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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

PREFEITA ANTONIETA, A CASA CAIU DE VEZ !

SECRETÁRIO-ADJUNTO DE SAÚDE DE SÃO PAULO TEM SÓCIO LIGADO A ORGANIZAÇÃO INDICIADA POR FRAUDE
ADJUNTO DE DAVID UIP DIVIDE EMPRESA COM MÉDICO LIGADO À SAS, ALVO DO MP NA OPERAÇÃO ATENAS POR SUSPEITA DE FRAUDAR HOSPITAL PÚBLICO EM ITAPETININGA; ORGANIZAÇÃO DE SAÚDE ATUAVA EM DIVERSAS CIDADES DE SP E OUTROS ESTADOS.


A participação num esquema fraudulento que teria desviado R$ 7,5 milhões apenas no Hospital Regional de Itapetininga levou ao indiciamento de 61 pessoas. O pedido foi feito em dezembro passado pelos promotores do núcleo Sorocaba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista. Concluída há dois meses, a chamada Operação Atenas investigou irregularidades praticadas pelo Sistema de Assistência Social e Saúde (SAS) e pelo o Instituto SAS – ambas empresas com status de Organização Social (OS) – na gestão do principal hospital da cidade, localizada a 170 quilômetros da capital. Uma verdadeira sangria de recursos, segundo os promotores.

As investigações começaram a partir das denúncias de Geraldo Miguel de Macedo, então secretário de Saúde de Itapetininga, sobre irregularidades na execução do contrato firmado entre o SAS e a prefeitura. Segundo o Ministério Público, embora sejam empresas separadas, ambas se confundem em uma única organização criminosa, que é administrada e comandada por Fábio Berti Carone.

Ainda conforme o Gaeco, a quadrilha tinha como objetivo a apropriação de recursos públicos destinados à área da saúde a partir da ação de lobistas, ao financiamento de campanhas de agentes políticos e ao pagamento de propina a funcionários públicos para direcionar contratos fraudulentos ao SAS.

O dinheiro seria desviado para os integrantes da quadrilha por meio de pagamento de notas fiscais “frias” ou superfaturadas, emitidas contra o SAS por empresas, na maioria das vezes registradas em nome dos integrantes do bando ou de seus parentes. As organizações atuavam ainda nos municípios paulistas de São Miguel Arcanjo, São Paulo, Araçariguama e Vargem Grande Paulista. Em Americana, outro município vítima dos supostos fraudadores, segundo o órgão investigador, o prefeito Diego de Nadai (PSDB) teria recebido R$ 100 mil de propinas.

Tudo isso seria mais um caso de exploração privada do dinheiro público. No entanto, a imoralidade do esquema pode ser ainda mais grave caso se confirme o envolvimento não apenas de gestores, políticos e empresários, como é comum nessas redes criminosas, mas também de empresas e pessoas com ligações na Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo – órgão governamental executivo responsável por buscar a qualidade de um serviço essencial e garantir atendimento digno à população.


A participação num esquema fraudulento que teria desviado R$ 7,5 milhões apenas no Hospital Regional de Itapetininga levou ao indiciamento de 61 pessoas. O pedido foi feito em dezembro passado pelos promotores do núcleo Sorocaba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista. Concluída há dois meses, a chamada Operação Atenas investigou irregularidades praticadas pelo Sistema de Assistência Social e Saúde (SAS) e pelo o Instituto SAS – ambas empresas com status de Organização Social (OS) – na gestão do principal hospital da cidade, localizada a 170 quilômetros da capital. Uma verdadeira sangria de recursos, segundo os promotores.

As investigações começaram a partir das denúncias de Geraldo Miguel de Macedo, então secretário de Saúde de Itapetininga, sobre irregularidades na execução do contrato firmado entre o SAS e a prefeitura. Segundo o Ministério Público, embora sejam empresas separadas, ambas se confundem em uma única organização criminosa, que é administrada e comandada por Fábio Berti Carone.

Ainda conforme o Gaeco, a quadrilha tinha como objetivo a apropriação de recursos públicos destinados à área da saúde a partir da ação de lobistas, ao financiamento de campanhas de agentes políticos e ao pagamento de propina a funcionários públicos para direcionar contratos fraudulentos ao SAS.

O dinheiro seria desviado para os integrantes da quadrilha por meio de pagamento de notas fiscais “frias” ou superfaturadas, emitidas contra o SAS por empresas, na maioria das vezes registradas em nome dos integrantes do bando ou de seus parentes. As organizações atuavam ainda nos municípios paulistas de São Miguel Arcanjo, São Paulo, Araçariguama e Vargem Grande Paulista. Em Americana, outro município vítima dos supostos fraudadores, segundo o órgão investigador, o prefeito Diego de Nadai (PSDB) teria recebido R$ 100 mil de propinas.

Tudo isso seria mais um caso de exploração privada do dinheiro público. No entanto, a imoralidade do esquema pode ser ainda mais grave caso se confirme o envolvimento não apenas de gestores, políticos e empresários, como é comum nessas redes criminosas, mas também de empresas e pessoas com ligações na Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo – órgão governamental executivo responsável por buscar a qualidade de um serviço essencial e garantir atendimento digno à população.


Outro indício está na reportagem de 21 de dezembro de 2012 do jornal Correio de Itapetininga, segundo a qual o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que apurava supostas irregularidades na SAS, apontava evidências de direcionamento de recursos e que as notas fiscais emitidas por essas quatro empresas de serviços médicos tinham a mesma caligrafia e a mesma agência bancária para pagamentos. E que as coincidências incluíam a impressão dos blocos de notas na mesma gráfica e a prestação de serviços praticamente exclusiva para a SAS.

De acordo com editais publicados no Diário Oficial de São Paulo, convocando sócios para uma assembleia, essas empresas têm como sócio-administrador o médico Mauro Hamilton Bignardi.

Sócio do secretário-adjunto
Mauro Hamilton Bignardi é também sócio de uma outra empresa, a BP Consultoria e Gestão Empresarial Ltda. Pelo contrato social, registrado em 1º de agosto de 2012 no 4° Tabelião de Notas de São Bernardo do Campo e em 10 de agosto de 2012 na Junta Comercial de São Paulo, ele detêm 50% do capital social. Os outros 50% são de seu sócio Wilson Modesto Pollara, que ocupa atualmente o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Saúde, o segundo posto mais importante da pasta, que tem como titular o secretário David Uip.

A BP Consultoria e Gestão Empresarial tem sede em São Bernardo do Campo, pode criar, manter, extinguir filiais ou sucursais em qualquer ponto do território nacional e tem como objeto social as atividades de assessoria e consultoria na área de saúde, orientação e assistência operacional para a gestão do negócio em matéria de planejamento, organização, reengenharia e controle orçamentário.


As ligações Pollara-Bignardi – ou Bignardi-Pollara, iniciais que batizam a empresa – se estendem ao litoral paulista. Ali eles já foram vistos em festas, como as do Iate Clube de Santos-Guarujá, retratadas pelo colunista social da imprensa local Welinton Andrade – da TV Unisantos e TV Guarujá. Segundo o colunista, ambos atuam no conselho administrativo do Hospital Santo Amaro.

Em 7 de janeiro passado, saiu no Diário Oficial do Guarujá que a prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB) nomeou Bignardi, que ocupa o posto de assessor técnico da Associação Santamarense de Beneficência do Guarujá (ASBG), mantenedora do hospital, como representante da entidade no Grupo de Trabalho Técnico de Revisão do Plano Operativo de Contratualização dos Serviços SUS com a prefeitura.

Em outubro de 2012, o Hospital Santo Amaro comprou o antigo Hospital Ana Costa, no distrito de Vicente de Carvalho, para instalar ali a unidade Santos Dumont. O negócio, segundo o HSA, foi viabilizado graças à participação de um grupo de empresários. Em entrevista à TV, conforme mostra o vídeo abaixo, falando em nome do HSA, Bignardi afirmou que a compra do antigo Ana Costa permitiria a oferta de 100 novos leitos para o SUS, que deveriam estar disponíveis a partir do primeiro trimestre de 2013. Mas, até agora, não há sequer sinais do início das obras.




Em novembro passado, o presidente da Câmara dos Vereadores do Guarujá, Marcelo Squassoni (PRB), assinou repasse de R$ 1,5 milhão proveniente do próprio orçamento da Casa para custear a conclusão da reforma da UTI e da maternidade do Hospital Santo Amaro, que vive em crise financeira. Squassoni argumentou que “trata-se de uma verba economizada ao longo do ano e que seria revertida em favor da população”. Segundo informe da Câmara, a decisão tinha sido tomada “durante reunião com o secretário-adjunto da Saúde do Estado, Wilson Pollara, e a prefeita Maria Antonieta de Brito”. Na ocasião, a chefe do Executivo e outros vereadores presentes haviam pedido “ajuda do estado para melhorar a estrutura do HSA, assim como para garantir a reabertura do Hospital Santos Dumont (antigo Hospital Ana Costa), em Vicente de Carvalho”.

No último dia 26 de janeiro, um domingo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou a liberação extra de R$ 108 mil mensais ao HSA, para custeio, o que corresponde a R$ 11,5 milhões por ano. Segundo o governo, o montante corresponde a 70% a mais que o repassado pelo SUS e a ajuda financeira integra o programa de auxílio às santas casas e hospitais filantrópicos do Estado de São Paulo.

Interesses privados
Não é de hoje que a Secretaria Estadual da Saúde de Alckmin tem à frente nomes ligados a interesses privados (da iniciativa privada) e particulares (nesse caso aos próprios interesses). Em agosto do ano passado, o blog O Escrevinhador, do jornalista Rodrigo Vianna, publicou o artigo “Sai Cerri, entra Uip: a saúde de Alckmin”. O autor do texto, o editor da Revista da Associação dos Docentes da USP (Adusp), Pedro Pomar, alertava sobre os conflitos de interesses envolvendo os ocupantes da pasta. Dois meses depois, Pomar acabou processado por calúnia pelo secretário, David Uip.

Segundo o artigo, há dúvidas sobre a destinação de recursos angariados em prol do Instituto Emílio Ribas, quando Uip era diretor, e a denúncia de atuação de médico de uma de suas empresas, a Sociedade de Consultoria e Assistência Médica David Everson Uip Ltda, que teria inclusive cobrado por serviços prestados no Instituto do Coração, na época em que era dirigido por Uip.

O suposto uso do hospital público para fins particulares acabou investigado pelo TCU. Um relatório do órgão fiscalizador, publicado em 2012, não é claro quanto à comprovação dos desvios. Mas, como elenca diversas irregularidades, pode ser prato cheio para uma ação civil pública, na visão de alguns advogados ouvidos pela reportagem.

Como Bignardi, o sócio de Pollara, Uip tem algumas empresas registradas no mesmo endereço, conforme a Receita Federal. É o caso da David Uip Prestserv s/C Ltda - ME, uma microempresa que tem como ramo principal atividade médica ambulatorial restrita a consultas e amplas atividades secundárias, como realização de procedimentos cirúrgicos, exames complementares, clínicas e residências geriátricas, assistência a deficientes físicos, a imunodeprimidos e convalescentes, apoio a pacientes com câncer e aids, fornecimento de infraestrutura de apoio e assistência a pacientes no domicílio e assistência psicossocial, entre outras.


O registro na Receita aponta que a Prestserv está localizada à Rua Vitor Costa, 275, sala 2, no Jardim da Saúde, São Paulo capital. A casa de alto padrão, como as da vizinhança, tem muros altos e uma grande janela voltada para a rua. Nada que lembre uma empresa ou escritório, exceto por um vidro preto ao lado do portão para entrada de carros, semelhante a uma guarita. O imóvel é também sede da Uip Indústria, Comércio e Prestação de Serviços em Construção Civil e Transportes Ltda e a Transportes Uip Ltda.
Outra do setor de cargas, a Transuip Transportes, Logística e Serviços Ltda, com sede em Itamarati de Minas (MG), terceiriza serviços. A empresa – que não tem site na internet, como as demais do médico-empresário – foi notícia em 19 de janeiro de 2012. Segundo a edição daquele dia do Jornal de Muriaé, 50 motoristas que prestavam serviço para a firma de São Paulo, transportando bauxita da mineradora CBA, decidiram paralisar suas atividades em Muriaé (MG), reivindicando melhorias no pagamento do frete.

O secretário tem ainda a empresa Uip Patrimonial S.A., sediada, como consta na Receita, à Rua Joel Jorge de Melo, 609, na Vila Mariana, zona sul da capital paulista. Como as demais, também não tem site na internet. Entre os objetivos da empresa está o apoio à pecuária, em especial o serviço de pulverização e controle de pragas agrícolas.

A reportagem encaminhou mensagem solicitando que o secretário de Estado da Saúde e seu adjunto se pronunciassem a respeito de informações e dúvidas aqui apontadas. Até o momento, a resposta encaminhada por meio da assessoria de imprensa é “que as denúncias são absolutamente falsas e serão respondidas na esfera judicial”.

Fonte: Cida de Oliveira, da Rede Brasil Atual

domingo, 2 de fevereiro de 2014

OS EXCESSOS DO GOVERNO BILI!

"QUEM DERA QUE TODAS AS COMPRAS EM SÃO VICENTE FOSSEM CONDENADAS PELOS EXCESSOS, MAS NÃO PELO DIRECIONAMENTO DOS ITENS É CLARO!"
O EXCESSO QUE RESULTOU NA REPROVAÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS E NA MULTA AO PREFEITO DE SÃO VICENTE, NÃO É O MESMO QUE ASSISTIMOS, POR EXEMPLO, NA CONTRATAÇÃO DOS SERVIÇOS DE OSCIP/OS SEM QUALQUER TIPO DE LICITAÇÃO.



sábado, 13 de abril de 2013

INSTITUTO CORPORE A CAÇA-NIQUEIS!

TAXA DE INSCRIÇÃO PARA TESTE SELETIVO PÚBLICO DE ORGANIZAÇÃO DE SAÚDE OU OSCIP, PRIVADA EM GUARUJÁ?
CONCURSADOS DA PREFEITURA DE GUARUJÁ GOSTARIAM DE SABER POR QUE NÃO SÃO EFETIVADOS APÓS PRESTAREM CONCURSO PÚBLICO.


OS INCONFIDENTES GOSTARIAM DE SABER QUANTOS PARENTES DE DIRETORES DA PREFEITURA ESTÃO PENDURADOS NA FOLHA DE PAGAMENTO DO INSTITUTO CORPORE EM GUARUJÁ? SERÁ QUE NÓS CONSEGUIMOS A LISTA?

terça-feira, 2 de abril de 2013

UM CABIDE DE EMPREGOS CHAMADO ISAMA!

O ISAMA ESTÁ A SERVIÇO DE QUEM EM SÃO VICENTE? DA POPULAÇÃO OU DO PT?
INSTITUTO COM UM CONTRATO EMERGENCIAL EM SÃO VICENTE É ACUSADO HÁ VÁRIOS ANOS DE SER UM CABIDE EMPREGOS DO PARTIDO DOS TRABALHADORES EM VÁRIAS CIDADES QUE SE INSTALA. NO GUARUJÁ NÓS TRABALHAMOS MUITO PARA ISTO NÃO ACONTECER.


Vereador de Porto Feliz, acusa Isama de “cabide de emprego"
Revista Viu - Porto Feliz

As discussões em torno da aprovação de verbas para a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Isama estão longe de um desfecho. Na sessão de segunda-feira, 25, o assunto tomou praticamente todo o tempo de debates. Vereadores de oposição e do governo trocaram farpas na tribuna, com o plenário lotado, a grande maioria de funcionários da Saúde, inclusive a diretora Cláudia Meirelles(foto ao lado).

Um dos discursos mais veementes foi do vereador José Geraldo Pacheco da Cunha Filho (o Gerão), do DEM, que acusou a Oscip Isama de ser “cabide de emprego” do governo do PT. Citou como exemplo o caso do José Mota, que foi contratado pela Isama. Há cerca três meses, o executivo tentou contratá-lo para cargo de confiança, mas seu nome foi rejeitado pela Câmara em razão da Lei Anti-Nepotismo, de autoria do próprio Gerão. José Motta é tio do vice-prefeito Luis Gustavo Motta Pompeu da Silva. “Isso é um absurdo. O Isama virou cabide de empregos do PT”, disparou o vereador, destacando que há vários parentes de vereador ligados ao governo empregados pela Oscip.

O vereador também comparou as verbas gastas com Recursos Humanos da Santa Casa, R$ 129.557,03, e da Oscip Isama, R$ 150.852,20. “Que brincadeira é essa. A Santa Casa trabalha 24 horas por dia, de segunda a segunda. E o Isama, trabalha de que horas a que horas? Cadê a transparência? Onde está sendo usado o dinheiro do nosso povo. Isso é um absurdo”, questionou o vereador, afirmando que só aprovará as verbas do Isama se forem apresentado os holerites de todos os funcionários. A plenária, formada na sua maioria por funcionários da saúde, gargalhou.

O vereador José Paifer “Mumu” Menk (PSDB) também criticou a falta de transparência das verbas repassadas ao Isama, cerca de R$ 2 milhões. Segundo ele, se a prefeitura separasse os dois projetos, os recursos destinados à compra de equipamentos seriam liberados sem maiores problemas. “Queremos saber para onde está indo o dinheiro. Não vamos aprovar sem antes analisar com atenção”, justificou.

BASE ALIADA – Os vereadores da base do governo, por sua vez, tentaram pressionar a presidência da mesa a colocar o projeto em votação. Chegaram a pedir 30 minutos de recesso, mas o pedido foi negado. A presidente Maria Tereza de Moraes sugeriu uma reunião com a diretoria de Saúde, ainda nesta terça-feira, para depois colocar o projeto em votação.

O vereador Minguel Arcanjo (PT) tentou justificar o pedido de “urgência especial” para a votação do projeto e pediu um “voto de confiança”, já que o projeto havia sido entregue em cima da hora. Roberto Brandão (PT) chegou a dizer que “não era relevante saber que tipo de equipamentos a prefeitura estava comprando, uma vez que são dados técnicos, mas sim que estava comprando. “Tem vereador querendo engessar a prefeitura”, criticou. Os vereadores Nando Cesar (PR) e Valter de Lara também ocuparam a tribuna para defender o repasse de verbas para a Oscip.

A reunião entre vereadores e diretora de Saúde, Claudia Meirelles, que acompanhou a plenária ao lado de funcionários na Saúde, não tem data definida. O projeto de repasse de verbas voltará a ser reapresentado na próxima sessão, dia 5 de setembro.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

OSCIP ou OS, MP RESPONDA!

MAIS UMA DENUNCIA CONTRA A CAÓTICA SAÚDE GUARUJÁ!
INSTITUTO CORPORE, UMA OSCIP PODE ATUAR NA SAÚDE PÚBLICA DE GUARUJÁ?



Uma OSCIP pode atuar na saúde para determinadas situações, especificadas em lei, porém não pode atuar quando o objeto de uma possível parceria é a publicização (Transferência da gestão de serviços públicos para entidades públicas não-estatais que o poder executivo passa a subsidiar) dos serviços.


Conceituando sucintamente o Terceiro Setor, sob a luz de teóricos do assunto temos:


“Terceiro Setor é um elo de ligação entre o Primeiro e o Segundo Setor, composto de pessoas jurídicas de direito privado com finalidades filantrópicas, sem fins lucrativos, suprindo carências e necessidades do Estado na promoção dos direitos previstos em sua Constituição e nos demais dispositivos legais com relação à prestação de serviços públicos”.


Mas, o que seriam esses setores?


Primeiro Setor – Estado, Segundo Setor - Mercado e Terceiro Setor - Sociedade Civil.


A lei das OS`s, Lei Federal nº 9.637/98, criada pelo Plano de Reforma do próprio governo federal, buscou o atendimento da necessidade de publicização de universidades, hospitais, centros de pesquisa, bibliotecas e museus da administração estatal. No fundo, foi uma ação que procurou obter maior eficiência dos serviços públicos através de uma privatização menos burocrática, onde a entidade deveria ser titulada como OS por ato discricionário e em função de um contrato de gestão já previamente acordado.1,3,4


Já o projeto elaborado pelo Conselho da Comunidade Solidária que culminou com a promulgação da Lei Federal nº 9790/99, a chamada lei das OSCIP`s, foi uma tentativa de ordenação regulatória e organizacional das entidades sem fins lucrativos que empreendiam ações junto aos órgãos públicos. Além do combate à desordem que pairava no setor, o objetivo era empreender uma série de procedimentos menos burocráticos para o estabelecimento de relações dos entes públicos com entidades privadas para os serviços e propostas não contempladas na Lei das OS`s.1,2


Enquanto uma OS recebe uma atividade pública para administrar, através de um Contrato de Gestão previamente firmado, uma OSCIP leva um projeto novo, contemplando uma determinada atividade não executada ou não explorada para a esfera pública, através de um Termo de Parceria firmado para a execução desse projeto.


Sob esta ótica, podemos concluir que uma OSCIP pode atuar na saúde, desde que leve um projeto inovador ou de atividade não explorada para o ente público, num projeto de prazo finito estabelecido, e entregue as atividades inerentes, após o término de sua implantação, ao ente público que pode optar por dar continuidade através de recursos próprios ou publicizar para uma OS.


Corroborando com esta conclusão, verificamos, na própria lei das OSCIP`s, algumas finalidades relacionadas diretamente ou indiretamente à saúde pública, estabelecidas para atuação das mesmas junto à esfera pública: promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata esta Lei; promoção da segurança alimentar e nutricional; promoção do voluntariado; experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comércio, emprego e crédito; promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais; e estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas nos itens anteriores.


Por: Wagner Kimura

POR FAVOR,SOCORRAM OS COFRES DO GUARUJÁ - R$ 25.382.484,00
OS INCONFIDENTES VÃO PUBLICAR NOS PRÓXIMOS DIAS O  CURRICULUM, OU MELHOR A FICHA CORRIDA DO INSTITUTO CORPORE VIU ROSINHAAAAAAAA!


MINISTÉRIO PÚBLICO IMPEDE CONTRATAÇÃO MILIONÁRIA DA O.S INSTITUTO CORPORE.
COM PROBLEMAS EM VÁRIAS CIDADES DO PAÍS, MP IMPEDE MAIS UM ENORME ROMBO NOS COFRES PÚBLICOS DE GUARUJÁ E SERVIÇOS PRECÁRIOS À POPULAÇÃO.


Limitar impede contratação de empresa para Saúde da Família
Simone Queirós - Jornal A Tribuna


O juiz Rodrigo Barbosa Sales, da 2ª Vara de Guarujá, concedeu liminar (decisão provisória) suspendendo o processo de contratação da Organização Social (OS) que ficará à frente do Programa de Saúde da Família no Município. A Prefeitura publicou na última sexta-feira o extrato do termo de contrato com o Instituto Corpore para o Desenvolvimento da Qualidade de Vida, que ganhou a convocação pública no valor de R$ 25,3 milhões.


A suspensão não traz consequências ao programa, uma vez que a OS ainda não estava atuando na Cidade. A decisão do juiz é fruto de um pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que constatou que o Governo lançou o edital sem observar várias cláusulas que constam no Termo de Compromisso firmado em 14 de janeiro de 2011 entre os dois órgãos.


O então promotor de Defesa do Patrimônio Público de Guarujá, André Luiz dos Santos – hoje no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – elaborou na época um documento com dez cláusulas para garantir a confiabilidade da OS e a fixação de mecanismos de controle do uso de dinheiro público, com ênfase à transparência.


Porém, em uma comparação entre o Termo de Compromisso e o edital de convocação, a Promotoria constatou a falta de vários itens. Por exemplo, não poderia haver alteração do objeto de contratação ou aditamento do contrato de gestão sem prévio conhecimento do Ministério Público. Mas, no edital, não há menção à proibição de aditamento.


O termo prevê ainda cronograma de desembolso e previsão de início e fim dos serviços, bem como da conclusão das etapas ou fases programadas. Já na convocação pública, consta apenas limite máximo para custeio e formas de pagamento, que não detalham quanto será pago em cada etapa.


O documento feito pelo MPE pede também a entrega de relatórios mensais até o dia 30 de cada mês, enquanto a Prefeitura estipula que seja até o dia 15 do mês subsequente. O Termo de Compromisso ainda determina que a entidade fixe, dentro do plano de trabalho, um padrão de remuneração do pessoal necessário para a correta execução do objeto, o que não consta no edital. Há ainda vários outros itens que foram ignorados.


Diante disso, a promotora Renata Cristina de Oliveira, que substituiu André Luiz, propôs uma execução para obrigar o Município a só contratar nos termos do que acordou com o MPE, pedindo a liminar para suspensão da contratação. O juiz deu então prazo de 60 dias para a adequação e publicação de novo edital, em acordo com o termo de ajustamento pactuado, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil.

Recomendação
Em fevereiro do ano passado o promotor André Luiz dos Santos já tinha feito uma recomendação à Prefeitura justamente pela falta, no edital, de alguns itens acordados no Termo de Compromisso. Na ocasião, a Prefeitura suspendeu a convocação para atender ao MPE.


O secretário de Saúde de Guarujá, Cássio Rosinha, disse à época que, com a readequação do edital, a expectativa era que até o final de março a entidade vencedora estivesse definida.


Mas o processo demorou bem mais. Em 28 de outubro do ano passado foi publicada no Diário Oficial a Convocação Pública 02/2012, que teve como objeto “processo seletivo destinado a firmar parceria com Organizações Sociais, mediante celebração de contrato de gestão, para gerenciamento, operacionalização e execução das ações e serviços de saúde, dos equipamentos destinados à Estratégia de Saúde da Família”.


Depois de fase de recursos, cujo resultado foi publicado em 18 de fevereiro, o Instituto Corpore tornou-se habilitado. Com isso, no último dia 13 foi firmado o extrato de termo de contrato com a OS.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO IMPEDIU!

MINISTÉRIO PÚBLICO IMPEDE CONTRATAÇÃO MILIONÁRIA DA O.S INSTITUTO CORPORE.
COM PROBLEMAS EM VÁRIAS CIDADES DO PAÍS, MP IMPEDE MAIS UM ENORME ROMBO NOS COFRES PÚBLICOS DE GUARUJÁ E SERVIÇOS PRECÁRIOS À POPULAÇÃO


Limitar impede contratação de empresa para Saúde da Família
Simone Queirós - Jornal A Tribuna

O juiz Rodrigo Barbosa Sales, da 2ª Vara de Guarujá, concedeu liminar (decisão provisória) suspendendo o processo de contratação da Organização Social (OS) que ficará à frente do Programa de Saúde da Família no Município. A Prefeitura publicou na última sexta-feira o extrato do termo de contrato com o Instituto Corpore para o Desenvolvimento da Qualidade de Vida, que ganhou a convocação pública no valor de R$ 25,3 milhões.

A suspensão não traz consequências ao programa, uma vez que a OS ainda não estava atuando na Cidade. A decisão do juiz é fruto de um pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que constatou que o Governo lançou o edital sem observar várias cláusulas que constam no Termo de Compromisso firmado em 14 de janeiro de 2011 entre os dois órgãos.

Origem

O então promotor de Defesa do Patrimônio Público de Guarujá, André Luiz dos Santos – hoje no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – elaborou na época um documento com dez cláusulas para garantir a confiabilidade da OS e a fixação de mecanismos de controle do uso de dinheiro público, com ênfase à transparência.

Porém, em uma comparação entre o Termo de Compromisso e o edital de convocação, a Promotoria constatou a falta de vários itens. Por exemplo, não poderia haver alteração do objeto de contratação ou aditamento do contrato de gestão sem prévio conhecimento do Ministério Público. Mas, no edital, não há menção à proibição de aditamento.

O termo prevê ainda cronograma de desembolso e previsão de início e fim dos serviços, bem como da conclusão das etapas ou fases programadas. Já na convocação pública, consta apenas limite máximo para custeio e formas de pagamento, que não detalham quanto será pago em cada etapa.

O documento feito pelo MPE pede também a entrega de relatórios mensais até o dia 30 de cada mês, enquanto a Prefeitura estipula que seja até o dia 15 do mês subsequente. O Termo de Compromisso ainda determina que a entidade fixe, dentro do plano de trabalho, um padrão de remuneração do pessoal necessário para a correta execução do objeto, o que não consta no edital. Há ainda vários outros itens que foram ignorados.

Diante disso, a promotora Renata Cristina de Oliveira, que substituiu André Luiz, propôs uma execução para obrigar o Município a só contratar nos termos do que acordou com o MPE, pedindo a liminar para suspensão da contratação. O juiz deu então prazo de 60 dias para a adequação e publicação de novo edital, em acordo com o termo de ajustamento pactuado, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil.

Recomendação

Em fevereiro do ano passado o promotor André Luiz dos Santos já tinha feito uma recomendação à Prefeitura justamente pela falta, no edital, de alguns itens acordados no Termo de Compromisso. Na ocasião, a Prefeitura suspendeu a convocação para atender ao MPE.

O secretário de Saúde de Guarujá, Cássio Rosinha, disse à época que, com a readequação do edital, a expectativa era que até o final de março a entidade vencedora estivesse definida.

Mas o processo demorou bem mais. Em 28 de outubro do ano passado foi publicada no Diário Oficial a Convocação Pública 02/2012, que teve como objeto “processo seletivo destinado a firmar parceria com Organizações Sociais, mediante celebração de contrato de gestão, para gerenciamento, operacionalização e execução das ações e serviços de saúde, dos equipamentos destinados à Estratégia de Saúde da Família”. 

Depois de fase de recursos, cujo resultado foi publicado em 18 de fevereiro, o Instituto Corpore tornou-se habilitado. Com isso, no último dia 13 foi firmado o extrato de termo de contrato com a OS.

terça-feira, 5 de abril de 2011

SAÚDE É COISA SÉRIA 2!

MINISTÉRIO PÚBLICO: SAÚDE É COISA SÉRIA PARTE 2!
MP abre ação contra ex-Secretário de Saúde de Serra e Prefeitura de Guarujá Contrata....


clique na foto p/ ampliar


A notícia é do site do Ministério Público do Estado de São Paulo (www.mp.sp.gov.br): a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos propôs ação pública contra Luiz Roberto Barradas Barata, secretário de Saude do governo José Serra (está no cargo desde a gestão Geraldo Alckmin). Motivo: o "desmantelamento dos serviços laboratoriais" de uma unidade pública de saúde, entregue a uma ONG que também é alvo da ação. Veja o que diz o site do MP-SP:


Promotoria de Justiça de Direitos Humanos - área da saúde pública, do Ministério Público do Estado de São Paulo, propôs nessa quinta-feira (29) ação civil pública contra o estado de São Paulo; a OSS Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina; o secretário de estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e o ex-diretor presidente da SPDM, Ulysses Fagundes Neto.


Na ação, os promotores de Justiça Anna Trotta Yaryd, Ana Lúcia Menezes Vieira e Arthur Pinto Filho pedem que a Justiça declare a ilegalidade e conseqüente nulidade do contrato de gestão celebrado em abril de 2007 entre o Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Saúde, e a OSS/ Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina para a implantação, operacionalização da gestão e realização de exames laboratoriais no Centro Estadual de Análises Clínicas da Zona Leste (Ceac Zona Leste). 


Além disso, a ação busca responsabilizar os contratantes, o secretário estadual de Saúde, Luiz Barradas Barata, e Ulysses Fagundes Neto, à época diretor presidente da Organização Social de Saúde APDM, por ato de improbidade administrativa, assim como ressarcir o erário dos danos causados aos cofres públicos.


A ação é resultado de inquérito civil instaurado na Promotoria em setembro do ano passado. O inquérito apurou que, um mês após a criação do Ceac-Zona Leste, o Estado transferiu a gestão integral da unidade pública para a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, dando início ao desmantelamento dos serviços laboratoriais que existiam na rede pública. Mas um dia antes da assinatura do contrato de gestão, a Associação Paulista transferiu a totalidade do objeto contratado à Associação Fundo de Incentivo à Psicofarmacologia (AFIP), que não é qualificada como OSS e que somente poderia ser contratada mediante prévia licitação.


Para os promotores, essa subcontratação é ilegal, porque a lei de licitações não permite a transferência da totalidade dos serviços, não era prevista contratualmente e causou prejuízos ao erário, porque a OSS/SPDM, agindo como mera intermediária do negócio, sem realizar qualquer atividade ou serviço que pudesse justificar, reteve mensalmente 6% dos valores fixados no contrato de gestão para os exames realizados, uma vez que a AFIP, ao ser contratada pela SPDM ofereceudesconto de 6% para a realização dos exames. Além disso, o contrato de gestão foi firmado com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, que não era especializada na realização de exames laboratoriais, e não tinha capacitação própria para o serviço.


A ação pede, ainda, que a OSS/SPDM seja obrigada a realizar os exames laboratoriais pelo mesmo preço dos exames laboratoriais que vinham sendo realizados pela AFIP, ou seja, oferecendo 6% de desconto sobre o valor da contratação realizada com o poder público, e que o Estado seja obrigado a realizar nova contratação para prestação dos serviços laboratoriais, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil.