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domingo, 22 de março de 2015

NÃO DISQUE 190, LIGUE NUM DOS GRANDES RESTAURANTES DO GUARUJÁ.

PRECISA CHAMAR UMA VIATURA DA PM? NÃO DISQUE 190, LIGUE NUM DOS GRANDES RESTAURANTES DO GUARUJÁ, LÁ TEM VIATURAS DE PLANTÃO!
ROUBOS AUMENTAM, POLÍCIA PRENDE MENOS E QUADRILHA DE MENORES ARAMADOS ENTRE 13 À 17 ANOS ATERRORIZAM O PARQUE ENSEADA, JOÃO BATISTA JULIÃO, JARDIM VIRGINIA.


GUARUJÁ: A CHICAGO DO ATLÂNTICO!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

POLÍCIA PRENDE QUADRILHA SUSPEITA DE FRAUDAR VESTIBULARES COM RAMIFICAÇÕES EM GUARUJÁ!

POLÍCIA EM MG PRENDE QUADRILHA SUSPEITA DE FRAUDAR VESTIBULARES
'HEMOSTASE II' PRENDEU 33 PESSOAS EM BH, DURANTE A REALIZAÇÃO DE PROVA. INVESTIGAÇÃO TAMBÉM OCORRE EM TEÓFILO OTONI (MG) E NO GUARUJÁ (SP).


Uma quadrilha suspeita de venda de vagas em vestibulares foi presa em Belo Horizonte, conforme informou a Polícia Civil nesta segunda-feira (24). De acordo com a corporação, 33 pessoas foram detidas neste domingo (23), durante a realização do processo seletivo na Faculdade de Ciências Médicas, na capital mineira. Nesta manhã, equipes de investigadores fizeram diligências em outras duas cidades de Minas e São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, o trabalho de investigação já durava oito meses e desbaratou a organização criminosa especializada em fraudar vestibulares de medicina e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), especialmente com a venda de vagas a um custo que variava de R$ 70 mil a R$ 200 mil.  A corporação informou que foram apreendidos cadernos de provas do Enem, gabaritos e comprovantes de depósitos.

A operação, batizada de Hemostase II, tem a participação do Ministério Público de Minas Gerais. Os detidos foram conduzidos para a sede de uma promotoria em Belo Horizonte, no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul, onde prestam depoimento desde a madrugada desta segunda (24). No fim da manhã, algumas pessoas começaram a ser liberadas.

"Com relação aos meus clientes, não serão soltos. Todos estão com prisão temporária decretada por cinco dias. Não se sabe se vai haver uma renovação deste pedido ou se vai haver prisão preventiva para um caso desses que são supostos chefe da situação", disse o advogado Délio Gandra, que representa os suspeitos de comandar o esquema.

Lúcio Adolfo, que defende cinco alunos detidos, diz que os clientes afirmam que não chegaram a usar o sistema de fraude. Todos eles, de acordo com o advogado, já foram liberados. Adolfo falou que três dos clientes foram soltos após pagamento de fiança. De acordo com o advogado, os outros não ficaram detidos por não ter sido encontrado nada que os incriminasse.

A polícia informou que o grupo detido inclui 11 integrantes da quadrilha e 22 candidatos que faziam a prova. A investigação aponta que a quadrilha era chefiada por dois mineiros: Áureo Moura Ferreira, que mora em Teófilo Otoni, e Carlos Roberto Leite Lobo, empresário que reside em Guarujá. Um policial civil de Governador Valadares, na Região Leste de Minas Gerais, também está preso.

Na casa de Ferreira, a polícia apreendeu dois carros e uma moto importados, aparelhos eletrônicos de escuta, computadores e documentos. "Nós encontramos aqui materiais envolvidos com a fraude, cadernos do Enem, uma grande quantidade de materiais que sinalizam para este tipo de fraude", disse o delegado Jeferson Botelho, que é superintendente de Investigação e Polícia Judiciária de Minas. Já no Guarujá, na casa de Lobo, foram apreendidos aparelhos de escuta e provas de vestibulares.

A polícia detalhou o modo como o grupo agia. Na fraude, pessoas faziam parte das provas rapidamente, saiam com os resultados das questões e repassavam para os candidatos compradores das vagas por meio de transmissão eletrônica. Os equipamentos incluíam micropontos eletrônicos e um moderno sistema de transmissão de dados, que teria sido adquirido por US$ 200 mil. Segundo a polícia, médicos residentes e professores universitários participavam do esquema.

A Polícia Civil informou também que os alunos podem responder por fraude. Já os suspeitos de integrar a quadrilha podem responder por organização criminosa, além de fraude.

A Faculdade de Ciências Médicas afirmou que, ao ser informada da suspeita pela Polícia Civil, deu abertura para que a investigação prosseguisse. Ainda segundo a instituição, desde o início do processo seletivo neste domingo (23), havia policiais no campus e houve empenho para manter a integridade do vestibular. A faculdade afirma também que, até o momento, não houve prejuízo para o processo seletivo, não havendo motivo para o cancelamento. Os candidatos já identificados pela polícia vão ser excluídos, conforme previsão edital.

Hemostase I
Em dezembro de 2013, durante a Operação Hemostase I, a Polícia Civil já havia desarticulado uma quadrilha que fraudava vestibulares de medicina em instituições particulares. Na ocasião, 21 suspeitos – entre estudantes, médicos e empresários – foram presos e tiveram os bens bloqueados. Ao todo, segundo a corporação, 36 pessoas foram indiciadas. Como na época foram levantados indícios de fraude no Enem, o caso foi repassado para a Polícia Federal.



QUADRILHA FRAUDA VESTIBULARES NO PAÍS HÁ MAIS DE 20 ANOS, DIZ DELEGADO
33 PESSOAS FORAM PRESAS DURANTE VESTIBULAR EM BELO HORIZONTE. OPERAÇÃO APURA FRAUDE NO ENEM E EM PROVA DE FACULDADE DE MEDICINA.

O delegado da Polícia Civil Jeferson Botelho disse que a quadrilha presa neste domingo (23), durante o vestibular de medicina da Faculdade de Ciências Médicas em Belo Horizonte, atua há mais de 20 anos no país, praticando fraude em processos de seleção. A declaração foi dada nesta segunda-feira (24), em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Segundo o delegado, o grupo fraudou ainda o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012, 2013 e 2014.

Trinta e três pessoas foram detidas pela Polícia Civil na Operação Hemostase II, durante o processo seletivo da Faculdade de Ciências Médicas, na capital mineira, no domingo (23). Investigadores ainda fizeram diligências em Teófilo Otoni, no Vale de Mucuri, e em Governador Valadares, no Leste de Minas, além da cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo. A investigação é feita há oito meses. A quadrilha é suspeita de vender resultados de provas do Enem e do processo seletivo da faculdade de medicina para candidatos através de micropontos eletrônicos e um moderno sistema de transmissão de dados.

De acordo com o delegado Antônio Júnior Dutra Prado, coordenador do Grupo de Combate às Organizações Criminosas da Polícia Civil, que atua junto ao Ministério Público de Minas Gerais, a quadrilha tem, entre seus membros, especialistas em várias áreas de conhecimento, que eram usados para fazerem as provas rapidamente, sair no tempo mínimo e passarem os resultados para os candidatos que ainda estavam participando dos exames. Segundo investigações da polícia, o grupo cobrava entre R$ 70 mil e R$ 200 mil dos candidatos.

A polícia informou que o grupo detido inclui 11 integrantes da quadrilha e 22 candidatos que faziam a prova. A investigação aponta que a quadrilha era chefiada por dois mineiros: Áureo Moura Ferreira, que mora em Teófilo Otoni, e Carlos Roberto Leite Lobo, empresário que reside em Guarujá. Um policial civil de Governador Valadares, na Região Leste de Minas Gerais, também está preso.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disse, na tarde desta segunda-feira (24) que não foi comunicado oficialmente desta suspeita de fraude pela Polícia Federal, órgão que investiga casos de fraude no Enem. A Operação Hemostase II foi deflagrada pela Polícia Civil de Minas.

Suspeita engoliu microponto eletrônico
A Polícia Civil contou com a ajuda da Faculdade de Ciências Médicas para prender os suspeitos da fraude. Vários policiais à paisana acompanharam os candidatos. A escola só foi avisada da ação momentos antes da abertura dos portões.

“No dia do vestibular, a polícia compareceu ao campus onde estava sendo realizada a prova e aí sim falou que já existia uma investigação em curso e que o nosso vestibular era alvo (...). Nós colocamos à disposição toda a nossa estrutura e ao final do processo confirmou-se a suspeita”, disse o vice-diretor da faculdade, Marcelo Miranda.

Na operação, os policiais usaram coletes semelhantes aos dos fiscais de prova. À medida que os suspeitos terminavam os testes eram levados pelos agentes disfarçados de funcionários a uma sala reservada. Eles foram identificados a partir da lista de inscritos. 

Assim que todos foram reunidos, a polícia deu voz de prisão e apreendeu os equipamentos eletrônicos. Segundo a faculdade, uma das candidatas chegou a engolir o microponto eletrônico que estava em seu ouvido, na tentativa de escapar do flagrante. Segundo o delegado Antônio Prado, ela foi encaminhada para um hospital para exames e liberada na sequência.

Todos os suspeitos detidos dentro das salas de aula foram eliminados do vestibular. Segundo a faculdade, a operação não atrapalhou o andamento do processo seletivo e, por isso, ele não será cancelado.

A Polícia Civil já vinha investigando a possibilidade de fraude no vestibular há oito meses, segundo o vice-diretor. A desconfiança começou a partir da deflagração da Operação Hemostase I, em dezembro de 2013, quando foi descoberto esquema de venda de vagas em cursos de medicina em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. “Nós procuramos nos informar se o nosso vestibular então teria sido vítima, se a fraude que foi concretizada em outros concursos teria ocorrido aqui”, disse Miranda.  Na época, não foram constatadas fraudes na Faculdade de Ciências Médicas.

Apreensões
Na casa de Áureo Moura Ferreira, em Teófilo Otoni, a polícia apreendeu dois carros e uma moto importados, aparelhos eletrônicos de escuta, computadores e documentos. "Nós encontramos aqui materiais envolvidos com a fraude, cadernos do Enem, uma grande quantidade de materiais que sinalizam para este tipo de fraude", disse o delegado Jeferson Botelho, que é superintendente de Investigação e Polícia Judiciária de Minas. Já no Guarujá, na casa de Lobo, foram apreendidos aparelhos de escuta e caderno de provas de vestibulares.

Transferidos para a cadeia
Dez integrantes de uma quadrilha suspeita de fraudar provas de uma faculdade de medicina e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram transferidos na tarde desta segunda-feira (24) para o Ceresp Gameleira, Região Oeste de Belo Horizonte. O 11º suspeito, que é um policial civil, foi levado para a Casa de Custódia do Policial Civil.

Os 22 estudantes que foram presos em flagrante e liberados poderão responder por fraude em certame [concurso] de interesse público. O advogado Lúcio Adolfo, que defende cinco alunos detidos, diz que os clientes afirmam que não chegaram a usar o sistema de fraude. Todos eles, de acordo com o defensor, já foram liberados. Adolfo falou que três dos clientes foram soltos após pagamento de fiança. De acordo com o advogado, os outros não ficaram detidos por não ter sido encontrado nada que os incriminasse.

Já os 11 que foram transferidos para o Ceresp Gameleira e para a Casa de Custódia do Policial Civil estão com prisão temporária de cinco dias decretada. “Não se sabe se vai haver uma renovação deste pedido ou se vai haver prisão preventiva para um caso desses que são supostos chefe da situação", disse o advogado Délio Granda, que representa os suspeitos de comandar o esquema. Eles podem responder por formação de quadrilha, falsidade ideológica e também fraude em certame de interesse público.

Fonte G1/BH

sábado, 1 de novembro de 2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

PROMOTORIA PEDE PRISÃO DE SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO POR COMPRA DE TÊNIS E MOCHILAS!

PROMOTORIA PEDE PRISÃO DE SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO DE LUIZ MARINHO.
CLEUZA REPULHO, DA PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, É ACUSADA DE QUADRILHA E SUPERFATURAMENTO NA COMPRA DE TÊNIS ESCOLARES; DEFESA DIZ QUE ACUSAÇÃO "É ABSURDA".


O Ministério Público do Estado pediu pela segunda vez, em 45 dias, a prisão preventiva da secretária de Educação do governo Luiz Marinho (PT), prefeito de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A promotoria acusa a pedagoga Cleuza Repulho de integrar organização criminosa para fraude em licitação, peculato e superfaturamento na compra de 169,3 mil pares de tênis para os alunos da rede municipal de ensino.

O primeiro pedido de prisão foi apresentado dia 3 de abril. A Justiça negou. No dia 15 de maio, a promotoria entrou com recurso no Tribunal de Justiça insistindo no decreto de prisão contra a secretária de Educação de São Bernardo do Campo.

Segundo a promotoria, a custódia de Cleuza “mostra-se imprescindível para a garantia da ordem pública, da ordem econômica, para a conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal”. 

Foi requerido também o imediato afastamento da secretária.

É a segunda investida do Ministério Público contra a aliada de Marinho, que vai coordenar em São Paulo a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição – o convite a ele será formalizado por Lula quando o ex-presidente voltar de viagem a Santa Cruz de La Sierra (Bolívia).

Cleuza acompanha Marinho desde seu primeiro mandato (2009/2012) na gestão municipal. A promotoria afirma que naquele período “no âmbito da Secretaria de Educação de São Bernardo do Campo, formou-se uma quadrilha, integrada por particulares e funcionários públicos, com o objetivo de fraudar as licitações daquela pasta”.

“Esta quadrilha estruturou-se ordenadamente, mantendo uma divisão de tarefas, visando obter diretamente vantagem pecuniária”, diz a acusação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), braço do Ministério Público.

Ao todo, a promotoria imputa crimes a 20 denunciados – além de Cleuza, um ex-assessor dela, Sérgio Moreira, três procuradores municipais, empresários e lobistas.

“Não se trata de uma quadrilha qualquer. Muito mais do que isso, o caso é de flagrante atuação de facção incrustrada na administração pública, estendendo seus tentáculos para proteger interesses particulares, utilizando, para tanto, da máquina pública para lograrem êxito nos seus objetivos.”

O primeiro pedido da promotoria, apresentado no dia 3 de abril, foi indeferido pela Justiça. A 2.ª Vara Criminal de São Bernardo entendeu pela inexistência de indícios de que “a ordem pública e econômica serão prejudicadas caso os réus respondam o processo em liberdade, tampouco suas condutas ofereçam risco à correta aplicação da lei penal ou coloquem em risco a instrução processual”.

No dia 15 de maio, o Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça insistindo no decreto de prisão de Cleuza, do ex-assessor Sérgio Moreira e de Marcos Ribeiro Ramos, que seria o controlador da empresa G8, contratada para fornecimento do calçado. O TJ ainda não decidiu.

O processo de concorrência para aquisição de tênis foi aberto por ata de registro de preços em 2009 e a compra fechada em 2010 por R$ 5,1 milhões, em valor daquele ano. Laudo pericial aponta sobrepreço de R$ 3,028 milhões (atualizados para março de 2013).

A denúncia criminal, em 22 páginas, atribui a Cleuza direcionamento do certame. O promotor de Justiça Lafaiete Ramos Pires, que subscreve a acusação com os promotores Mylene Comploier e Rafael Ribeiro do Val, sustenta que houve uma “fraude complexa, bem engendrada”. Eles investigam, ainda, a compra de mochilas.

O Ministério Público comparou preços. “Em Santos, a prefeitura pagou metade do preço de São Bernardo por um calçado mais resistente, com solado de borracha mais grosso”, anota Lafaiete Pires. Ele afirma que o verdadeiro fabricante de tênis não foi a G8, mas uma outra empresa que “falsamente participou da licitação”.

“A G8 entregava por R$ 30,25 o par à prefeitura, mas pagava R$ 18 para o fornecedor”, relata o promotor. “Esse fornecedor participou da concorrência e perdeu. Se o preço dele era R$ 18 como conseguiu perder a licitação?”

Segundo o Ministério Público, a contratada “mantinha um anormal costume de operações financeiras em dinheiro vivo.”

“A fraude foi consumada com a participação direta de Sérgio Moreira, então assessor comissionado da secretária”, acusa a promotoria. “Ele foi o responsável pelas cotações dos orçamentos iniciais, para subsidiar os gastos da Secretaria de Educação. Estes orçamentos, no entanto, são das empresas do grupo criminoso ou são falsos. A licitação já nasce fraudada e superfaturada, uma vez que os preços não são os praticados pelo mercado.”

A promotoria acusa Moreira – atualmente na rede hospitalar do município – de ter atuado em conluio com o empresário Marcos Divino Ramos, suposto operador do esquema e sócio de direito da G8 e outras empresas que teriam participado da fraude. “(Ramos) constituiu pessoas jurídicas, utilizava-as para simular concorrências em procedimentos licitatórios, os quais tiveram as vitórias endereçadas a este empresário, que fornecia itens produzidos por industriais comparsas, tendo o processo administrativo sido manipulado por assessor (Moreira) diretamente e especialmente nomeado pela Secretária de Educação, para este fim.”

“O desarranjo da quadrilha só ocorrerá quando todos os denunciados estiverem presos cautelarmente”, enfatiza a promotoria. Ao insistir no afastamento formal da secretária e de procuradores municipais supostamente envolvidos, o Ministério Público adverte. “Podem voltar aos quadros da administração acaso soltos. A medida aplicável e justa é o deferimento de prisão preventiva e o afastamento ou suspensão da função pública atualmente desempenhada por Cleuza Repulho e Sérgio Moreira.”

A promotoria acrescenta que em Santo André Cleuza também foi secretária municipal e responde a ação civil pública “justamente por ter sido corresponsável pela contratação de uma organização civil (ONG) fundada pelo seu ex-namorado e ainda ligada a pessoas de sua relação, para desenvolver e executar projetos de proteção e guarda de crianças e adolescentes, além do chamado "projeto escola’”.

Segundo o Ministério Público, a ação contra Cleuza “aponta fraudes e pede ressarcimento aos cofres públicos e anulação dos contratos, estes na ordem de R$ 48,8 milhões”.

Com a palavra, a defesa. Os advogados da secretária Cleuza Repulho afirmam que “a acusação é completamente absurda e sem fundamento”. Os criminalistas Rodrigo Dall’Acqua e Verônica Carvalho Rahal destacam que “o Ministério Público não cita em nenhum momento, com prova ou sem prova, qualquer menção de envolvimento de Cleuza com os empresários contratados”.

“Os promotores não fazem menção a uma única ligação telefônica ou e-mail entre a secretária e o fornecedor, muito menos a qualquer pagamento que ela tenha recebido”, reage Dall’Acqua.
“A denúncia é muito confusa. Fica na tese de que Cleuza deveria exercer um dever de vigilância e fiscalização sobre a licitação. Este é o ponto central da acusação. O Ministério Público não tem uma prova de participação da secretária e cria tese de omissão. Na verdade, basta ler a lei que disciplina a organização do município de São Bernardo. A secretária só pede para comprar, quem vai fiscalizar é o departamento de licitações da Secretaria de Administração.”

Dall’Acqua se insurge contra outro ponto da investigação, que se ampara em uma carta endereçada à Secretaria de Educação com denúncia de “irregularidades” na concorrência. “O grande absurdo da acusação é esta carta. Ela é de 2012, mas a licitação é de 2009 e 2010. Fala em mochilas, o denunciante não mencionada a palavra tênis e não aponta nenhum nome, nada. Diz que em 6 de janeiro de 2009 protocolou documentos no gabinete de Cleuza. Uma carta de 2012 que não fala sobre o objeto da denúncia (compra de tênis).”

O criminalista também rebate o superfaturamento. “É algo escandaloso a alEgação de superfaturamento. O Brasil tem mais de 5.500 municípios. O Ministério Público escolhe uma prefeitura, a de Santos, para fazer comparação e conclui que houve superfaturamento. Eu observo apenas o preço unitário dos tênis e não diversas outras questões do contrato, como a entrega do material escola por escola. São vários aspectos. O que mais chama a atenção é o promotor comparar a compra de outro tipo de tênis por outro município para concluir que houve superfaturamento. Eu mesmo pesquisei e achei licitações de tênis na mesma época. Muitas prefeituras compraram a preços mais caros que os praticados em São Bernardo.”

Dall’Aqua assinala, ainda, que o próprio Ministério Público pediu à 2.ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, em 16 de maio, a revogação do recebimento da denúncia.

O criminalista Luiz Fernando Pacheco, que defende Sérgio Moreira, ex-assessor da secretária de Educação, destacou que o juiz da 2.ª Vara Criminal de São Bernardo rejeitou o pedido de prisão sob o argumento de que “não há sequer indícios de que a ordem pública e econômica serão prejudicadas caso os réus respondam o processo em liberdade, tampouco suas condutas ofereçam risco à correta aplicação da lei penal ou coloquem em risco a instrução processual”.

“A Justiça de primeiro grau considera que não há qualquer motivo que possa ensejar a prisão preventiva. Quanto ao mérito, vamos nos pronunciar assim que Sérgio Moreira for intimado para apresentar sua resposta à acusação. As acusações são absolutamente infundadas e isso vai ficar demonstrado de maneira cabal.”Marcos Ramos não foi localizado.

Fonte: O Estado de São Paulo

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O VERÃO NO GUARUJÁ ESTÁ BOMBANDO!

SECRETÁRIA MARIA EUNICE, O VERÃO NO GUARUJÁ ESTÁ BOMBANDO, CONFORME A SECRETÁRIA HAVIA DECLARADO NO TV!
GRUPO EXPLODE CAIXA ELETRÔNICO, FOGE DE BARCO E DEIXA BOMBA EM SHOPPING.



CRIME ACONTECEU NA MADRUGADA DESTA TERÇA-FEIRA (31), EM GUARUJÁ. DINHEIRO DO CAIXA FOI DESTRUÍDO PELA EXPLOSÃO.

Seis homens armados invadiram um shopping em Guarujá, no litoral de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (31). Os homens chegaram ao local de barco e renderam os seguranças. Os criminosos conseguiram explodir um caixa eletrônico, mas fugiram sem levar nada, pois o dinheiro foi danificado com a explosão. O terminal rodoviário, anexo ao shopping, não foi atingido e está funcionando normalmente. Ninguém foi preso até o momento.

Segundo a Polícia Militar, os assaltantes invadiram o shopping Ferry Boat’s Plaza, que fica próximo à balsa, na travessia entre Guarujá e Santos. Três dos bandidos chegaram de barco ao shopping, enquanto três aguardavam em um carro com placa de São Bernardo do Campo.

Ainda de acordo com os policiais, os homens, armados com fuzis, levaram as armas dos seguranças. Na fuga os criminosos deixaram para trás uma banana de dinamite que não foi detonada. Segundo a polícia, com a explosão as notas ficaram todas danificadas. Os seis assaltante fugiram de barco e abandonaram o carro no local.

O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), de São Paulo, foi chamado para remover o artefato. Uma loja de artigos infantis teve a porta atingida pela explosão. Algumas lojas do primeiro piso continuam abertas.

O horário de funcionamento do shopping é das 10h às 22h, mas o comércio deve permanecer fechado até que o Gate retire a bomba do local. O cinema também está interditado até que o artefato seja desativado. Ninguém foi preso até o momento.

Fonte: G1 Santos

quarta-feira, 8 de maio de 2013

ROUBO DE VEÍCULOS EM GUARUJÁ AUMENTA 350%!

NÚMERO DE VEÍCULOS ROUBADOS AUMENTA EM GUARUJÁ!
DE ACORDO COM A POLÍCIA, NÚMERO É 350% MAIOR EM RELAÇÃO A 2012.


Delegado investiga se existe uma quadrilha especializada na cidade.
G1 - Santos

Um homem foi preso e três menores apreendidos nesta terça-feira (7) em Guarujá, no litoral de São Paulo, por envolvimento em roubos de carros na cidade. Nos três primeiros meses do ano, o aumento relacionado a esses crimes foi de 350% em relação ao mesmo período no ano passado. A polícia investiga se existe uma quadrilha especializa no município.

Os números de roubos de veículos em Guarujá preocupam os moradores. Só nos três primeiros meses do ano foram roubados 106 carros. O aumento, comparado ao mesmo período do ano passado, foi de 350%. "A entrevista com esses presos e mapeamento da região onde esses carros foram roubados irá subsidiar investigações para que possamos identificar outras pessoas que estejam, de alguma forma, ligadas ao crime. Para se identificar também eventual quadrilha que possa ter se instalado em Guarujá", explica o delegado Luiz Ricardo Lara.

Nesta terça-feira foram registrados dois roubos a carros em bairros diferentes da cidade. Dois menores foram apreendidos depois de uma troca de tiros com a polícia quando tentavam roubar um carro durante a madrugada. Poucas horas depois, outro carro foi roubado no bairro Centro, e uma nova perseguição começou pelas ruas da cidade.

Os assaltantes fugiram por quase cinco quilômetros, mas quando chegaram ao bairro Santa Rosa bateram em duas vans escolares. Os veículos não estavam transportando passageiros. Como o carro roubado ficou sem condições de prosseguir, os criminosos tentaram fugir a pé, mas foram encontrados pela polícia. "O maior (de idade) não registra antecedentes. O adolescente, por sua vez, faz questão de um mês, foi surpreendido por policiais militares dirigindo uma motocicleta com queixa de furto. Como o crime não era grave e nem violento, ele foi ouvido e entregue aos seus pais. Já na data de hoje, por se tratar de um crime violento, praticado mediante ao uso de arma de fogo, e com grave ameaça, ele será custodiado na Fundação Casa", diz o delegado.

Com os suspeitos a polícia encontrou um colete a prova de balas. Esse foi o terceiro caso de roubo de veículo e perseguição policial em três dias na cidade. No último domingo, dois assaltantes foram mortos depois de trocar tiros com a polícia. Enquanto fugiam, eles atropelaram um motociclista que teve a perna amputada.