Mostrando postagens com marcador contaminação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador contaminação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de março de 2015

PRAIAS DO GUARUJÁ CONTINUAM SENDO CONTAMINADAS COM RESÍDUOS DA DRAGAGEM DO PORTO DE SANTOS.

OS INCONFIDENTES FIZERAM A DENUNCIA EM 2013, AGORA CHEGA A TV!
PRAIA DO TOMBO E GUAIUBA CONTINUAM SENDO CONTAMINADAS COM RESÍDUOS DA DRAGAGEM DO PORTO DE SANTOS. CETESB E AUTORIDADES FECHAM OS OLHOS E NOSSAS PRAIAS PODEM VIRAR UM LIXÃO CONTAMINADO.




PUBLICADO EM 10/05/2013
DRAGAGEM DO PORTO ESTÁ ACABANDO COM AS PRAIAS DE GUARUJÁ!
GRAVES DENUNCIAS CIRCULARAM NA INTERNET SOBRE O DESPEJO DE RESÍDUOS MUITO PRÓXIMO AS PRAIAS DE GUARUJÁ. NINGUÉM APUROU, A IMPRENSA NÃO FALOU, MAS A SABEDORIA DOS PESCADORES DOCUMENTOU!



QUEM SABE TEREMOS UM DIA UM SECRETÁRIO DE MEIO-AMBIENTE COMPROMETIDO COM A NOSSA CIDADE E MORADOR NA ILHA DE SANTO AMARO!

domingo, 20 de outubro de 2013

CENTENAS DE PEIXES APARECEM MORTOS EM GUARUJÁ!

CENTENAS DE PEIXES APARECEM MORTOS EM GUARUJÁ!
CAUSAS SERIA A CONTAMINAÇÃO NO MAR APÓS INCÊNDIO EM SANTOS. BAGRES E BAIACUS FORAM OS MAIS AFETADOS JÁ QUE FICAM NO FUNDO DO ESTUÁRIO.



Centenas de peixes apareceram mortos, na manhã deste sábado (19), no canal do Estuário entre Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. Especialistas, que estiveram no local, acreditam que os peixes ficaram sem oxigênio após a contaminação do mar durante o combate a um incêndio, nesta sexta-feira (18), em um terminal no Porto de Santos.

Segundo informações da Prefeitura de Guarujá, ainda não há um número exato de peixes que apareceram mortos em Vicente de Carvalho. Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente de Guarujá realizaram uma vistoria na manhã deste sábado (19) e encontraram centenas de peixes.

De acordo com o secretário Elio Lopes, os peixes podem ter morrido por conta de um impacto ambiental que ocorreu devido aos efluentes líquidos gerados durante o combate ao incêndio dos armazéns da empresa Coopersucar. "Quando o açúcar cai nas águas, as bactérias querem degradar, essas bactérias se multiplicam de uma proporção geométrica muito rápida, elas respiram e consomem o oxigênio da água. O peixe que está naquela coluna de água acaba ficando sem oxigênio e morre", explicou o secretário.

Os peixes mais afetados foram os bagres e baiacus, já que a água deve ter descido na parte mais profunda do Estuário, onde habitam essas espécies marinhas.

Segundo informações dos moradores de Vicente de Carvalho, a quantidade de peixes mortos que apareceram na madrugada era enorme, porém eles foram se dissipando pela ação das correntes marítimas. Há a possibilidade que outros peixes mortos possam ser encontrados nas praias da região.

Incêndio no Porto
As pessoas que trabalham no Porto de Santos ouviram uma grande explosão por volta das 6h desta sexta-feira (18). O fogo atingiu seis armazéns de açúcar e deixou quatro funcionários da empresa Copersucar feridos.

O incêndio, que já é considerado o maior da história do porto santista. Segundo a empresa, o incêndio atingiu cerca de 180 mil toneladas de açúcar bruto. As causas do incidente ainda não são conhecidas e estão sendo investigadas. No momento, a companhia está desenvolvendo um plano de contingência para suas operações, buscando minimizar os impactos do ocorrido. A previsão é que o incêndio seja extinto apenas no domingo (20).

Fonte G1 Santos

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A ESCÓRIA NO GUARUJÁ!

A ESCÓRIA NAS RUAS DO GUARUJÁ!
NESTE FINAL DE SEMANA TODO O PAÍS TOMA CONHECIMENTO ATRAVÉS DA REVISTA CARTA CAPITAL DA CONTAMINAÇÃO DE NOSSAS RUAS POR ESCÓRIA DE ACIARIA UTILIZADA PELA PREFEITURA DE GUARUJÁ.


Saúde pública
Perigo no ar

“Tenho dor de garganta crônica há pelo menos um ano, mas o médico diz que não adianta tratar enquanto não me mudar daqui”, diz o engenheiro civil Reinaldo Scarpa. Ele reclama da poeira cinza que há dois anos invade sua casa numa rua tranquila da praia da Enseada, no Guarujá, litoral de São Paulo.

A poeira vem da escória de aciaria, resíduo da cadeia do aço utilizado pela prefeitura para “perenizar” as ruas do bairro e que vem sendo aplicado em obras de pavimentação com intensidade crescente no Brasil.

Produzida em grande volume – a cada tonelada de aço são produzidos 600 quilos (60%) de resíduo -, a escória é a pedra no sapato dos executivos que lidam com o material no mundo todo. A opção de usá-la como substituta da brita na pavimentação não é nova – existem registros deste processo há mais de 20 anos no Brasil – e está bastante disseminada pelo mundo.

O que há de insólito no caso do Guarujá é o uso a céu aberto e as contradições na ação das agências ambientais e do Ministério Público. Para não ter de se mudar, Reinaldo acionou a ouvidoria da prefeitura, mas o inquérito foi arquivado com a justificativa de que as irregularidades não foram comprovadas. “A ouvidoria perguntou à Cetesb (agência de fiscalização ambiental no Estado de São Paulo) se a escória poderia ser usada na sub-base da pavimentação. A Cetesb disse que sim e o MP arquivou o processo”, explica.

Ele foi então orientado pela ouvidoria do Ministério Público a acionar os promotores locais em uma segunda ação civil. Foi o que ele fez. Este segundo inquérito (Nº. 883/12 – HU), segundo a assessoria de imprensa do MP, também já tem indicação de arquivamento, pelo mesmo motivo.

Em caso semelhante, registrado em Campinas, no interior paulista, o desfecho da história foi diferente. O uso do material como cascalho ocorria havia cerca de dez anos. “Na época eu era diretor da associação de moradores e reagi porque era muita poeira. Além de tudo, aqui é uma APA (área de proteção ambiental). O MP tomou a iniciativa da ação com a divulgação pela imprensa e pediu para retirar tudo”, conta Isaac Martins da Silva, hoje encarregado geral da prefeitura no mesmo bairro e presidente do conselho que reúne todas as associações de moradores da região. Segundo ele, a escória é ainda usada em parte do município e também em cidades vizinhas, como Sumaré e Hortolândia.

Casos como estes têm se tornado mais comum devido à forte campanha da cadeia do aço pela reutilização dos seus resíduos. Os estudos viabilizaram o uso na fabricação do CPIII, um cimento com resistência maior e cura mais lenta, o que já consome 60% das mais de 11 milhões de toneladasdo resíduo produzido em média ao ano no Brasil. O segundo principal destino é a pavimentação e o nivelamento do solo, que consumiu 29% da produção, seguido pelo uso como leito ferroviário e por último, como corretivo e fertilizante do solo.

Com o que foi vendido de escória para pavimentação – 1.811.200 toneladas – é possível cobrir uma área equivalente a mais de 1.500 campos de futebol.

Segundo relatório de sustentabilidade do setor publicado pelo Instituto Aço Brasil, a receita com a escória somou 394 milhões de reais naquele ano, mais que o dobro do custo de disposição. O valor reflete um aumento de 49% na receita obtida com o resíduo no mesmo período. Outro indicativo importante é a exportação de 17.975 toneladas do resíduo, em especial para a China.

O problema é que, apesar da exposição cada vez mais comum diante do material, os efeitos sobre a saúde humana ainda são incertos. Não há estudos que comprovem o malefício da escória, mas há quem compare a situação de algumas localidades com a exposição ao chumbo registrado, anos atrás, em Santo Amaro da Purificação, na Bahia – que contaminou boa parte do município, terra de Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Confira o que dizem autoridades, especialistas e empresas do setor sobre a exposição ao produto: 

Prefeitura do Guarujá
A prefeitura diz que a Associação Amigos do Jardim Virgínia I, bairro onde mora Reinaldo, procurou a Secretaria de Desenvolvimento e Gestão Urbana propondo uma parceria para usar a escória – adquirida pela Associação na unidade de Cubatão da Cosipa – como substituta da bica corrida. A nota enviada à redação esclarece que não se trata de pavimentação, mas da perenização das ruas, para evitar a lama que dificulta a circulação durante as chuvas, abundantes na região. Justifica a iniciativa pela maior eficiência, já que a bica corrida exige manutenção constante, ao contrário da escória, e cita como exemplo a experiência de outras cidades da Baixada Santista com o material. Não vê irregularidades nisso, apresentando como respaldo legal informações da própria produtora (a Cosipa, hoje Usinimas), que ofereceu laudos emitidos pela sua gerência geral de meio ambiente atestando se tratar de material não perigoso.

Cetesb
Os técnicos do órgão confirmam ter liberado o uso do material apenas como sub-base. Diz que a autorização concedida à Cosipa, hoje Usiminas, é para “utilização da escória de aciaria como sub-base na pavimentação de vias públicas, a exemplo da autorização concedida em situações similares.” Esclarece que, desta forma, a escória não fica exposta e, portanto, não haverá arraste que possa causar incômodo à população. Informa ainda que não há registro de utilização da escória em estradas ou em outras localidades na região de Campinas ou no litoral do estado. Destaca que vem participando das discussões em torno da reutilização de agregado siderúrgico no âmbito do Grupo de Trabalho Agregado Siderúrgico da Câmara Ambiental do Setor Metalúrgico, Mecânico e Siderúrgico. Em nota, diz que  ”o objetivo é elaborar um documento técnico com diretrizes para a utilização do resíduo, em substituição aos procedimentos ora utilizados.” A referência é uma norma norte-americana do Estado de Wisconsin (Chapter NR 538 – Beneficial Use of Industrial Byproducts). No Brasil, explica, as normas técnicas em vigor garantem o bom desempenho do material (Denit 114/2009 -ES; Denit 115/2009 -ES e Denit 070/2006-ES) e foram criadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit) a partir de solicitação de uma siderúrgica, a ArcelorMittal de Tubarão (SC).

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
Segundo coordenadora de Projetos de Infraestrutura do Dnit, Luciana Michèlle Dellabianca Araújo, as normas limitam a aplicação do material a vias rurais. “O leito construído com sub-base de escória não suporta o trânsito mais intenso e racha. Numa cidade, mesmo que em bairros residenciais, o trânsito é maior”, afirma. Luciana diz que não considera, por enquanto, a possibilidade de uso como revestimento e não recomenda, em hipótese alguma, como cascalho. A Cetesb diz desconhecer estas normas.

Conama
A gerente de resíduos perigosos do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), Zilda Veloso, diz que não há lei ou norma que classifique as escórias de aciaria de forma generalizada como um material inerte ou não perigoso. “Essa classificação depende da sua composição, que varia entre as unidades, e deve ser apresentada durante o processo de licenciamento ambiental”, explica. Como se trata de um resíduo industrial, Zilda ressalta que a sua destinação, assim como o seu transporte, tem de estar previsto na licença. “Além disso, a siderúrgica tem de avisar a agência ambiental toda vez que for retirar o resíduo da unidade, informando trajeto e destino, mesmo que seja classificado como material não perigoso”, continua. 

Instituto Aço Brasil
Cristina Yuan, diretora de Sustentabilidade do Instituto Aço Brasil, diz que a entidade registrou o nome aço-brita em substituição à denominação “escória”, considerada pejorativa, no Inpi. A intenção é criar uma norma para estabelecer os requisitos para todos os fornecedores do produto. A executiva explica que, a partir da publicação desta norma, gerada por estudos e testes ainda a serem desenvolvidos em parceria com Dnit e o Instituto de Pesquisas Rodoviárias, quem quiser vender o aço-brita terá de se adequar a um padrão estabelecido. “Isso vai eliminar a necessidade de fazer análises individuais”, conclui. Segundo ela, existem “inúmeros estudos” que comprovam que as escórias são consideradas cientificamente “materiais não perigosos”. “Convivo há muitos anos com o que chamo de forte preconceito de pessoas que abordam a questão sem terem o conhecimento ou a informação necessária para embasar um posicionamento”, afirma. 

Arsênio Oswaldo Sevá Filho
Professor da pós graduação no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp

Segundo pesquisador, engenheiro mecânico que há 25 anos estuda os riscos industriais em geral, os cientistas, ambientalistas e médicos sanitaristas e toxicologistas são unânimes em afirmar que não há comprovação segura quanto ao impacto no ambiente e na saúde humana do material. Por isso, explica, “reclassificar um resíduo sólido diversificado, originário de industrias distintas e com graus variados de risco à saúde como ‘matéria prima’ ao mesmo tempo em que atende a um conceito ambiental de reciclagem e ou reaproveitamento, pode significar uma tentativa de escapar dos rigores da Política Nacional de Resíduos Sólidos”

Eduardo De Capitani
coordenador e pesquisador do Centro de Controle de Intoxicações da Unicamp

Estudioso de casos comprovados de contaminação por chumbo e outros materiais, Eduardo De Capitani diz não ter encontrado qualquer trabalho de avaliação de risco ecotoxicológico publicado sobre o uso de escória de aciaria como cobertura de solos ou pavimentação no Brasil. “Chama muito a atenção essa ausência. Encontrei apenas um estudo que inclui essa avaliação, realizado nos Estados Unidos”, diz. Sua resistência a considerar os dados apenas deste estudo como definitivos está na ligação dos autores à National Slag Association (NSA), associação que reúne os produtores de aço norte-americanos, voltada para o fomento ao reuso das escórias. Ele argumenta que, em ciência, há a necessidade de se ter sempre mais de um trabalho reproduzindo resultados, para confirmar ou negar os anteriores.

Maria de Fátima Ramos Moreira
pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e doutora em saúde pública

Para a especialista, a experiência em Santo Amaro da Purificação, onde parte da população foi contaminada pela exposição ao chumbo, deveria servir de exemplo. “As escórias, independentemente da sua origem, tem uma grande quantidade de substâncias e ninguém sabe quais sinergias podem ocorrer, tanto quando entra em contato com o ambiente, quanto no organismo das pessoas”, diz. Segundo a pesquisadora, uma substância pode, inclusive, anular o efeito tóxico de outra. “As exposições múltiplas como a que ocorre com as escórias são muito complicadas, inclusive com relação ao comportamento do material no ambiente. Depende muito das condições ambientais onde será utilizada”, afirma.

Hermano Albuquerque de Castro
pneumologista da Fiocruz e presidente da Comissão de Doenças Respiratórias Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Brasileira de Pneumonologia e Tisiologia

O especialista reforça a necessidade de mais estudos de toxicologia sobre o material e diz que a medida mais acertada do ponto de vista de saúde pública ou ocupacional é adotar o “princípio da precaução”. Se houver metais carcinogênicos na mistura utilizada no Guarujá, Hermano afirma que a poeira inalada pode aumentar a incidência de câncer de pulmão, o que pode demorar até três décadas ou mais para aparecer, “como ocorre nos grandes centros por conta da poluição.” E de qualquer forma, de imediato, piora as condições de saúde dos moradores com problemas cardíacos e pulmonares, e de crianças e idosos, que podem desenvolver asma, bronquite e problemas respiratórios em geral.

Sandra Hacon
pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz)

Sandra Hacon reclama da falta de estudos na área. Quanto ao fato de os danos serem os mesmos provocados por qualquer outro tipo de poeira, como afirmam os executivos do Instituto Aço Brasil, diz não poder avaliar. “É preciso antes de tudo, conhecer o tamanho dessas partículas. O sistema de filtragem humano é muito eficiente, mas se ela for muito pequena (abaixo de 10 microns), pode chegar ao pulmão e aí, mesmo que não tenha substâncias carcinogênicas, os danos podem ser bem mais sérios”, afirma. Sandra é referência mundial na pesquisa com poluentes químicos e, como já alertou Maria de Fátima, diz que a escória não pode ser generalizada como material inerte. “As transformações bioquímicas são pouco estudadas”, reforça. E critica a forma como a indústria organiza seus negócios. “Eles primeiro distribuem para depois estudar. Um absurdo”, conclui. 

NÚMEROS
Produção total de resíduos – 19,2 milhões toneladas (2011)  em 26 unidades
Receita – R$ 393,83 milhões
Escória (agregado siderúrgico) – 11,320 milhões
Cimenteiras – 6.796.800 (60%)
base e sub-base de ruas – 1.811.200 (16%)
Nivelamento de terreno – 1.471.300 (13%)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O ESGOTO NA PRAIA DE PERNAMBUCO!

ONDE ESTÃO OS 52 MILHÕES DO PLANO DE REVITALIZAÇÃO DE OBRAS DA PRAIA DE PERNAMBUCO PREFEITA?
SITES DE SURF DENUNCIAM A SITUAÇÃO DA REDE DE ESGOTO E A CONTAMINAÇÃO DA PRAIA DE PERNAMBUCO. OS INCONFIDENTES DENUNCIARAM EM 2010 MAIS UM "GOLPE" CONTRA A POPULAÇÃO NO PANFLETO ABAIXO....


ENQUANTO ISSO NA INTERNET....

Praia de Pernambuco
Esgoto vaza no Guarujá
Por João Carlos Godoy em 10/01/13

Desde o dia 30 de dezembro, os membros da Sociedade Amigos do Bairro da Praia de Pernambuco (SABPP) no Guarujá (SP) lutam contra o mau cheiro, risco de doenças e contaminação da praia e água do mar. 


O motivo é um vazamento de esgoto na Rua das Acácias, travessa da Estrada de Pernambuco, região composta por casas abastadas e turistas de alto poder aquisitivo.


Os membros da SABPP já fizeram diversas ligações para SABESP, mas até agora o problema não foi resolvido. 


"Nós que moramos aqui canalizamos o esgoto para não ficar empoçado na rua. O triste é ver tudo isso indo direto para o mar da praia de Pernambuco”, relata um morador do local ao blog Surfista Paulistano.


MAIS UMA PRAIA MARAVILHOSA CONTAMINADA PELO ESGOTO DA SABESP?

domingo, 6 de janeiro de 2013

ÁGUA NADA BENTA!

VOCÊ ACREDITA NOS ANÚNCIOS DA SABESP? ACREDITA NOS LAUDOS DE ÁGUA DO GUARUJÁ? ACREDITA EM DUENDES, ELFOS E HOBBITS?
REDES SOCIAIS MOSTRAM O VERDADEIRO E REAL SERVIÇO QUE A SABESP PRESTA AOS MORADORES DE GUARUJÁ E VICENTE DE CARVALHO.


CAMINHÕES PIPAS ABASTECENDO EDIFÍCIOS  CONDOMÍNIOS  MOSTRAM A EFICIÊNCIA DA SABESP QUE FAZ A ALEGRIA DOS COMERCIANTES DE ÁGUA EM GUARUJÁ!

terça-feira, 15 de maio de 2012

SOCORRO MINISTÉRIO PÚBLICO!

OS INCONFIDENTES CONTRA ATACAM!
POPULAÇÃO, ARQUITETOS, ENGENHEIROS, DENUNCIAM À GRANDE IMPRENSA DO PAÍS, A UTILIZAÇÃO INDEVIDA DA ESCÓRIA DA COSIPA NAS RUAS DE GUARUJÁ....


UMA CIDADE SEM HOSPITAL, SEM MÉDICOS, SEM MEDICAMENTOS E A PREFEITA MARIA ANTONIETA APLICA RESÍDUO TÓXICO NAS RUAS DA ILHA DE SANTO AMARO!

quinta-feira, 17 de março de 2011

A MENTIRA DA SABESP!

A LEI TEM QUE RESPONSABILIZAR TODOS OS MENTIROSOS DA ÁGUA..
SABESP, PREFEITURA DE GUARUJÁ E TEM QUE RESPONDER CRIMINALMENTE PELA CONTAMINAÇÃO!


...E AINDA TEMOS OS HOLERITES AMBULANTES QUE FALAM PELOS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO QUE ÁGUA ESTÁ MUITO BOA EM GUARUJÁ!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A TRIBUNA ESTA AI!

CORRAM QUE A TRIBUNA ESTÁ AI!!!
O PÂNICO CONTINUA O MESMO. FALTAM MÉDICOS, PÉSSIMO ATENDIMENTO, MAS QUANDO A GRANDE IMPRENSA APARECE É UM CORRE-CORRE.



Demora no atendimento

Pacientes que estavam na fila, às 7 horas desta quinta-feira, reclamaram da demora no atendimento, em torno de duas horas. Segundo eles, os médicos também chegaram atrasados. Mas, quando perceberam a presença da impresa, tudo foi agilizado e as pessoas encaminhadas para a tenda.

"A equipe está completa, nós temos quatro clínicos atendendo, seis pediatras nos consultórios e também na tenda. A espera está em torno de 10 minutos", garante Ana Terezinha, explicando que a demora pode ter ocorrido devido à troca de plantão, às 7 horas, mas logo o atendimento teria sido normalizado. 

A TENDA DA DENGUE VIROU TENDA DA VIROSE!!!
E AGORA MARIAS? MARIA ANTONIETA E LAUDEMIR, A CAGANEIRA É BOATARIA DA IMPRENSA?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mrs. TAPETE

MAIS UMA ILUSIONISTA!!!
Mrs. "SUJEIRA EMBAIXO DO TAPETE", DECLARA EM ENTREVISTA QUE CONTAMINAÇÃO NA TEMPORADA PASSADA E MORTES POR FACÇÕES FORAM "BOATOS"


Não esperávamos nada diferente, a nova presidente do Guarujá Convention Bureau (GCVB), na sua, "nem tão concorrida posse no Jequitimar", afinal somente convidou quem interessava, já declarava aos presentes que "no Guarujá a sujeira deve ser varrida para debaixo do tapete".

Em recente entrevista ao site Hôtelier News (clique aqui e confira), Lau Oliveira declara:

"A onda de boatos que tivemos no inicio do ano, arranhou a movimentação turística da cidade", referindo-se às noticias sob a contaminação de água da região e também a suposta ameaça de ataques de facções criminosas.

Bem temos mais uma Ilusionista dirigindo uma importante associação de classe, nos resta declarar o seguinte:

Dr. Cláudio Rossi - Delegado Geral de Guarujá, o GCVB informa que: - as mais de 200 mortes investigadas pela competente equipe do Delegado, são "BOATOS". Avise aos familiares que a "Mortis Causa" das vitimas são BOATOS, bem como as familias de heróicos policiais que tombaram combatendo criminosos e as facções criminosas!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

INFECÇÃO PERIGOSA!

INFECÇÃO NO GUARUJÁ ME DEIXOU TETRAPLÉGICA!!
DEPOIMENTO DA LEITORA ANA FLÁVIA LAGE


No carnaval de 2008 estava no Guarujá, tive uma infecção alimentar que gerou em uma grave gastroenterite.

Tive vômito, diarréia e muita dor no estômago, tratei com soro, buscopan e plazil na veia. A princípio fiquei boa mas esta infecção gerou uma doença neuromuscular muito mais grave e em apenas 20 dias eu estava em coma, respirando por aparelho e tetraplégica.


Além de estar tetraplégica e com os músculos atrofiados, sentia dores fostíssimas pelo corpo e não podia beber nem comer nada.

Precisei de 3 meses no CTI para tentar respirar sozinha e em casa, tive que me adaptar a uma cadeira de rodas até recuperar um pouco dos movimentos.


Já passaram de 1500 casos de infecção no litoral paulista neste fim de semana e, eu acho que as pessoas devem ser alertadas quanto a essa doença gravíssima que não é rara, porém é desconhecida e leva a morte em alguns dias.


O tratamento custa em torno de 80 mil reais e o nome da Síndrome é Guillain-Barré, se alguém apresentar dormencia em alguma parte do corpo após este tipo de infecção procure imediatamente um neorologista. As autoridades precisam alertar a população e tomar alguma providência!

O depoimento é de nossa querida leitora Ana Flávia de Morais Lage e os dados e telefone da nossa leitora está a disposição para os colegas da imprensa ou pessoas interessadas.

domingo, 29 de novembro de 2009

A CAIXA PRETA


11 ANOS PASSARAM,AINDA SEM RESPOSTAS..
INCONFIDENTES ABREM A CAIXA PRETA DE GUARUJÁ!
DOW QUÍMICA ONDE ESTÃO NOSSOS PEIXES?

“Os peixes sumiram, a água está contaminada, não tenho mais de onde tirar meus sustento como pescador"

Enquanto o mundo fala de Emissão de Gases, reunião em Copenhague, velhos problemas continuam. Empresas e Terminais privados que lavam porões de navios, contêineres sem cuidar dos efluentes altamente nocivos ao homem e a vida marinha.

Em janeiro de 1998, o Greenpeace denunciou a contaminação por tetracloreto de carbono e clorofórmio encontrados nos efluentes da planta da Dow, localizada no Guarujá , no estado de São Paulo.

A postura da companhia foi negar a possibilidade de dano ambiental. Mesmo após dois anos da denuncia, a Dow recusa-se a pronunciar-se publicamente sobre o assunto.

“Os peixes sumiram, a água está contaminada, não tenho mais de onde tirar meus sustento como pescador, Hoje luto por um futuro melhor para meus filhos, não quero dar a eles a vida que tive, vendo a minha maior riqueza, o estuário do Guarujá, ser destruído pela poluição”.

Newton Rafael Gonçalves é pescador caiçara, secretário geral da UNIPESQ e morador a mais de 44 anos do síto Conceiçãozinha, fundado em 1898 e localizado ao lado da planta da Dow Química no Guarujá, litoral do estado de São Paulo.

SANTO AMARO
Um rio que está morrendo
Texto: Paulo Mota

GUARUJÁ - Já foi um rio importante, por onde entravam as expedições dos colonizadores para conhecerem o interior da ilha. Foi um dos pontos-bases de abastecimento da área e o remanso formado por sua embocadura, no estuário, servia para guardar, com segurança, embarcações de médio porte.

Nada disso, entretanto, garantiu ao velho Rio Santo Amaro, o mais característico curso de água de Guarujá, a respeitabilidade exigida. E hoje, cinco séculos após o início da colonização, ainda tendo importância econômica para a área, o Santo Amaro é um rio agonizante.

Além da fábrica e dos estaleiros, ali estão o Iate Clube de Santos, um dos maiores e mais sofisticados do País, e a Garagem Náutica do Corpo de Bombeiros, onde são centralizadas as operações de salvamento na região. Some-se a isso a presença, a pouco mais de 200 metros, de uma das unidades da Dow Química, e tem-se uma idéia de como o velho Santo Amaro é afetado no pequeno espaço da sua embocadura.

Danos - Tal concentração, naturalmente, não se faria sem sérios problemas para a sobrevivência do rio. Os poucos peixes e crustáceos que sobrevivem não servem para o consumo, tal o grau de contaminação por produtos químicos diversos, desde óleos combustíveis, até metais líquidos pesados, que, segundo dizem, provêm da Dow Química ou do porto.

A Garagem Náutica dos Bombeiros existe há 30 anos no local, mas há cerca de 10 os salva-vidas deixaram de fazer treinamentos na área. "Quem mergulhar, aí, arrisca-se a ter sérios problemas de pele. E, se engolir um pouco de água, sabe-se lá o que pode contrair", afirmou um veterano policial militar. Lembrou que, até há poucos anos, um professor da Universidade de São Paulo, que pesquisava a qualidade da água ao longo do rio, deixou de coletar amostras naquele trecho. "Ele disse que não havia necessidade de se fazer análises químicas para se atestar o grau de contaminação do rio por aqui"

Passivo ambiental
Da Redação

Segundo o estudo, e como sustentam as campanhas publicitárias que propagam a revitalização do meio ambiente da Baixada, houve recuperação ambiental do estuário. Essa afirmação, no entanto, é contestada pelo engenheiro químico e perito do Ministério Público (MP) Élio Lopes: "Não se pode falar em recuperação. O que houve foi uma redução da carga poluidora". Efetivamente, em termos de volume, houve uma diminuição significativa dos poluentes lançados no sistema estuarino: os orgânicos sofreram redução de 93%, e a emissão de metais pesados caiu 97%.

Mas esses valores isolados, e mesmo se consideradas algumas melhorias dos ecossistemas aquáticos da região, como o aumento do número de aves, não são suficientes para atestar recuperação ambiental.

O caso que merece destaque é a situação do rio Santo Amaro, no Guarujá, que desemboca na porção externa do estuário de Santos depois de receber os efluentes da Dow Química.

Nessas áreas, segundo as amostras coletadas, a maior variedade e freqüência de poluentes foram detectadas nos sedimentos, o que indica uma contaminação passada, ou passivo ambiental, das indústrias.

Pesca improdutiva

Espremida pela maciça ocupação industrial da região, a comunidade de Sítio Conceiçãozinha tem hoje apenas 300 metros de abertura para as águas do estuário. Dali, a paisagem predominante é a das máquinas dos terminais portuários do canal de Santos. Porém, mais desolada é a vista das palafitas erguidas sobre o mangue. "Isto aqui era um sítio. Havia banana, mexerica. Hoje, é uma favela", diz, desconsolado, Ilson Vaz, morador local há 45 anos. Como muitos ali, trabalha como estivador, no terminal da Cosipa. Outros tantos vivem unicamente da pesca, atividade com a qual sustentam suas famílias. Direta ou indiretamente, pescadores e estivadores dependem das águas do estuário.

Essa é a situação da comunidade, estabelecida nessa área há mais de cem anos. De uma forma ou de outra, depende do emprego gerado pelas mesmas indústrias que degradam seus meios de subsistência. O Sítio Conceiçãozinha situa-se próximo à foz do rio Santo Amaro, que recebe poluentes da Dow Química. As amostras de sedimento do local apresentaram contaminação por vários metais pesados, além de BHC e PAHs. Um requerimento exigiu o posicionamento da empresa quanto aos dados apontados pelo relatório da Cetesb e a denúncias das organizações não-governamentais (ONGs) Greenpeace e Coletivo Alternativa Verde (Cave), que motivaram, em 1998, uma representação contra a Dow no Ministério Público Federal.

O relatório da Cetesb sobre as condições de contaminação do estuário e dos rios que nele desembocam só comprova o que populações como a do Sítio Conceiçãozinha experimentam no cotidiano. "Quando se pergunta a qualquer pescador dessas áreas, todos têm uma só opinião: a poluição acabou com o pescado", afirma Valton Bezerra, da União de Pescadores de Conceiçãozinha. Com isso, os cerca de 230 pescadores da comunidade precisam cada vez mais se afastar da costa, em direção ao alto-mar, em busca da antiga produção. Mesmo assim, a poluição já atingiu o Farol da Moela e a Laje de Santos. Segundo Newton Rafael, morador de Conceiçãozinha desde que nasceu, há 51 anos, os siris e os camarões praticamente desapareceram. "Com certeza por causa da poluição química das indústrias", diz ele.

Não bastasse a escassez, o consumo de peixes e frutos do mar também tem diminuído devido à possibilidade de contaminação. "Eu mesmo só como pescado de fora do estuário", confessa Ilson Vaz. E tudo isso acabou por trazer mais dificuldades aos pescadores, muitos dos quais, segundo Newton Rafael, foram obrigados a penhorar seus barcos.

Não se pode desprezar a ação industrial como a principal interferência nesse processo. A Dow Química alegou que o estudo da Cetesb "não permite identificar de maneira conclusiva, nesta fase, a efetiva origem dos agentes poluidores encontrados em todo o estuário". Esse dado é contestado pela gerente da divisão de análises hidrobiológicas da Cetesb, Marta Lamparelli. "Houve associação entre fontes e poluentes nos casos da Dow e da Cosipa", afirma ela. Outra grande responsável pela contaminação do sistema estuarino da região, a Cosipa, nem mesmo se manifestou sobre o assunto.

O fato indiscutível é que o estuário e os rios da região encontram-se profundamente degradados. "A carga remanescente é alta o suficiente para manter a taxa de contaminação elevada", afirma o médico Eládio Santos Filho. Em vez de apontar culpados, a única iniciativa possível para a reversão do quadro é as indústrias assumirem o problema como global e investirem conjuntamente na recuperação ambiental, e não apenas no controle das emissões.

Questão de saúde

Aziz Nacib Ab’Sáber, geógrafo e professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), mantém-se cético sobre a recuperação da região. "Acabar com o problema é impossível", diz ele. "No caso de Conceiçãozinha, somando-se o número crescente de pessoas, o descaso do governo e o espaço estagnado do mangue, anuncia-se uma grande tragédia humana", completa o professor.

Para Newton Rafael, "quem perde o meio de subsistência, perde a dignidade". Essa frase sintetiza a situação dos moradores daquela comunidade e de outras que dependem da pesca e da coleta de animais na área do estuário e nos rios da região. À Cetesb cabe, em curto prazo, fiscalizar as empresas e estabelecer parâmetros restritivos à emissão de poluentes, através de mais estudos. "Estamos instalando sistemas de monitoramento contínuo nas indústrias e dando prosseguimento às avaliações da região", afirma Jorge Moya.

Outro órgão governamental envolvido, o Ministério Público, deve zelar para que os crimes ambientais cometidos na região não venham a se repetir. "Estamos efetuando investigações para a tomada de eventuais providências jurídicas", garante o procurador Antonio Daloia.

É escassa a legislação brasileira sobre saúde relacionada a os efeitos da poluição. A própria resolução 20 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), datada de 1986, que serviu de referência para muitos dos parâmetros adotados no estudo da Cetesb, não é suficiente diante dos efeitos da contaminação industrial.

Diante disso, torna-se urgente a elaboração da avaliação de risco recomendada pela Cetesb aos órgãos de saúde. Devem integrar o trabalho estudos sobre os hábitos alimentares das comunidades e exames que verifiquem a contaminação a que foram submetidas essas populações, especialmente através da ingestão de organismos afetados. "A via de ingestão é realmente preocupante", sustenta Marta Lamparelli. Por essa razão, está sendo constituído um grupo de trabalho formado pela Cetesb, pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). "É um caso complexo, ainda mais por se tratar de uma área metropolitana", diz o diretor de Meio Ambiente do CVS, Sérgio Valentim. "Nosso objetivo é proceder à caracterização das fontes poluidoras e das populações para definir que iniciativas podem ser adotada
s em benefício da saúde pública", complementa.

Enquanto isso, os pescadores e suas famílias continuam convivendo com a poluição e seus efeitos, à espera de soluções que, neste caso, dependem não só do poder público, mas principalmente "da boa vontade" de grandes grupos industriais.