Mostrando postagens com marcador milionários. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador milionários. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de maio de 2014

A COPA 2014 E O DINHEIRO JOGADO FORA!

R$ 1.399.474,14
VOCÊ ESTÁ PRECISANDO DE UM PEDIATRA PARA AS CRIANÇAS? PROCUREM O Dr. DUÍNO E O Dr. MACEIÓ NO ESTÁDIO MUNICIPAL ANTONIO FERNANDES COM SEUS MODERNOS EQUIPAMENTOS ESPORTIVOS. 


QUANTAS AMBULÂNCIAS A CIDADE COMPRARIA COM ESSE DINHEIRO PREFEITA? O JURÍDICO DA PREFEITURA CONTINUARÁ A TRABALHAR PELOS CLUBES MILIONÁRIOS?

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

GUARUJÁ TEM CLUBE "VIP" EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL.

....ENQUANTO ISSO NA TERRA SEM LEI, OS MILIONÁRIOS CONTINUAM EM FESTA!
GUARUJÁ TEM CLUBE "VIP" EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL.


MORADORES DO SÍTIO SÃO PEDRO CONTROLAM ACESSO À PRAIA. CIDADÃOS AGUARDAM EM FILAS POR HORAS. ASSOCIADOS TÊM ESTACIONAMENTOS RESERVADOS.

Sem qualquer fiscalização, o loteamento de luxo São Pedro, em Guarujá, resolveu distorcer a lei municipal de microrregião urbana (criada em 1998, pelo então prefeito Maurici Mariano) e construiu uma espécie de clube ‘vip’ pé na areia, com direito a refeições e vista panorâmica para o mar, sem o incômodo de veranistas.

No domingo, dia 15, alertado por um veranista, o Diário do Litoral foi conferir e constatou verdadeiros absurdos no meio da reserva ambiental da Serra do Guararu, uma imensa área de Mata Atlântica, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

Conforme apurado, o clube é mantido pela Sociedade Amigos do Sítio São Pedro (Sampedro), formada por moradores de residências de alto padrão dentro do loteamento. Não é permitida a entrada de frequentadores da praia, nem mesmo crianças, que sequer podem comprar um sorvete, pois no clube não é aceito dinheiro — os valores são depositados pelos associados em uma conta mantida pela administração do lugar.

A Sampedro também privatiza a praia, colocando guarda-sóis sem os respectivos ocupantes, iniciativa já inibida nas praias da região pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), porém, em Guarujá, a determinação não vale. Há informações que o mesmo ocorre nos demais loteamentos da Pérola do Atlântico – Iporanga, Tijucopava e Itaguaí.

Portarias e Cachoeira
A restrição às praias cercadas pelos loteamentos de luxo de Guarujá foi alvo de uma série de reportagens do DL intitulada ‘Endinheirados’ - finalista do Prêmio Esso de Jornalismo 2012. As publicações constataram inúmeras medidas que visavam restringir a circulação de pessoas. A Reportagem chegou a ser perseguida por seguranças dos loteamentos.

Vale a pena ressaltar que a lei municipal que instituiu as microrregiões é clara com relação ao trânsito de pessoas: “os agentes (seguranças) não poderão impedir o ingresso de qualquer pessoa nas ruas e logradouros de uso comum do povo”. Porém, segundo reclamações de usuários das praias, a direção dos loteamentos justifica o controle de carros para impor restrições.

No São Pedro, para se chegar à praia a pé é necessário percorrer cinco quilômetros de subidas e descidas, controladas por câmeras de monitoramento que, segundo placa afixada na portaria, “as imagens são confidenciais e protegidas”, não se sabe por quem. Para os proprietários e amigos, a administração do condomínio disponibiliza transporte por intermédio de vans.

 O estacionamento possui 90 vagas, que quase sempre estão lotadas. No entanto, domingo passado, a Reportagem descobriu que a administração do suposto condomínio reserva vagas para proprietários, enquanto enormes filas se formam na portaria, que impedem até o acesso da imprensa. O DL teve que esperar 1h40 minutos para acessar a praia.

Outra situação constrangedora: os veranistas que conseguem entrar de carro têm tempo limitado para tomar banho na cachoeira existente no São Pedro. Um segurança se posiciona num pequeno acostamento da estrada com capacidade para cinco carros, em frente ao bem natural, permitindo a permanência do carro por apenas 15 minutos.

Autoridades não conseguem se impor
Conforme a reportagem 'Ministério Público quer praias livres em Guarujá' publicada ontem (22), o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com recurso especial extraordinário, dentro da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), visando extinguir a lei que permite que os loteamentos de luxo continuem impondo regras nas praias de Guarujá.

Em julho, o coordenador do escritório regional da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Sérgio Martins de Assis, disse que pretendia acionar a Justiça para obrigar a Prefeitura de Guarujá a abrir acessos às praias, permitindo que o cidadão comum possa desfrutar de bens públicos, conforme preconiza a Constituição Brasileira. Mas até hoje isso não ocorreu.

“Os loteamentos não têm autoridade para fazer o controle e nem têm poder de polícia. Só o poder público pode estabelecer regras para o ingresso em locais de preservação. Neste sentido, é a Prefeitura de Guarujá que tem que assumir o controle, pois as praias são bens públicos”, disse Martins na ocasião.

A Prefeitura havia garantido que os agentes públicos (guardas municipais) iriam passar a atuar nas praias e no entorno delas. As portarias, por exemplo, primeiros obstáculos que limitam o ingresso, sairiam do controle dos loteamentos e passariam a ser administradas pela Guarda Municipal. A Administração Municipal também teria que implantar o estacionamento regulamentado nas praias. Mas até agora nada.

A Prefeitura ainda teria prometido estudar uma forma de facilitar o acesso das pessoas, que poderiam ficar nas praias o tempo que quiserem e não no período das 9 às 17 horas, como os condomínios insistem em estabelecer. A Reportagem apurou que um surfista, que se recusou a sair do mar após o horário, no São Pedro, ficou por um período impedido de frequentar a praia.

Vai verificar
Sobre as questões restritas ao São Pedro, a Prefeitura desconhecia a existência do clube pé na areia, mas resume garantindo que a Secretaria de Infraestrutura e Obras fiscaliza novas construções e modificações em edificações em toda a Cidade. “No Sítio São Pedro, as mesmas obras são vistoriadas tanto pela fiscalização de obras quanto de meio ambiente”, afirma em nota, ressaltando que a Diretoria de Fiscalização de Obras e Posturas vai fiscalizar a colocação de guarda-sóis.

Em relação aos estacionamentos, a Diretoria de Trânsito informa que há um estudo para a implantação de zona azul para toda a extensão das praias da Serra do Guararu, porém, ainda sem previsão de execução.

SPU
Sérgio Martins, da SPU, afirma que aguarda posicionamento da Prefeitura com relação ao estacionamento. Ele desconhece o clube e que uma vistoria à edificação só poderá ser realizada em janeiro, “tendo em vista férias e contingenciamento do orçamento em relação a despesas”, disse em nota, alertando que as situações restantes são de competência do Município.

A Reportagem tentou entrar em contato com a administração do “condomínio” São Pedro e com o representante da Sampedro, que nem no domingo, nem durante a semana passada, se mostrou interessado em se manifestar a respeito do assunto.

Fonte: Diário do Litoral

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

PLAYGROUND DE BACANAS!

ESTA OBRA DA PREFEITA NINGUÉM VAI DIVULGAR ATÉ AS ELEIÇÕES!
DIVERSOS CANDIDATOS DENUNCIAM A ISENÇÃO DO IPTU AOS HOTÉIS E AO IATE CLUBE DE SANTOS, A DISNEYLÂNDIA DOS MILIONÁRIOS EM GUARUJÁ!


CONHEÇA UM POUCO MAIS A DISNEYLÂNDIA DOS MILIONÁRIOS BRASILEIROS.


Iate Clube de Santos, no Guarujá, é o playground dos bacanas.
Com frota de 300 barcos avaliada em 1 bilhão de reais, principal sede do ICS reúne 150 sócios a cada fim de semana.
Revista Veja - João Batista Jr. | 02/02/2011


Para se tornar sócio do principal clube náutico do país, é preciso desembolsar 102.000 reais, entre título e transferência. A mensalidade varia, numa prova de que tamanho é documento. O dono de uma embarcação de 80 pés paga 4.000 reais mensais, enquanto manter uma lancha de 18 pés sai por 600 reais. Há também gasto com marinheiro. Cada embarcação precisa de pelo menos um, cujo salário oscila de 1.800 a 3.000 reais. Isso sem falar nas despesas com mecânicos, combustível, limpeza... O seguro, por exemplo, varia de 1,5% a 2% sobre o valor total do barco.

Festejado como a estação das férias escolares, das temperaturas altas e dos corpos à mostra, o verão também é — para um seleto grupo de milionários amantes de iates — o momento de exibir seus possantes no litoral. É quando o casal de advogados paulistanos Rosana e Mário Sérgio de Mello Ferreira dirige seu Porsche Boxster rumo ao Guarujá, a 86 quilômetros da capital. O destino é a maior sede do Iate Clube de Santos, de 125.000 metros quadrados, onde deixam ancorada sua lancha italiana Cranchi, de 34 pés — cada pé equivale a 30,48 centímetros, ou seja, 10 pés são cerca de 3 metros.



As lanchas costumam ser divididas em três categorias: pequenas (até 25 pés), médias (de 26 a 55 pés) e grandes (acima de 56 pés). Com dois quartos, a máquina do casal é avaliada em 1,5 milhão de reais. Ela fica estacionada ao lado de outros 300 barcos, propriedade de famílias tradicionais como Safra, Setubal e Ermírio de Moraes. São espécies de apartamentos de luxo feitos para deslizar no mar e permanecer em atividade por até quarenta anos. “Este é o nosso paraíso na terra”, diz Ferreira, sócio da entidade há quinze anos.

Em média, 150 pessoas frequentam o clube nos fins de semana de verão — o dobro do restante do ano. “Aqui posso usar meus relógios sem me preocupar com segurança.” Inaugurada em 1947, a unidade do Guarujá conta com três quadras de tênis, piscina, salão de festas, bar, restaurante, heliponto e um prédio com 64 apartamentos, exclusivo para os 700 sócios. Por comodidade, Ferreira adquiriu dois deles. Da sua varanda, admira um mar de barcos, que juntos somam cerca de 1 bilhão de reais. “É a nossa Monte Carlo”, compara, em referência à capital de Mônaco.



O empresário Arnaldo Diniz Filho, 30 anos, da família fundadora do Grupo Pão de Açúcar, prefere dormir em sua lancha italiana. Arnaldinho, como é conhecido, frequenta o Iate Clube desde pititico. “Minha família adora navegação”, diz. Ele organiza passeios com os amigos nas redondezas de Ilhabela. Simpático, o rapaz só tira o sorriso do rosto quando perguntado sobre o valor de seu tesouro de 68 pés. Qualquer entendido no assunto, entretanto, sabe que o barco não custa menos que 6 milhões de reais.

As lanchas geralmente são batizadas com nome feminino. Muitos proprietários homenageiam uma filha. Evita-se dar o nome da mulher por uma razão prática: caso o casamento vá para o brejo, não haverá dor de cabeça extra para atualizar a documentação.



O culto aos barcos não é um clube do Bolinha. Sócia há 25 anos, a arquiteta Bya Barros é habituée do lugar. Como está sem um brinquedinho para chamar de seu, atualmente ela pega carona na embarcação dos amigos. “A cada dia visito uma praia diferente”, diz.


Dono do centro hípico Helvetia Riding Center, em Indaiatuba, o empresário Milton Minello trocou de barco há duas semanas: vendeu um de 36 pés, ano 1986, cujo primeiro proprietário foi o piloto Ayrton Senna, para comprar outro de 52 pés, fabricado em 2006. Tem três quartos e duas espreguiçadeiras na proa para tomar sol. “Não é lindo esse meu barco?”, pergunta ele, já sabendo a resposta. “Será minha nova sala de reunião.” Minello costuma fechar negócios enquanto desbrava baías, ilhas e praias do litoral paulista. “Meus clientes estrangeiros ficam malucos com nossa paisagem.” 


“Esse mercado está em ebulição”, afirma Oswaldo Dores, representante do estaleiro italiano Azimut. Ele vendeu 85 unidades da marca em 2010, dezessete a mais do que em 2009. “Encomendei recentemente cinco modelos que custam 15 milhões de reais cada um”, conta. Detalhe: Dores desfila pela costa a bordo de uma lancha de outra fabricante, a americana Wellcraft. Tem 40 pés. “Adoro fazer passeios noturnos”, diz sua mulher, a dona de casa Nancy Fátima de Jesus. “Há locais onde é possível ver o reflexo das estrelas.” 


Além do transporte entre a terra firme e a água, os barqueiros temem assaltos de piratas em busca de aparelhos eletrônicos, bebidas e joias. Não há números oficiais sobre corsários, mas Genivaldo Alves Costa, gerente do ICS do Guarujá, estima que dez sócios tenham sido assaltados em 2010. Eles foram abordados por pequenos botes de alumínio, que conseguem fugir pela água com boa velocidade.

“Temos sistema de rádio e ninguém sai a passeio sem ao menos um marinheiro”, diz Berardino Antonio Fanganiello, comodoro da entidade há quatro gestões. Ele capitaneou a expansão do Iate Clube de Santos. Além de comprar as sedes do Guarujá e de Angra dos Reis, adquiriu as de Paraty, em 2003, Ilhabela, em 2005, e São Paulo, em 2008. Localizada em Higienópolis, essa última passará por uma reforma orçada em 12,2 milhões de reais. “Precisamos tratar bem o nosso público, que é muito exigente.