8% dos investimentos em ações estão nas empresas de Eike. Esse porcentual pode ter sido mais alto, dada a queda das empresas X na Bolsa.

O Postalis diz que começou a investir no grupo EBX em setembro de 2011, mas não revelou quanto aplicou. Desse período até agora, a ação da MPX, a melhor empresa do grupo, caiu 27%, para R$ 7,11.

Os funcionários estão preocupados com o deficit do Postalis. "O fundo é o nosso futuro e não concordamos que seja investido em sonhos, como as empresas do Eike Batista", disse Luiz Alberto Menezes Barreto, presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap).

A Adcap enviou carta ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, presidente do conselho de administração dos Correios, pedindo que "atue com urgência para corrigir os rumos" do Postalis.

Em nota, o ministério disse que "tomou conhecimento do assunto por meio de auditoria realizada pelos Correios" e determinou "o encaminhamento de informações" para "orientação sobre possíveis providências".

Não há dados públicos sobre a performance dos investimentos do Postalis em 2013. O fundo informou que mantém ações do grupo EBX, porque "são investimentos de longo prazo".

terça-feira, 2 de julho de 2013

ADEUS APOSENTADORIA!

SERÁ O "EIKE BATISTA", QUE ESTÁ APLICANDO O DINHEIRO DO FUNDO DE PREVIDÊNCIA DO GUARUJÁ!
CASO A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS DO GUARUJÁ PREVIDÊNCIA CONTINUE COM ESSES NÚMEROS FANTÁSTICOS, OS FUTUROS APOSENTADOS DA PREFEITURA VÃO COMER NO BOM PRATO, TRATAR DA SAÚDE NO DA PAM-RODOVIÁRIA, VIAJAR NOS MERCEDEZ BENZ DA TRANSLITORAL E TENTAR CONSEGUIR REMÉDIOS NA FARMÁCIA POPULAR DA VILA JULIA.


SERÁ QUE OS GÊNIOS DA GUARUJÁ PREVIDÊNCIA, QUE GERENCIAM A POLÍTICA DE APLICAÇÕES DA APOSENTADORIA DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS JÁ OUVIRAM FALAR DE TÍTULOS DO TESOURO NACIONAL E CADERNETA DE POUPANÇA?

terça-feira, 21 de maio de 2013

DONOS DE PORTOS FINANCIARAM POLÍTICOS!

DONOS DE PORTOS FINANCIARAM POLÍTICOS!
GRUPO DE 28 EMPRESAS E FAMÍLIAS QUE EXPLORAM PORTOS NO BRASIL INJETOU PELO MENOS R$ 121,5 MILHÕES EM CAMPANHAS ELEITORAIS.


Um grupo de 28 empresas e famílias que exploram portos no Brasil injetou pelo menos R$ 121,5 milhões em campanhas eleitorais e na direção de partidos políticos em apenas três anos, de 2010 a 2012.

As empresas tinham interesses diversos na discussão da Medida Provisória dos Portos, proposta de alteração das regras do setor apresentada pelo governo Dilma no fim de 2012 e aprovada no Congresso na semana passada.

Parte dessas companhias defendia desde o início as alterações por acreditar que abririam espaço para novos negócios. Entre elas estão nomes como Odebrecht, Triunfo e o grupo de Eike Batista.

Do outro lado estavam companhias como Santos Brasil e Libra Holding, operadoras de terminais que temiam perder espaço. Nos bastidores, as empresas tentaram inserir mudanças no texto quando perceberam que a medida seria aprovada.

Duas entidades operaram o lobby no Congresso: a ABTP, dos terminais portuários, e Abratec, dos terminais de contêineres. Os presidentes da ABTP, Wilen Manteli, e da Abratec, Sérgio Salomão, estiveram no Congresso e conversaram com parlamentares ao longo da votação.

Outro nome do lobby empresarial foi Richard Klien, sócio do grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, na Santos Brasil. A empresa administra o maior terminal de contêineres do país e registrou no ano passado uma receita de R$ 1,3 bilhão.

A Folha apurou que, nos dias que antecederam a votação da MP, Klien manteve conversas com líderes políticos em Brasília. Procurada, a assessoria do empresário não havia confirmado nem negado a informação até a conclusão desta edição.

Klien e seus familiares doaram R$ 3,6 milhões como pessoas físicas. Desse total, metade foi para o comando nacional do PMDB. Klien é antigo apoiador do senador José Sarney (PMDB-AP).

O grupo empresarial sob controle de Dantas, que inclui o banco Opportunity e a Agropecuária Santa Bárbara, doou mais R$ 3,9 milhões, 97,4% dos quais para a Direção Nacional do PT.

O maior doador do setor de portos foi o grupo Odebrecht, com R$ 66 milhões. O PT recebeu 36% desse volume, seguido por PSDB (28,5%) e PMDB (22%).

A Libra Holdings direcionou 57,5% de suas doações para o PSB, partido do ministro Leônidas Cristino (Secretaria Especial de Portos).

O valor doado pelo setor de portos nesses três anos equivale a tudo o que foi arrecadado pelos prefeitos eleitos de 26 capitais em 2008, em valores nominais.

O setor de planos de saúde doou, no ano de 2010, R$ 11,8 milhões por meio de 48 empresas, segundo estudo de pesquisadores da UFRJ e da USP.

OUTRO LADO
O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, afirmou à Folha que as doações não ajudaram no diálogo com o Congresso sobre a Medida Provisória dos Portos.

Segundo ele, as empresas ou seus sócios fazem repasses aos partidos de forma independente, sem discutir com a associação. "As doações são feitas pelas empresas. Isso está fechado a sete chaves. Nem sei como a turma faz isso. É algo que nunca discutimos."

A Santos Brasil afirmou, por meio da assessoria, que "não faz lobby e nunca atuou para derrubar ou mudar a MP". A empresa disse que considerou a medida positiva e "está pronta para aproveitar as oportunidades de negócio criadas pelo novo modelo portuário".

A Odebrecht afirmou, também por meio da assessoria, que "faz suas doações em prol da democracia e do desenvolvimento econômico e social do país" e classificou a medida como "um marco histórico no esforço do país para superar os entraves ao nosso desenvolvimento".

O grupo Libra disse que as doações de campanha da empresa e de acionistas foram registradas e feitas "em função da identificação com programas dos partidos e relacionamentos de longo prazo".

A empresa afirmou que é favorável à medida em "todos os seus aspectos que estimulam os investimentos e aumentam a concorrência".

Fonte: Folha de São Paulo


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

DANIEL DANTAS E A MP DOS PORTOS!

DANIEL DANTAS E SANTOS BRASIL, DOIS TUMORES NO PORTO DE GUARUJÁ!
RESPONSÁVEL DIRETA PELO IMPACTO NO TRÁFEGO DE CAMINHÕES, SANTOS BRASIL OFERECE MUITO POUCO AO GUARUJÁ PELOS TRANSTORNOS QUE PRODUZ.


GOVERNO ATRIBUI A DANTAS REAÇÃO À MP DOS PORTOS
Segundo o Palácio do Planalto, o empresário baiano, que controla a Santos Brasil, concessionária do maior porto brasileiro, estaria articulando a reação da Força Sindical, do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), ao projeto que abre o setor portuário a novos projetos privados; guerra envolve interesses bilionários, de grupos como Odebrecht e EBX, de Eike Batista; em carta ao 247, assessoria do empresário informa que ele jamais manteve qualquer contato com a Força Sindical.
FONTE 247 - 10 DE FEVEREIRO DE 2013

Uma guerra que envolve interesses bilionários está prestes a ser deflagrada. Com a Medida Provisória 595, o governo federal abre o setor portuário a investidores privados. No entanto, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) lidera um movimento para que ela seja vetada, alegando que a presidente Dilma Rousseff estaria entregando o setor portuário a grandes interesses privados.

Na coluna Panorama Político, do Globo, que é a que tem maior acesso ao Palácio do Planalto, há uma informação relevante. Na nota de abertura, assinada pela jornalista Simone Iglesias, que substitui Ilimar Franco, em férias, informa-se que o governo teria enxergado as digitais do polêmico empresário Daniel Dantas, do Opportunity, na reação que vem sendo organizada pela Força Sindical à MP. "Os trabalhadores não vão aceitar as propostas e a partir do carnaval a ideia é termos um processo de manifestações e paralisações que podem ser curtas ou longas", disse Paulinho. "A Dilma está entregando os portos brasileiros para as grandes empresas. Em nenhum lugar do planeta é assim"

Dantas é um dos controladores da Santos Brasil, que administra o terminal de contêineres de Santos, o maior do Brasil. Trata-se de uma concessão, adquirida no processo de privatização, e seus interesses são antagônicos aos de grandes grupos privados, como Odebrecht e EBX, de Eike Batista, que pretendem operar portos públicos em São Paulo e no Rio de Janeiro, sem ter adquirido concessões.

Pela lei atual, terminais privados, como os da Odebrecht e de Eike, só poderiam operar carga própria – e não de terceiros (o que seria privilégio dos terminais públicos, concedidos à iniciativa privada). Depois da MP, não haveria mais distinção, o que tem o apoio da senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura. Ela diz que o novo modelo proposto na MP dos Portos representa um avanço, pois elimina a distinção entre movimentação de carga própria e carga de terceiros como elemento essencial à exploração das instalações portuárias autorizadas.

Em carta ao 247, a assessoria do grupo Opportunity informa que Dantas jamais manteve qualquer contato com a Força Sindical.


Leia, abaixo, a nota do Panorama Político:

Operação Daniel Dantas
          
O Planalto detectou as digitais de Daniel Dantas na reação contra a MP dos Portos. Controlador do Porto de Santos, Dantas teria articulado apoio da Força Sindical para alterar o projeto que quebra o monopólio dos concessionários de portos, abrindo o mercado. A medida atinge em cheio o empresário, assim como os trabalhadores de praticagem, ligados à central.