Mostrando postagens com marcador cetesb. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cetesb. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de julho de 2015

PREFEITA ANTONIETA, BANDEIRA FEDIDA NA PRAIA DA ENSEADA?

PEIXES APARECEM MORTOS EM POÇA DE ÁGUA COM MAU CHEIRO NA PRAIA DA ENSEADA
SABESP AFIRMA QUE LÍQUIDO NÃO É PROVENIENTE DE ESGOTO; PREFEITURA CITA ASSOREAMENTO.


Peixes apareceram mortos na areia da praia da Enseada, em Guarujá, na altura do Acqua Mundo, nesta segunda-feira (20), preocupando moradores e turistas. Os peixes estavam próximos à água escura e fétida que saía de uma galeria de águas pluviais.

Neste mesmo ponto, no início deste mês, A Tribuna publicou matéria sobre a possibilidade de esgoto estar sendo despejado na areia da praia, o que foi descartado pela Sabesp. Entretanto, na ocasião ainda não havia mortandade de peixes.

O auxiliar de exportação David Girald de Andrade, de 41 anos, afirma que a situação não é incomum. “Moro nas proximidades e vejo peixes mortos de vez em quando por aqui. Costumo trazer minha filha na praia, mas fico com medo dessa água estar contaminada. Isso acaba amedrontando também os turistas

Depois de nova vistoria, a Sabesp afirmou mais uma vez que o resíduo não é proveniente do sistema de esgoto. Já de acordo com a Prefeitura de Guarujá, técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) constataram que a água em frente ao Aquário não é de esgoto e sim da rede pluvial.

"A água ficou empoçada no local pois o assoreamento formou uma espécie de lagoa, o que não permite o rápido escoamento para o mar", disse a Administração Municipal, em nota, ressaltando que a água não leva riscos aos banhistas.

Sobre a mortandade dos animais marinhos, constatada nesta segunda-feira, a Prefeitura disse que, "com o movimento das marés, os peixes foram para lá e não devem ter conseguido sair após o assoreamento". A Secretaria de Meio Ambiente programou a abertura de um canal para facilitar o escoamento de água no local. 

Procurada por A Tribuna, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria. Um técnico da companhia esteve no local para fazer a vistoria.


Fonte: A Tribuna Digital

quinta-feira, 26 de março de 2015

PRAIAS DO GUARUJÁ CONTINUAM SENDO CONTAMINADAS COM RESÍDUOS DA DRAGAGEM DO PORTO DE SANTOS.

OS INCONFIDENTES FIZERAM A DENUNCIA EM 2013, AGORA CHEGA A TV!
PRAIA DO TOMBO E GUAIUBA CONTINUAM SENDO CONTAMINADAS COM RESÍDUOS DA DRAGAGEM DO PORTO DE SANTOS. CETESB E AUTORIDADES FECHAM OS OLHOS E NOSSAS PRAIAS PODEM VIRAR UM LIXÃO CONTAMINADO.




PUBLICADO EM 10/05/2013
DRAGAGEM DO PORTO ESTÁ ACABANDO COM AS PRAIAS DE GUARUJÁ!
GRAVES DENUNCIAS CIRCULARAM NA INTERNET SOBRE O DESPEJO DE RESÍDUOS MUITO PRÓXIMO AS PRAIAS DE GUARUJÁ. NINGUÉM APUROU, A IMPRENSA NÃO FALOU, MAS A SABEDORIA DOS PESCADORES DOCUMENTOU!



QUEM SABE TEREMOS UM DIA UM SECRETÁRIO DE MEIO-AMBIENTE COMPROMETIDO COM A NOSSA CIDADE E MORADOR NA ILHA DE SANTO AMARO!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CETESB GARANTE BANDEIRA VERDE!

PRAIAS DO GUARUJÁ ESTÃO TODAS COM BANDEIRA VERDE, CONFORME CETESB!
NÓS ACREDITAMOS NA CETESB, DUENDES, PETISTAS, SACI-PERERÊ, GAÚCHO MACHO E PRINCIPALMENTE NO GOVERNO DO GUARUJÁ.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O DESMATAMENTO MORRO DO ESTEFNO!

EMPREENDIMENTO GERA POLÊMICA NO MORRO DO ESTEFNO, EM GUARUJÁ.
APESAR DE ESTAR LEGALIZADO, DESMATAMENTO CONTRARIA MORADORES.


O desmatamento que vem ocorrendo há aproximadamente um mês no Morro do Estefno, localizado na Enseada, em Guarujá, para a construção de um novo condomínio com vista para o mar – o Village Jardim Três Maria - vem causando polêmica entre os moradores do entorno, inconformados com, segundo eles, a perda da flora e da fauna ainda remanescente no lugar.   

Mesmo com autorizações ambientais, entre elas da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do Governo de São Paulo; com alvará de construção expedido pela Prefeitura e com o apoio técnico da empresa Ativa Ambiental (especializada na área), o empreendimento vem causando desconforto na região.

Alberto Castanha, que mora no pé o morro (Avenida Almirante Tamandaré), disse que a derrubada de árvores foi muito grande e que a Polícia Florestal nada pode fazer porque os empreendedores têm autorização da Cetesb para desmatar. “A motosserra correu solta aqui no morro. Isso é um absurdo, pois o morro é reduto de animais e pássaros”, afirma revoltado.

Luciano Tadeu Coradi, que trabalha em uma pousada, também não está satisfeito com a obra. “Essa situação é no mínimo estranha. Se você cortar qualquer árvore, a Polícia Ambiental te multa. Foi desmatada uma área imensa, passaram com trator sobre árvores e em duas semanas estava tudo devastado. Esse morro é área de preservação permanente”, acredita.

Os moradores se mostram temerários de um possível desmoronamento, já que a vegetação segura a terra. “Eu cheguei a denunciar, mas ninguém faz nada. Eu estou com medo porque a lona colocada pela empreiteira não vai segurar a terra. O risco é grande, mas a polícia garante que há licença para a obra”, afirma um morador que não quis se identificar.

Ativa Ambiental
A reportagem entrou, na última sexta-feira (25), em contato com os empreendedores e descobriu que o morro é de propriedade José Estefno Bassit que, anos atrás, contratou uma empresa especializada em licenciamento, a Ativa Ambiental, para legalizar o empreendimento junto aos órgãos ambientais, entre eles o Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais – DEPRN, órgão da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

O DEPRN é vinculado à Coordenadoria de Licenciamento Ambiental e Proteção de Recursos Naturais - CPRN, responsável pelo licenciamento das atividades e obras que impliquem na supressão de vegetação nativa, corte de árvores nativas, intervenção em áreas de preservação permanente e manejo da fauna silvestre. 

Segundo apurado, inclusive no site da empresa, após consulta prévia junto aos órgãos competentes - que manifestaram de maneira não favorável, por definirem a área como terço superior do morro - a Ativa realizou um estudo minucioso quanto às questões legais e técnicas da área, onde se detectou uma divergência na definição do topo de morro, ratificada pelo órgão ambiental, viabilizando o projeto.

Como resultado, a empresa conseguiu alcançar sustentabilidade ambiental ao empreendimento. Entre as ações mitigadoras e compensatórias, foi apresentado um projeto de enriquecimento florestal das Áreas de Preservação Permanente (APP) e gestão ambiental durante as obras de construção, contemplando desde treinamento para os operários, até o gerenciamento dos resíduos gerados.

Prefeitura
Consultada, a Prefeitura de Guarujá revela que o Estefno é um morrote com cota máxima de 47 metros (só é considerado morro acima de 100 metros), situado na Macrozona de Proteção Ambiental, sendo que os lotes de terreno, objeto do empreendimento, estão classificados como de ocupação dirigida, de uso residencial controlado e zoneamento de baixa densidade.

Ainda conforme a Administração, a documentação expedida de licenciamento foi feita pela Agência Ambiental Unificada, órgão da Secretaria de Meio Ambiente do Estado, portanto goza presunção de legalidade.

Além disso, a implantação do empreendimento está sendo vistoriada pela Secretaria de Meio Ambiente do Guarujá, que tem o dever de acompanhar o processo em função da competência comum entre os entes federativos, conforme consta da Constituição Federal. Portanto, o licenciamento atende as legislações ambientais federais, estaduais e municipais.

Fonte: Diário do Litoral

domingo, 27 de outubro de 2013

SERÁ QUE O SECRETÁRIO DE MEIO-AMBIENTE ESTÁ DE FÉRIAS?

SECRETÁRIO NEM ADIANTA PUBLICAR EM NEGRITO, DESTACADO, AFINAL NINGUÉM ACREDITA NA MEDIÇÃO MESMO!
SERÁ QUE O SECRETÁRIO DE MEIO-AMBIENTE ESTÁ DE FÉRIAS? AFINAL ELE QUE NÃO RESISTE NEM A LAMPADA DE GELADEIRA E NÃO APARECEU NA TELEVISÃO PARA FALAR DA MORTANDADE DOS PEIXES, ASSASSINADOS POR EXCESSO DE AÇÚCAR, NO GUARUJÁ.


GOVERNO MARIA DE BRITO: "QUEM CONHECE A ÁGUA SALGADA E A ÁGUA DOCE EM GUARUJÁ, NÃO CONFIA MESMO!"

domingo, 20 de outubro de 2013

CENTENAS DE PEIXES APARECEM MORTOS EM GUARUJÁ!

CENTENAS DE PEIXES APARECEM MORTOS EM GUARUJÁ!
CAUSAS SERIA A CONTAMINAÇÃO NO MAR APÓS INCÊNDIO EM SANTOS. BAGRES E BAIACUS FORAM OS MAIS AFETADOS JÁ QUE FICAM NO FUNDO DO ESTUÁRIO.



Centenas de peixes apareceram mortos, na manhã deste sábado (19), no canal do Estuário entre Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. Especialistas, que estiveram no local, acreditam que os peixes ficaram sem oxigênio após a contaminação do mar durante o combate a um incêndio, nesta sexta-feira (18), em um terminal no Porto de Santos.

Segundo informações da Prefeitura de Guarujá, ainda não há um número exato de peixes que apareceram mortos em Vicente de Carvalho. Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente de Guarujá realizaram uma vistoria na manhã deste sábado (19) e encontraram centenas de peixes.

De acordo com o secretário Elio Lopes, os peixes podem ter morrido por conta de um impacto ambiental que ocorreu devido aos efluentes líquidos gerados durante o combate ao incêndio dos armazéns da empresa Coopersucar. "Quando o açúcar cai nas águas, as bactérias querem degradar, essas bactérias se multiplicam de uma proporção geométrica muito rápida, elas respiram e consomem o oxigênio da água. O peixe que está naquela coluna de água acaba ficando sem oxigênio e morre", explicou o secretário.

Os peixes mais afetados foram os bagres e baiacus, já que a água deve ter descido na parte mais profunda do Estuário, onde habitam essas espécies marinhas.

Segundo informações dos moradores de Vicente de Carvalho, a quantidade de peixes mortos que apareceram na madrugada era enorme, porém eles foram se dissipando pela ação das correntes marítimas. Há a possibilidade que outros peixes mortos possam ser encontrados nas praias da região.

Incêndio no Porto
As pessoas que trabalham no Porto de Santos ouviram uma grande explosão por volta das 6h desta sexta-feira (18). O fogo atingiu seis armazéns de açúcar e deixou quatro funcionários da empresa Copersucar feridos.

O incêndio, que já é considerado o maior da história do porto santista. Segundo a empresa, o incêndio atingiu cerca de 180 mil toneladas de açúcar bruto. As causas do incidente ainda não são conhecidas e estão sendo investigadas. No momento, a companhia está desenvolvendo um plano de contingência para suas operações, buscando minimizar os impactos do ocorrido. A previsão é que o incêndio seja extinto apenas no domingo (20).

Fonte G1 Santos

domingo, 15 de setembro de 2013

QUEM PAGARÁ À CONTA DAS DESAPROPRIAÇÕES?

ADIVINHEM QUEM PAGARÁ A CONTA ELEITOTÁRIOS DE SANTOS E GUARUJÁ?
CONSTRUÇÃO DE TÚNEL SANTOS-GUARUJÁ PODE DESAPROPRIAR QUASE 4 MIL PESSOAS.


TÚNEL LIGARÁ AS CIDADES DE SANTOS E GUARUJÁ. PRAZO PARA INÍCIO DA CONSTRUÇÃO É JULHO DE 2014.
Fonte G1 Santos

O túnel que ligará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo, está preocupando os moradores de áreas que podem ser desapropriadas para a construção da obra. De acordo com os responsáveis pelo túnel, ele deve ficar pronto no início de 2018. O tempo de ir de Santos para Guarujá, e vice versa, vai ser de pouco menos de dois minutos, passando pelo túnel, segundo os responsáveis pela obra. O projeto foi desenvolvido pela Dersa, já está pronto, e foi entregue para a Cetesb para o processo de licenciamento ambiental.

Para construção do túnel, e do acesso a ele, serão demolidas quase 1.500 casas em Santos e em Vicente de Carvalho. Quase 4 mil pessoas vão ter que se mudar. Diversos moradores do bairro Estuário estão preocupados. "Não queremos, e não vamos sair. Aqui não é invadido, nós pagamos, e muito caro", diz a cabeleireira Cristiane dos Santos. Eles acreditam que as casas deles estão no caminho do túnel e que vão ter que sair do bairro onde moram. "É difícil você morar no bairro há 60 anos e depois você ter que se deslocar para outro bairro. Muda completamente a vida, a estrutura de vida muda totalmente", conta o comerciário Antônio Brasileiro.

O aposentado Paulo Leite Matos conta que a expectativa está preocupando quem mora no bairro. "Tem um vizinho meu que não está mais dormindo de nervoso. Eu falei para ficar calmo porque eles devem chamar para conversar, por carta. Mas eles não convidaram para tomar decisão, e agora para dar uma satisfação está pior ainda", explica. Uma mulher chorou ao saber que sua casa pode ser demolida. "Morando aqui há 61 anos, minha mãe foi uma das fundadoras das casas populares, é triste sair assim", afirma a aposentada Ivone Maria Dos Santos.

As desapropriações serão nos bairros Estuário e Macuco. Algumas ruas têm até marcação feita por técnicos que já fizeram medições. O operador de guindaste Claudinei Branco Júnior mora em uma delas. "Por enquanto está nisso aí, só essas marcações. Por enquanto não notificaram, mas a gente já está tentando alguma coisa porque no futuro vamos ter que sair daqui correndo, as presas", conta. Os moradores explicam que eles querem que a obra seja feita, mas dizem que do jeito que está fica ruim para quem está no bairro. "A gente não é contra o túnel, nós somos contra a desapropriação dos moradores. Isso é um projeto inviável, vai complicar a vida dos moradores", diz o fotógrafo Manoel Messias.

Em Santos, 270 casas deverão ser desapropriadas, e serão pagos valores de mercado. Em Vicente de Carvalho, em Guarujá, a construção do túnel vai atingir 1220 moradias, mas como são casas em áreas invadidas os moradores vão ser encaminhados para programas habitacionais. "Nós indenizamos os bens daquela família, que ocupa uma área que não é de propriedade dela, e ela tem como opção sair ou ser encaminhados para programas de assentamento e programas habitacionais", explica o coordenador do projeto Dersa Estanislau Marcka.

O túnel submerso vai ter 762 metros de extensão todo feito com módulos de concreto pré-moldado. No lado de Santos, a pista vai começar nos bairros do Macuco e Estuário. Em Guarujá, o acesso será por Vicente de Carvalho. "Nós vamos fazer uma pré-qualificação até o final do ano, e lá para março nós temos uma licitação. As empresas pré-qualificadas apresentam as propostas e a previsão é iniciar no final de junho, começo de julho. O prazo de execução está estimado em 44 meses, isso dá começo de 2018, iniciando em julho de 2014", finaliza.

A construção do túnel vai custar R$ 2 bilhões e meio de reais, as obras podem começar em julho do ano que vem. As pessoas não precisam ficar preocupadas, ainda, porque esse projeto pode mudar. A Dersa vai realizar duas audiências públicas em novembro, uma em Santos e outra em Guarujá, para discutir com a população detalhes desse projeto.

A partir da próxima semana a Dersa vai criar duas centrais de relacionamento, uma em Santos e outra em Guarujá, para que as pessoas possam ir até esses locais e conhecer detalhes desse projeto. Os interessados vão saber quais casas serão demolidas. Em Santos a central vai ser instalada no Centro de Convivência na avenida praia, esquina com a avenida Conselheiro Nébias, de terça a sábado. Em Guarujá, a central vai funcionar na sede da prefeitura, e vai funcionar de segunda a sexta-feira.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

PROMOTOR EXIGE DOCUMENTOS DA SAIPEM!

PROMOTOR QUER QUE JUSTIÇA EXIJA DOCUMENTOS DA SAIPEM
ELOY SUGERE MANIFESTAÇÃO DA CETESB, PREFEITURA E ANTAQ SOBRE EMPREENDIMENTO


O promotor de Meio Ambiente Eloy Ojea Gomes está sugerindo à Justiça de Guarujá que, em 15 dias, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), a Prefeitura e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apresentem todos os documentos que permitiram a instalação da primeira base paulista de apoio logístico à exploração da camada pré-sal na Bacia de Santos pela italiana Saipem, na área do Complexo Industrial Naval de Guarujá (CING).

O pedido servirá para instruir a ação popular, com pedido de liminar, impetrada pelo advogado Airton Sinto, alegando que a multinacional estaria cometendo ato lesivo ao patrimônio artístico, estético, histórico e turístico.

Sinto acredita, entre outras coisas, que a empresa iniciou as obras antes de conseguir autorização da Antaq uma autarquia especial, com autonomia administrativa e funcional, vinculada ao Ministério dos Transportes do Brasil, responsável pela regulamentação, controle tarifário, estudo e desenvolvimento do transporte hidroviário no País.

Ele anexou documentos comprobatórios na ação. Em seu despacho, Ojea Gomes sugere ao juiz que obrigue a Antaq a apresentar documentos — contratos administrativos — provando outorga à Saipem do direito de construir e explorar um terminal marítimo de uso privado. Da Cetesb, o promotor quer a autorização permitindo as atividades da empresa.

Prefeitura
Eloy Ojea Gomes sugere que a Prefeitura junte aos autos o contrato administrativo; o estudo de impacto de vizinhança e a autorização de transporte por via terrestre dos insumos necessários à instalação do empreendimento. Paralelamente, o promotor pede que seja enviado ofício ao Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, para saber se o órgão deseja se manifestar.

Câmara quer assegurar CING
Por sua vez, os vereadores de Guarujá resolveram assegurar que a área do CING não seja destinada ao armazenamento e movimentação de contêineres — conforme reivindicam moradores e comerciantes dessa região. Para tanto, começaram a discutir mecanismos jurídicos a fim de eliminar qualquer brecha na legislação municipal que possa alterar a vocação econômica da região — ocupada basicamente por empresas do setor náutico (estaleiros, cooperativas de pesca) e residências.

O vereador e presidente do Legislativo, Marcelo Squassoni (PRB), apresentou Projeto de Lei Complementar (PLC) propondo nova redação ao Plano Diretor da Cidade (aprovado em 2007), convencido de que há ajustes a serem feitos no artigo 78 da Lei Complementar nº 108/2007, que estabeleceu a criação de Zonas Especiais de Interesse Público (ZEIPs), à qual a área em questão é assim denominada.

“Embora a legislação estabeleça que as atividades portuárias de armazenamento ou operações com contêineres só podem ser permitidas nas zonas portuárias, retro portuárias e aeroportuárias, isso não está descartado de forma expressa, no que se refere à área em questão”, observa Squassoni.

O presidente ressalta que, segundo a lei vigente, as ZEIPs estão submetidas a normas próprias de uso e ocupação do solo, o que pode abrir precedentes para o desenvolvimento de outros tipos de atividade. “Dessa forma, nada impede que o CING vire um enorme pátio de contêineres, o que tiraria a tranquilidade dos moradores dessa região. Daí o motivo de apresentarmos esse projeto”, completa.

Segundo a proposta, o artigo 78 da Lei Complementar nº 108/2007 passaria a contar com um parágrafo único, o qual garantiria que a região do CING não se aplica às atividades que se destinem exclusivamente ao armazenamento e operação de contêineres, de produto à granel ou de produto líquido de qualquer natureza, devendo tal atividade se restringir às áreas de porto e retroporto. O PLC vai passar pelas comissões da Casa e depois irá à votação.

Saipem garante legalidade
A Saipem já se posicionou, esclarecendo que seu projeto trata-se exclusivamente da construção do Centro de Tecnologia e Construção Offshore (CTCO) e não abrange atividades de terminal de contêiner

 O transporte de materiais necessários à operação será predominantemente realizado através do acesso marítimo, conforme divulgado anteriormente. A empresa explica que já foi construído um cais dedicado à atracação de balsas que já está em operação desde janeiro de 2013.

Nos vários licenciamentos e autorizações dos órgãos estaduais e municipais pertinentes a este tipo de projeto, inclusive no Conselho Municipal do Meio Ambiente, constam estas aprovações.

A Saipem ressalta que a Avenida dos Caiçaras, que dá acesso ao CING, é também o eixo principal de acesso aos bairros Santa Rosa, Santo Antonio, Vila Lígia, La Palmas, Astúrias e Guaiúba e, por isso, já conta com um tráfego significativo.

Além disso, explica que os caminhões utilizados para a obra do CTCO são relativos ao transporte temporário de materiais de construção e que cessarão imediatamente após o término das obras.

terça-feira, 23 de abril de 2013

PRAIAS CONTINUAM SOBRE SUSPEITA!

GUARUJÁ NÃO TEM NENHUMA PRAIA ÓTIMA OU BOA!
A QUALIDADE DAS PRAIAS DO LITORAL DE SÃO PAULO MELHOROU EM 2012.


O Estado de S.Paulo

A qualidade das praias do litoral de São Paulo melhorou em 2012. Até na Baixada Santista, onde geralmente se concentram os piores índices de balneabilidade, o total de praias classificadas como péssimas caiu de 28% para 13%.

Em Santos, por exemplo, todas as praias eram consideradas péssimas em 2011 - ou seja, passaram o ano inteiro impróprias para banho. Já no ano passado, somente a Ponta da Praia foi classificada dessa forma.

A exceção da melhora foi o Guarujá, onde a Praia de Pitangueiras apresentou o maior índice de poluição por coliformes fecais na região. Em 2011, 28% das praias do município foram consideradas boas. No ano passado, nenhuma. Classificada como péssima, a Praia do Perequê é a pior: passou 100% do tempo imprópria para banho.

Litoral norte. A situação é melhor no litoral norte de São Paulo, onde as praias ótimas triplicaram (de 5% para 16%) e as ruins e péssimas caíram pela metade (de 17% para 9%).

Em Ubatuba, as Praias do Prumirim, Vermelha, Vermelha do Norte, Toninhas, Lagoinha e do Pulso são consideradas ótimas, assim como a da Baleia, Guaecá, Jureia do Norte, Camburizinho e um dos pontos de medição de Juqueí e Boraceia, todas em São Sebastião.

O destaque negativo é Itaquanduba, em Ilhabela, e São Francisco, em São Sebastião, considerada péssimas. Ilhabela não apresentou nenhuma praia ótima, ou seja, que tenha permanecido própria para o banho durante todas as semanas do ano.

No litoral sul, Iguape e Ilha Comprida têm todas as praias boas, com exceção da Do Leste, que é ruim.


domingo, 9 de dezembro de 2012

A POLUIÇÃO NAS PRAIAS!

SECRETÁRIO CONTESTA LAUDOS DA CETESB, MAS FICA MUDO NO ESCÂNDALO DA DRAGAGEM DO CANAL DO PORTO!
ASSUNTO CORRENTE NA INTERNET ENTRE AMBIENTALISTAS E MORADORES DA CIDADE, A DRAGA QUE OPERAVA NO CANAL DE SANTOS ESTAVA DEPOSITANDO IRREGULARMENTE SEDIMENTOS DE DRAGAGEM PRÓXIMO AS PRAIAS DE GUARUJÁ POR ECONOMIA DE TEMPO E COMBUSTÍVEL, PODENDO TER AFETADO DIRETAMENTE AS PRAIAS DO GUAIUBA, TOMBO E ASTÚRIAS.


...POR QUE SERÁ QUE NINGUÉM EXPLICA O CASO? E A INSTALAÇÃO DA SAIPEM SECRETÁRIO? E AS LICENÇAS ESTÃO TODAS EM ORDEM?


domingo, 2 de dezembro de 2012

POLUIÇÃO NAS PRAIAS DE GUARUJÁ!

GUARUJÁ NOVAMENTE É DESTAQUE NA IMPRENSA NACIONAL!
INFELIZMENTE PELA POLUIÇÃO E SUJEIRA E NÃO BELEZA NATURAL DAS PRAIAS, PARABÉNS PREFEITA.


COMO SERÁ QUE SE CONSEGUE UMA BANDEIRA AZUL PARA UMA PRAIA QUE RECEBE ESGOTO À CÉU ABERTO?

quarta-feira, 9 de março de 2011

ÓRGÃOS CONFIAVEIS!

VOCÊ ACREDITA EM CETESB, SABESP, CODESP, ARTESP, COSESP, DEPUTADOS SANTISTAS E TUCANOS?

ENTÃO SEU CASO É MUITO GRAVE!
VEJAM A CREDIBILIDADE DAS INFORMAÇÕES DA CETESB?


PRAIA DA ENSEADA PRÓXIMO À RUA SANTA MARIA:

clique na foto p/ ampliar


VEJAM A MARCAÇÃO DA CETESB AO LADO DO RIO:


clique na foto p/ ampliar


BANDEIRA VERDE? ALGUÉM ACREDITA NISSO?


clique na foto p/ ampliar

CETESB, SABESP, DEPUTADOS DO PSDB E TUCANOS! 
TÃO CONFIÁVEIS QUANTO UMA NOTA DE R$ 3,00.

APOIAMOS A CAMPANHA DO WELINTON:
NÃO VOTE NO PSDB!


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

TRAGAM OS CACHORRINHOS!

GUARUJÁ NA MÍDIA NACIONAL
AREIAS DAS PITANGUEIRAS ELEGEM A PRAIA COMO "A PRAIA DE MER..."

JORNAL A TRIBUNA (01/08/10)
CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

Enquanto na cidade do Rio de Janeiro o monitoramento da qualidade sanitária das areias acontece a cada 15 dias, nas praias do Estado de São Paulo vem sendo realizado a cada 12 anos. A exceção fica por conta da análise feita no último verão, ou seja, no ano seguinte ao atual estudo, e que só será divulgada no próximo relatório. No entanto, um projeto de lei quer tornar essa avaliação mais frequente.

Apresentado na Assembleia Legislativa pelo deputado Carlinhos Almeida (PT), a proposta que inclui a análise periódica da areia no programa de monitoramento das praias executado pela Cetesb foi aprovada em abril do ano passado. Mas acabou vetada pelo então governador José Serra, que argumentou, entre outras coisas, que não há provas de que a presença de agentes patogênicos infectem os banhistas. Além disso, o veto (que ainda pode ser derrubado pelos parlamentares) sustentou quepraias com boas condições de balneabilidade normalmente têm areias com qualidade sanitária.

No entanto, essa não é uma regra. Quem alerta é a bióloga da Cetesb Karla Cristiane Pinto. Tanto que a praia de Pitangueiras, em Guarujá, apesar do histórico de bons resultados da água, apresentou alta densidade de indicadores fecais na avaliação da areia.

Apesar do veto do governo ao projeto de lei, Karla destaca que o assunto faz parte da pauta da Cetesb e que a análise pode passar a ser mais freqüente. No entanto, ela entende que "o monitoramento sistemático como acontece com a água não é necessário", mas que a forma ideal deve ser definida com base em estudos. Para a bióloga e professora da Unesp Ana Julia Fernandes Cardoso de Oliveira, de nada adianta a exigência do monitoramento, por meio de lei, se antes não forem estabelecidos parâmetros e valores aceitáveis. Para isso, ela defende a criação de grupo técnico.

Monitoramento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) sobre a qualidade sanitária das areias daspraias da Baixada Santista e do Litoral Norte constatou altadensidade de poluição fecal. Boqueirão, em Santos; Pitangueiras, em Guarujá; Gonzaguinha, em São Vicente; Tenório, em Ubatuba; e Sino, em Ilhabela, foram as que apresentaram maiores níveis de contaminação. Além delas, também foram avaliadas Boqueirão, em PraiaGrande; Indaiá, em Caraguatatuba; e Arrastão, em São Sebastião, totalizando oito praias selecionadas pela estatal de acordo com a qualidade de suas águas, ocupação urbana e freqüência de banhistas.

O estudo técnico analisou três indicadores de contaminação fecal: coliformes termotolerantes, escherichia coli e enterococos, e as bactérias staphylococcus aureus e pseudomonas aeruginosa em amostras de areia seca, úmida e de água. Além disso, observou a presença de candida albicans e de ovos de helmintos. A presença desses indicadores significa que o ambiente foi contaminado por fezes, conforme a bióloga e professora da Unesp Ana Julia Fernandes Cardoso de Oliveira, especialista em microbiologia marinha e ambiental. "Mas junto com isso pode haver bactérias patogênicas e vírus".

Apesar da constatação de poluição fecal, ainda não foi comprovada a capacidade da areia de infectar banhistas. Isso porque não existe até agora um estudo epidemiológico relacionando a densidade dessas bactérias na areia com a ocorrência de doenças. "Há alta densidade de indicadores fecais e de bactérias. O que isso acarreta, a gente não pode afirmar", explica Ana Julia. Em outras palavras, é sabido que há o risco de contaminação, mas não existem dados para dimensionar o tamanho dessa probabilidade.

Tampouco é possível dizer com certeza se os índices encontrados são admissíveis. Isso porque o País ainda nãocriou legislação que determine parâmetros, como já fez naresolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 274/2000, com critérios para determinar se as praias estão próprias ou impróprias para banho. A mesma resolução, em seu artigo 8º, apenas recomenda aos órgãos ambientais a avaliação das condições parasitológicas e microbiológicas da areia, para futuras padronizações.

Neste sentido, o relatório daCetesb destaca que já foram propostos alguns critérios dequalidade microbiológica para os indicadores de contaminação fecal da areia. Um estudo de Portugal, por exemplo, propõe valor imperativo de 100 mil coliformes termotolerantes e 10 mil enterococos por 100 gramas de areia. Se este fosse o padrão usado na avaliação das praias paulistas, Pitangueiras e Gonzaguinha, na Baixada Santista, e Tenório e Sino, no Litoral Norte, estariam impróprias.

Outro padrão citado no levantamento da Cetesb, proposto pela Associação Bandeira Azul, uma ONG da Europa, prevê como valores máximosadmissíveis a presença de 2 mil em 100 gramas de areia seca,de escherichia coli e enterococos. Com base nesses números,todas as praias da Baixada Santista estariam impróprias. Da mesma forma, três das quatro avaliadas no Litoral Norte (Sino, Tenório e Arrastão) também não seriam recomendadas.

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio de resolução da Secretaria de Meio Ambiente, estabeleceu limites para a classificação no ano de 2000, não recomendando o contato com as areias com concentração superior a 400 coliformes termotolerantes por 100 gramas. Em janeiro desse ano, depois de acumular dados de amostras coletadas entre o verão de2006 e o inverno de 2009, o parâmetro foi revisado. Agora, para que uma praia carioca não seja recomendada aos banhistas, é preciso a presença de 3.800 escherichia coli por 100 gramas de areia seca. Considerando esse valor como padrão, as praias do Boqueirão (em Santos e Praia Grande),Pitangueiras, Gonzaguinha e Sino estariam impróprias.

RISCO POTENCIAL

Mesmo sem a comprovação de que a presença dessas bactérias infectem os banhistas, não está descartada a possibilidade de doenças. "Nós entendemos que isso é um risco potencial", explica a gerente de monitoramento ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Vera Oliveira. Para ela, mesmo que não haja padrão nacional, o monitoramento serve para informar a população que há indicadores de poluição nesses lugares. Da mesma forma, a bióloga da Cetesb, Karla Cristiane Pinto, destaca que se há contaminação fecal, existe chance de haver bactérias patogênicas. Diz que "existe a tendência da areia seca ser mais contaminada que a úmida".

FONTE: JORNAL A TRIBUNA

domingo, 29 de novembro de 2009

A CAIXA PRETA


11 ANOS PASSARAM,AINDA SEM RESPOSTAS..
INCONFIDENTES ABREM A CAIXA PRETA DE GUARUJÁ!
DOW QUÍMICA ONDE ESTÃO NOSSOS PEIXES?

“Os peixes sumiram, a água está contaminada, não tenho mais de onde tirar meus sustento como pescador"

Enquanto o mundo fala de Emissão de Gases, reunião em Copenhague, velhos problemas continuam. Empresas e Terminais privados que lavam porões de navios, contêineres sem cuidar dos efluentes altamente nocivos ao homem e a vida marinha.

Em janeiro de 1998, o Greenpeace denunciou a contaminação por tetracloreto de carbono e clorofórmio encontrados nos efluentes da planta da Dow, localizada no Guarujá , no estado de São Paulo.

A postura da companhia foi negar a possibilidade de dano ambiental. Mesmo após dois anos da denuncia, a Dow recusa-se a pronunciar-se publicamente sobre o assunto.

“Os peixes sumiram, a água está contaminada, não tenho mais de onde tirar meus sustento como pescador, Hoje luto por um futuro melhor para meus filhos, não quero dar a eles a vida que tive, vendo a minha maior riqueza, o estuário do Guarujá, ser destruído pela poluição”.

Newton Rafael Gonçalves é pescador caiçara, secretário geral da UNIPESQ e morador a mais de 44 anos do síto Conceiçãozinha, fundado em 1898 e localizado ao lado da planta da Dow Química no Guarujá, litoral do estado de São Paulo.

SANTO AMARO
Um rio que está morrendo
Texto: Paulo Mota

GUARUJÁ - Já foi um rio importante, por onde entravam as expedições dos colonizadores para conhecerem o interior da ilha. Foi um dos pontos-bases de abastecimento da área e o remanso formado por sua embocadura, no estuário, servia para guardar, com segurança, embarcações de médio porte.

Nada disso, entretanto, garantiu ao velho Rio Santo Amaro, o mais característico curso de água de Guarujá, a respeitabilidade exigida. E hoje, cinco séculos após o início da colonização, ainda tendo importância econômica para a área, o Santo Amaro é um rio agonizante.

Além da fábrica e dos estaleiros, ali estão o Iate Clube de Santos, um dos maiores e mais sofisticados do País, e a Garagem Náutica do Corpo de Bombeiros, onde são centralizadas as operações de salvamento na região. Some-se a isso a presença, a pouco mais de 200 metros, de uma das unidades da Dow Química, e tem-se uma idéia de como o velho Santo Amaro é afetado no pequeno espaço da sua embocadura.

Danos - Tal concentração, naturalmente, não se faria sem sérios problemas para a sobrevivência do rio. Os poucos peixes e crustáceos que sobrevivem não servem para o consumo, tal o grau de contaminação por produtos químicos diversos, desde óleos combustíveis, até metais líquidos pesados, que, segundo dizem, provêm da Dow Química ou do porto.

A Garagem Náutica dos Bombeiros existe há 30 anos no local, mas há cerca de 10 os salva-vidas deixaram de fazer treinamentos na área. "Quem mergulhar, aí, arrisca-se a ter sérios problemas de pele. E, se engolir um pouco de água, sabe-se lá o que pode contrair", afirmou um veterano policial militar. Lembrou que, até há poucos anos, um professor da Universidade de São Paulo, que pesquisava a qualidade da água ao longo do rio, deixou de coletar amostras naquele trecho. "Ele disse que não havia necessidade de se fazer análises químicas para se atestar o grau de contaminação do rio por aqui"

Passivo ambiental
Da Redação

Segundo o estudo, e como sustentam as campanhas publicitárias que propagam a revitalização do meio ambiente da Baixada, houve recuperação ambiental do estuário. Essa afirmação, no entanto, é contestada pelo engenheiro químico e perito do Ministério Público (MP) Élio Lopes: "Não se pode falar em recuperação. O que houve foi uma redução da carga poluidora". Efetivamente, em termos de volume, houve uma diminuição significativa dos poluentes lançados no sistema estuarino: os orgânicos sofreram redução de 93%, e a emissão de metais pesados caiu 97%.

Mas esses valores isolados, e mesmo se consideradas algumas melhorias dos ecossistemas aquáticos da região, como o aumento do número de aves, não são suficientes para atestar recuperação ambiental.

O caso que merece destaque é a situação do rio Santo Amaro, no Guarujá, que desemboca na porção externa do estuário de Santos depois de receber os efluentes da Dow Química.

Nessas áreas, segundo as amostras coletadas, a maior variedade e freqüência de poluentes foram detectadas nos sedimentos, o que indica uma contaminação passada, ou passivo ambiental, das indústrias.

Pesca improdutiva

Espremida pela maciça ocupação industrial da região, a comunidade de Sítio Conceiçãozinha tem hoje apenas 300 metros de abertura para as águas do estuário. Dali, a paisagem predominante é a das máquinas dos terminais portuários do canal de Santos. Porém, mais desolada é a vista das palafitas erguidas sobre o mangue. "Isto aqui era um sítio. Havia banana, mexerica. Hoje, é uma favela", diz, desconsolado, Ilson Vaz, morador local há 45 anos. Como muitos ali, trabalha como estivador, no terminal da Cosipa. Outros tantos vivem unicamente da pesca, atividade com a qual sustentam suas famílias. Direta ou indiretamente, pescadores e estivadores dependem das águas do estuário.

Essa é a situação da comunidade, estabelecida nessa área há mais de cem anos. De uma forma ou de outra, depende do emprego gerado pelas mesmas indústrias que degradam seus meios de subsistência. O Sítio Conceiçãozinha situa-se próximo à foz do rio Santo Amaro, que recebe poluentes da Dow Química. As amostras de sedimento do local apresentaram contaminação por vários metais pesados, além de BHC e PAHs. Um requerimento exigiu o posicionamento da empresa quanto aos dados apontados pelo relatório da Cetesb e a denúncias das organizações não-governamentais (ONGs) Greenpeace e Coletivo Alternativa Verde (Cave), que motivaram, em 1998, uma representação contra a Dow no Ministério Público Federal.

O relatório da Cetesb sobre as condições de contaminação do estuário e dos rios que nele desembocam só comprova o que populações como a do Sítio Conceiçãozinha experimentam no cotidiano. "Quando se pergunta a qualquer pescador dessas áreas, todos têm uma só opinião: a poluição acabou com o pescado", afirma Valton Bezerra, da União de Pescadores de Conceiçãozinha. Com isso, os cerca de 230 pescadores da comunidade precisam cada vez mais se afastar da costa, em direção ao alto-mar, em busca da antiga produção. Mesmo assim, a poluição já atingiu o Farol da Moela e a Laje de Santos. Segundo Newton Rafael, morador de Conceiçãozinha desde que nasceu, há 51 anos, os siris e os camarões praticamente desapareceram. "Com certeza por causa da poluição química das indústrias", diz ele.

Não bastasse a escassez, o consumo de peixes e frutos do mar também tem diminuído devido à possibilidade de contaminação. "Eu mesmo só como pescado de fora do estuário", confessa Ilson Vaz. E tudo isso acabou por trazer mais dificuldades aos pescadores, muitos dos quais, segundo Newton Rafael, foram obrigados a penhorar seus barcos.

Não se pode desprezar a ação industrial como a principal interferência nesse processo. A Dow Química alegou que o estudo da Cetesb "não permite identificar de maneira conclusiva, nesta fase, a efetiva origem dos agentes poluidores encontrados em todo o estuário". Esse dado é contestado pela gerente da divisão de análises hidrobiológicas da Cetesb, Marta Lamparelli. "Houve associação entre fontes e poluentes nos casos da Dow e da Cosipa", afirma ela. Outra grande responsável pela contaminação do sistema estuarino da região, a Cosipa, nem mesmo se manifestou sobre o assunto.

O fato indiscutível é que o estuário e os rios da região encontram-se profundamente degradados. "A carga remanescente é alta o suficiente para manter a taxa de contaminação elevada", afirma o médico Eládio Santos Filho. Em vez de apontar culpados, a única iniciativa possível para a reversão do quadro é as indústrias assumirem o problema como global e investirem conjuntamente na recuperação ambiental, e não apenas no controle das emissões.

Questão de saúde

Aziz Nacib Ab’Sáber, geógrafo e professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), mantém-se cético sobre a recuperação da região. "Acabar com o problema é impossível", diz ele. "No caso de Conceiçãozinha, somando-se o número crescente de pessoas, o descaso do governo e o espaço estagnado do mangue, anuncia-se uma grande tragédia humana", completa o professor.

Para Newton Rafael, "quem perde o meio de subsistência, perde a dignidade". Essa frase sintetiza a situação dos moradores daquela comunidade e de outras que dependem da pesca e da coleta de animais na área do estuário e nos rios da região. À Cetesb cabe, em curto prazo, fiscalizar as empresas e estabelecer parâmetros restritivos à emissão de poluentes, através de mais estudos. "Estamos instalando sistemas de monitoramento contínuo nas indústrias e dando prosseguimento às avaliações da região", afirma Jorge Moya.

Outro órgão governamental envolvido, o Ministério Público, deve zelar para que os crimes ambientais cometidos na região não venham a se repetir. "Estamos efetuando investigações para a tomada de eventuais providências jurídicas", garante o procurador Antonio Daloia.

É escassa a legislação brasileira sobre saúde relacionada a os efeitos da poluição. A própria resolução 20 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), datada de 1986, que serviu de referência para muitos dos parâmetros adotados no estudo da Cetesb, não é suficiente diante dos efeitos da contaminação industrial.

Diante disso, torna-se urgente a elaboração da avaliação de risco recomendada pela Cetesb aos órgãos de saúde. Devem integrar o trabalho estudos sobre os hábitos alimentares das comunidades e exames que verifiquem a contaminação a que foram submetidas essas populações, especialmente através da ingestão de organismos afetados. "A via de ingestão é realmente preocupante", sustenta Marta Lamparelli. Por essa razão, está sendo constituído um grupo de trabalho formado pela Cetesb, pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). "É um caso complexo, ainda mais por se tratar de uma área metropolitana", diz o diretor de Meio Ambiente do CVS, Sérgio Valentim. "Nosso objetivo é proceder à caracterização das fontes poluidoras e das populações para definir que iniciativas podem ser adotada
s em benefício da saúde pública", complementa.

Enquanto isso, os pescadores e suas famílias continuam convivendo com a poluição e seus efeitos, à espera de soluções que, neste caso, dependem não só do poder público, mas principalmente "da boa vontade" de grandes grupos industriais.