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terça-feira, 21 de outubro de 2014

FALTA DE ÁGUA LEVA A PARA O GUARUJÁ.

FALTA DE ÁGUA LEVA A “VAQUINHA” POR CAMINHÃO-PIPA E FUGA PARA O GUARUJÁ.
AS CIDADES DO LITORAL PAULISTA FICARAM LOTADAS NO FINAL DE SEMANA. EM GUARUJÁ (BAIXADA SANTISTA), A OCUPAÇÃO DOS HOTÉIS JÁ ESTAVA EM QUASE 100% NA SEXTA (17), SEGUNDO A ASSOCIAÇÃO COMERCIAL.


A falta de água já leva moradores de São Paulo a fazer até uma vaquinha; entre vizinhos e, assim, garantir o abastecimento por meio de caminhões-pipa. Quem pôde sair buscou refúgio no litoral no fim de semana. O resultado foi um movimento típico de férias de verão, com tráfego lento nas estradas.

Chego à noite e nunca tem água. Está faltando todos os dias, diz Fátima Gonçalves, 38, que estuda recorrer ao caminhão-pipa para encher a caixa d'água na casa onde mora, no Jaraguá, na zona norte. Ela enfrenta o corte todos os dias a partir das 20h.

Moradores de diferentes regiões tentam reforçar o estoque como podem. A dona de casa Alessandra Ribeiro, 32, aproveita para guardar água durante a semana em Cidade Ademar, na zona sul, onde mora.

Encho balde, garrafas. Vale tudo. A água que usamos para lavar a roupa também lava o quintal, afirma.

Moradora do Jaçanã, Lindalva Maria Dias, 64, utiliza técnicas aprendidas na Paraíba para ter água

No Jaçanã, na zona norte, moradores se queixam que há três meses que a água é cortada entre as 21h e as 6h. Agora, já falta até durante o dia. A saída é economizar e reaproveitar o pouco que conseguem tirar da torneira.

A costureira Lindalva Maria Dias, 64, tem baldes por todos os cantos da casa, principalmente na cozinha.

Quando lava a louça ou as verduras, ela deixa uma bacia embaixo da torneira para aproveitar a água. O que cai aqui eu jogo no balde e depois uso para a descarga do vaso na sanitário.

Mas esse não é seu único método para enfrentar o problema. Também reutilizo a água da máquina de lavar. A primeira água, que sai mais suja, uso para lavar o quintal, e a segunda, mais limpa, uso para lavar outras roupas.

Até mesmo quem ainda não ficou sem água já adota medidas preventivas.

O engenheiro Pietro Verdile, 28, foi pego de surpresa nesta semana por um aviso no condomínio onde mora. No papel, o comunicado: Situação de risco; Verdile diz que o aviso deu certo: Todo mundo controlou.

Segundo a Sabesp, as queixas tiveram redução de 60% em comparação com o final de semana anterior (11 e 12/10). No Jaçanã, os casos foram causados por uma manutenção emergencial.

LITORAL

As cidades do litoral paulista ficaram lotadas no final de semana. Em Guarujá (Baixada Santista), a ocupação dos hotéis já estava em quase 100% na sexta (17), segundo a associação comercial. Em Ilhabela, foi o terceiro fim de semana consecutivo com lotação total nos hotéis e pousadas.

A vendedora Bruna de Moraes, 19, citou a escassez de água como um dos motivos para alugar, com mais 19 jovens de Jacareí (84 km da capital), uma casa para o fim de semana em Caraguatatuba.

O tempo médio de espera para a balsa entre São Sebastião e Ilhabela chegou a ultrapassar três horas no fim da tarde de domingo. Alguns supermercados chegaram a ter fila.

Muitos turistas resolveram estender o horário de voltar para casa. Foi o caso do advogado Alessandro Reis, 28, que passou o fim de semana em Caraguá. Vai ser inevitável pegar congestionamento, mas pelo menos curtimos o final de semana.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

sábado, 1 de março de 2014

MENORES ASSALTAM TURISTAS COM VIOLÊNCIA NA IMIGRANTES

MACHUCARAM "TODO MUNDO", DIZ VÍTIMA DE ARRASTÃO EM ESTRADA NO LITORAL.
SEGUNDO ALGUMAS TESTEMUNHAS UM GRUPO DE GAROTOS REALIZOU AS AÇÕES. CASO ACONTECEU EM CUBATÃO NO SENTIDO DE GUARUJÁ.


Os turistas que foram assaltados nesta sexta-feira (28), após um grupo de menores promover um arrastão na Rodovia dos Imigrantes, próximo ao município de Guarujá, no litoral de São Paulo, relataram os momentos de tensão vividos durante o primeiro dia de carnaval. De acordo com alguns deles os suspeitos abriram as portas dos carros e puxaram até crianças para fora dos veículos.

De acordo com testemunhas a ação foi realizada por um grupo de menores que se aproveitou do congestionamento, devido ao excesso de veículos na rodovia, e começou a abordar os carros e assaltar os ocupantes. “É um absurdo, dez moleques abrindo a porta dos carros das pessoas arrancando criança, arrancando bolsa, machucando todo mundo”, diz a advogada Luciane Delicato da Silva.

Algumas das vítimas foram surpreendidas pela ação dos suspeitos que em alguns casos abordavam os motoristas fingindo vender água. “Parei para comprar água, tava com sede, tava trânsito e eles me roubaram, levaram meu celular, em alguns pontos eles estavam até tirando objetos de dentro do carro das pessoas”, explica o professor José Leite.

Após os crimes serem cometidos muitos motoristas pararam no meio da rodovia com receio de seguir em frente, o que resultou em uma fila de veículos com 12 km de extensão. A situação causou indignação em muitos dos motoristas. “É um absurdo, a gente paga imposto, paga pedágio caro e de repente você é sujeito a ser assaltado aí. Em plenas férias, você quer tirar uma folga, porque tem direito e chegamos aqui e ficamos parados não por causa de congestionamento e sim por falta de segurança, isso que é duro”, diz o dentista Marcos Vidal.

O médico Felipe Borgan foi outro motorista que acabou ficando parado no congestionamento após o arrastão. “Nosso objetivo seria descansar um pouco no litoral, mas infelizmente a nossa segurança deixa muito a desejar, o cidadão brasileiro não tem direito a nada, nem a segurança, nem a descanso, nem a nada” explica.

A Polícia Rodoviária diz que os crimes que ocorreram na Rodovia dos Imigrantes não teriam sido um arrastão. “Foi um desencadear de ações. Um primeiro veículo foi vítima de roubo, os outros acabaram se assustando com a situação e alguns deles começaram a voltar pela contramão. A população pode ficar tranquila porque o policiamento está dimensionado para fazer frente à essas demandas”, conclui o Major José Marcelo Macedo Costa.

Fonte G1/Santos

sábado, 27 de julho de 2013

O CAOS INSTALADO EM GUARUJÁ!

DOZE QUILÔMETROS DE CAMINHÕES E CONGESTIONAMENTO, FILAS IMENSAS NA BALSA, CORTESIA DA PREFEITA MARIA ANTONIETA DE BRITO DO PMDB!
OBRAS NA RUA DO ADUBO NO MEIO DA SAFRA MOSTRAM TODO PLANEJAMENTO E SABEDORIA DO GOVERNO MARIA ANTONIETA DE BRITO DE GUARUJÁ.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

GOVERNADOR CHAMA AÇÃO DA PREFEITA DE CUBATÃO DE DESASTROSA.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO SUSPENDE DECRETO DE CUBATÃO
GOVERNADOR ENTROU COM ADIN CONTRA AÇÃO QUE CHAMOU DE “DESASTROSA”; PREFEITURA AFIRMA QUE VAI RECORRER À DECISÃO.


O Governo do Estado, representado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), obteve junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a suspensão da aplicação do Artigo 1º da Lei 1.894 (21.12.1990) e também do Artigo 1º do Decreto 10.048 (24.05.2013), ambos do Município de Cubatão, que disciplinaram o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e industriais daquela localidade e que, na última semana, causou um caos no Sistema Anchieta-Imigrantes, com congestionamentos de mais de 50 km, ao restringir das 8 às 18h o horário de funcionamento dos pátios reguladores de estacionamento de caminhões que se dirigem ao Porto de Santos, instalados em Cubatão.

A decisão liminar foi proferida pelo desembargador Xavier de Aquino em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), parcial para a lei citada e total para o decreto. No despacho do magistrado, ele destaca: “... de forma inusitada, a legislação em testilha feriu não só a Carta Maior, mas a Constituição do Estado e, sobretudo, o bem estar dos munícipes. Com efeito, a legislação em exame vai no contra fluxo de qualquer interesse político que a alcaide deva ter. Ora, a par de ter confundido os conceitos de estacionamentos de veículos com o de pátios reguladores, causou o maior caos, um verdadeiro descontrole no chamado Sistema Anchieta-Imigrantes”.

O desembargador, ao conceder a liminar, também destacou que a legislação atacada “viola consectários fundamentais que garantem a liberdade de locomoção, bem corno o exercício da atividade econômica, e, MAIS DO QUE TUDO, impede o desenvolvimento nacional, mormente do Brasil, que faz parte do ‘BRIC’ e luta para se tornar um país desenvolvido.”

Prefeitura vai recorrer
Em nota, a Prefeitura de Cubatão manifestou: “a Prefeitura de Cubatão lamenta a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que concedeu uma liminar ao Governo do Estado contra o decreto municipal 10.048/2013, que regulamenta o horário de funcionamento dos pátios de caminhões que atuam no município, porque o funcionamento dos estabelecimentos comerciais é uma prerrogativa legal dos municípios”, informou.

O Executivo continua: “em vez de propor e encontrar soluções, maior parte de sua responsabilidade, o Governo do Estado buscou um caminho jurídico que não resolve os constantes congestionamentos que acontecem rotineiramente nas rodovias da região, impactando toda a Baixada, mas com maior impacto no povo cubatense”.

A Prefeitura disse ainda que “havia suspendido os efeitos do decreto até o dia 11, após duas reuniões”, mas que o ato de Alckmin pode prejudicar o diálogo entre as partes. “A Prefeitura teme que essa decisão não somente coloque em risco o processo de diálogo e a busca por soluções, mas também prejudique os avanços conquistados nas últimas duas semanas. Informa ainda que irá recorrer da liminar”, conclui.

Fonte: Diario do Litoral e Balanço Geral

segunda-feira, 27 de maio de 2013

SUPER-CONGESTIONAMENTO ANUNCIADO EM CUBATÃO!

MOTORISTAS DEVEM EVITAR A DOMÊNICO RANGONI ATÉ A MANHÃ DESTA TERÇA-FEIRA (28/05)
DECRETO MUNICIPAL LIMITANDO HORÁRIO DOS PÁTIOS INSTITUÍDO PELA PREFEITA DE CUBATÃO, ENLOUQUECERÁ MOTORISTAS NA RODOVIA.


Nesta segunda-feira, começou a  vigorar o  funcionamento dos estabelecimentos destinados ao estacionamento de veículos de transporte de carga. O horário foi limitado pela prefeita de Cubatão, Márcia Rosa,  das 8 às 18 horas. Entretanto, após as 18 horas, formou-se um enorme congestionamento na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, sentido Cubatão - Guarujá.  

Devido ao excesso de veículos comerciais, os motoristas encontram tráfego congestionado  do KM 264 ao KM  262, sentido Guarujá,   e do KM 267 ao KM 270, sentido Cubatão, de acordo com informações da Ecovias.  Para evitar maiores transtornos, a Polícia Rodoviária pede que os motoristas evitem a região até a manhã desta terça-feira. 

Limitação
O decreto regulamenta as penalidades previstas pela Lei Municipal 1.894, de 1990, que fixa o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais existentes no município. Os infratores estão sujeitos à pena de suspensão das atividades por dez dias. Em caso de reincidência, a proibição aumenta para 30 dias. E em última instância, ou caso o descumprimento acarrete em sérios transtornos socioeconômicos, o alvará de funcionamento do local poderá ser cassado pela Administração Municipal.

A medida visa ser mais um instrumento para coibir os constantes congestionamentos nos limites municipais, provocados pelo excesso de caminhões que se dirigem ao Porto de Santos para o escoamento da produção e se utilizam dos pátios reguladores que atuam em Cubatão.

Segundo a Chefe do Executivo, o município sofre constantes prejuízos com os problemas logísticos deste período de safra. "A vida da cidade está extremamente comprometida. As pessoas não têm como se locomoverem para o trabalho, a indústria não tem como escoar a produção industrial e os caminhões parados nas estradas com o motor ligado provocam poluição atmosférica, sem mencionar os assaltos nos congestionamentos".

Como explica a prefeita de Cubatão, os estabelecimentos e os terminais portuários foram constantemente procurados pela Municipalidade para auxiliarem na solução do problema, mas os transtornos continuam a ocorrer. "Em março, quando dos primeiros problemas envolvendo o tráfego de caminhões, encaminhamos documentos aos terminais e pátios reguladores alertando da situação e das medidas que tomaríamos para manter a mobilidade urbana do município. Infelizmente não houve retorno por parte dos responsáveis. Precisamos, então, tomar essa medida de impacto. Não podemos mais ficar apenas com os ônus de estarmos em localização logística privilegiada".

A Prefeitura realiza a fiscalização do cumprimento da medida, por meio de órgãos como a Secretaria de Finanças e a Companhia Municipal de Trânsito, mas também solicitará o apoio de outros agentes, como a Polícia Rodoviária. "Continuamos mantendo o diálogo com todos os envolvidos e estamos fazendo nossa parte, mas ainda defendemos que a solução efetiva desse problema deve ser discutida de forma metropolitana", pondera Márcia Rosa.

Fonte: De A Tribuna On-line

sábado, 25 de maio de 2013

DECRETO DE MÁRCIA ROSA ENLOUQUECERÁ MOTORISTAS!

PREFEITA DE CUBATÃO MÁRCIA ROSA (PT), CONTRIBUI MUITO PARA NA PRÓXIMA SEMANA, MOTORISTAS ENLOUQUECEREM NAS RODOVIAS LOCAIS!
CUBATÃO LIMITA HORÁRIO DE PÁTIO DE CAMINHÕES.


A prefeita de Cubatão, Márcia Rosa, determinou ontem à tarde, por meio de um decreto municipal, a redução do horário de funcionamento dos dois únicos pátios usados para regular o acesso de caminhões ao porto de Santos.

Os pátios da Elog e do Rodopark, localizados na cidade, só poderão funcionar das 8h às 18h. A decisão, que começa a valer na próxima segunda-feira, deve gerar ainda mais confusão na rodovia Cônego Domênico Rangoni, antiga Piaçaguera-Guarujá.

Hoje, os dois estacionamentos possuem 1.650 vagas e funcionam 24 horas. O uso rotativo dessas vagas permite a passagem de mais de 3.500 caminhões por dia.

Com a restrição, a tendência é que os caminhões não tenham lugar para aguardar vagas nos terminais.

"Essa decisão é uma provocação. Sabemos que a situação vai piorar nos primeiros dias, mas isso vai exigir uma solução definitiva para esse problema que afeta a cidade de Cubatão", disse José Eduardo Limonge, procurador-geral do município.

A decisão de restringir a operação dos pátios foi tomada pela prefeita em meio a um processo de cassação que ela enfrenta na Justiça Eleitoral.

CAOS
A supersafra de grãos tem criado desde o início do ano uma rotina de congestionamentos na principal rodovia da Baixada Santista, a Piaçaguera, que interliga Santos, Cubatão e Guarujá. Ontem, filas de 11 quilômetros interromperam a circulação de veículos na região.

A Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) reagiu com preocupação à decisão da cidade de Cubatão.

"A companhia entende que a medida compromete a logística de acesso aos terminais e não entende de que forma a limitação no horário de funcionamento dos pátios reguladores reduzirá impactos no município", diz, em nota.

A companhia Docas exige que terminais de granéis em Santos contratem vagas nos pátios para os caminhões.

Esses espaços funcionam como "pulmões" e evitam que caminhões rumem para a área portuária sem horário marcado para descarregar.

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 21 de abril de 2013

ENCONTRO DAS SAFRAS VAI CAUSAR UM APOCALIPSE LOGÍSTICO!

ENCONTRO DA SAFRA DE GRÃOS COM A SAFRA DE AÇÚCAR DEVE MANTER OS CONGESTIONAMENTOS ATÉ AGOSTO!
PROJEÇÕES DA CODESP APONTAM O MÊS DE AGOSTO, COMO O MAIS CAÓTICO PARA OPERAÇÃO PORTUÁRIA.


CODESP AFIRMA QUE NÃO TOMARÁ QUALQUER MEDIDA AFIRMANDO QUE O PORTO ESTÁ PREPARADO PARA RECEBER AS CARGAS!

sexta-feira, 29 de março de 2013

UMA CIDADE DOENTE!

NO FERIADO DA PÁSCOA FAÇA COMO ALGUNS DIRETORES DA SAÚDE DE GUARUJÁ: SAIAM DA CIDADE OU ENTÃO FAÇAM COMO ALGUNS MÉDICOS, NÃO VENHAM PARA O GUARUJÁ, TRABALHAR!
CHUVAS, DENGUE, MENINGITE, GRIPE TIPO A,B,C..., ESTE É O GUARUJÁ, UMA CIDADE DOENTE E PIOR, SEM CURA.


A VERDADE É SIMPLES: DEUS É GUARUJAENSE E SALVE-SE QUEM PUDER!

quarta-feira, 27 de março de 2013

PREFEITA TIRA O BUMBUM DA SERINGA!

PREFEITA MARIA ANTONIETA DE BRITO RESPONSABILIZA POLÍCIA RODOVIÁRIA PELO CAOS NA RODOVIA!
PRODUTORES RECLAMAM QUE MAIS DE 4 BILHÕES DE PREJUÍZOS E A PREFEITA COMO SEMPRE, TIRA O BUMBUM DA SERINGA E CULPA O LADO MAIS FRACO DO SISTEMA.


Produtores perdem US$ 4 bilhões com caos logístico no país
AGNALDO BRITO - FOLHA DE SÃO PAULO


A Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) calculou em pelo menos US$ 4 bilhões os prejuízos que os produtores terão neste ano com a caótica logística para a exportação de soja e de milho.

A entidade diz que o país vai exportar 40 milhões de toneladas de soja e 18 milhões de toneladas de milho.

O custo para levar cada tonelada aos portos de Santos ou Paranaguá passou de US$ 81 para US$ 98 por tonelada, cerca de US$ 70 a mais do que pagam os concorrentes da Argentina e dos EUA.

Esse custo é descontado do preço da soja, cotada a US$ 525 a tonelada, e do milho -US$ 246 a tonelada.

"Os prejuízos envolvidos com o escoamento da safra já alcançaram valores superiores ao custo que teríamos em implantar vários corredores hidroviários no país", afirma Sérgio Mendes, presidente da Anec.

O Brasil tem planos para implantar ao menos duas hidrovias para escoamento da safra pelo Norte, nos corredores dos rios Teles Pires-Tapajós e Araguaia-Tocantins.

O único corredor de exportação que funciona com saída hidroviária pela bacia do Amazonas é a logística do rio Madeira, a partir de Porto Velho (RO).

O governo brasileiro demonstrou interesse em desenvolver sistemas de transporte hidroviário ao bancar a construção da eclusa que rompe a barragem da usina hidrelétrica de Tucuruí (PA), no rio Tocantins.

O país gastou R$ 1,6 bilhão (US$ 800 milhões) no projeto, mas mesmo concluída a estrutura é subutilizada devido a problemas com a navegação abaixo da barragem.

O escoamento de grãos para a exportação pela região Norte do Brasil resolveria parte dos problemas registrados atualmente nos portos de Santos e de Paranaguá.

VOLTA DO PROBLEMA
Depois de uma trégua de três dias, a rodovia Cônego Domênico Rangoni -principal via de circulação entre Bertioga, Guarujá, Cubatão e Santos- voltou a congestionar ontem. Obras de recapeamento da rua do Adubo, única que dá acesso ao porto, atrapalharam o fluxo.

A prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, responsabilizou a PMR (Polícia Militar Rodoviária) por falha na fiscalização dos caminhoneiros.

Segundo ela, a separação de caminhões de contêineres e de grãos não foi feita.

A PMR disse que reforçou o efetivo na região para tentar organizar o fluxo de caminhões, mas diz que ainda aguarda medidas estruturais para resolver o problema do escoamento da safra.

FILA DE NAVIOS
Não são apenas caminhões que estão em fila. O porto de Santos tem hoje 45 navios esperando vaga no cais para carregar soja e farelo. Juntos, eles aguardam 2,6 milhões de toneladas de grãos.

Excluído o que chega a Santos sobre trens, o volume restante de 1,9 milhão de toneladas de soja precisará de 54 mil caminhões para dar conta de encher os porões dos graneleiros.

Por dia, descem a Santos 3.200 caminhões carregados com soja. Considerando todas as cargas, são mais de 10 mil caminhões. Logo, chegarão os caminhões de açúcar.

terça-feira, 26 de março de 2013

APAGÃO LOGÍSITICO, CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA

O APAGÃO LOGÍSTICO NOS PORTOS


Apagão logístico, crônica de uma morte anunciada

Volto hoje à carga a respeito do caos na logística de produtos agrícolas que vamos viver este ano. A gravidade da situação está perfeitamente ilustrada na fila de 25 quilômetros de caminhões na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, esperando 70 horas para descarregar no Porto de Santos e infernizando também a vida dos que vão para o Guarujá ou para o Litoral Norte.

Não dá para dizer que esse caos seja uma surpresa conjuntural imprevisível. Nos últimos 12 anos a safra brasileira de grãos dobrou de tamanho, enquanto a logística praticamente nada mudou. O que estamos assistindo é à "crônica de uma morte anunciada", após duas décadas de descaso, legislação anacrônica, instalações precárias, burocracia infernal, reserva de mercado e corporativismo endêmico. Enquanto no Brasil o principal modal é o caminhão rodando milhares de quilômetros em estradas esburacadas (55% da distribuição de grãos), nos EUA, nosso maior concorrente, hidrovias construídas há mais de 80 anos nos Rios Mississippi, Missouri e outros respondem por 60% do transporte de grãos.

Hoje nosso maior gargalo está nos portos. A logística portuária começou mal este ano, com 27 dias parados por causa de chuvas - o carregamento dos navios é feito a céu aberto e qualquer indício de chuva interrompe a operação. Além disso, em decorrência da quebra da safra americana, o Brasil tornou-se o maior exportador mundial de milho - com 25 milhões de toneladas exportadas, ante 8,5 milhões na safra passada. Esse imenso volume de milho está atrasando os embarques de soja, que, por sua vez, vão afetar os embarques de açúcar a partir de abril e de milho safrinha a partir de julho. Na semana passada a fila para carregar soja nos portos brasileiros superou 200 navios, 80 mais do que no mesmo período do ano passado.

De março a julho vamos ter de escoar 7,2 milhões de toneladas por mês de soja e milho pelos portos, valor 25% superior ao do mesmo período do ano passado. Não é difícil prever que esses quatro meses serão um caos, principalmente se chover demais, já que estaremos operando muito próximos da capacidade máxima dos portos. Outra agravante é a nova lei dos caminhoneiros - que determina paradas obrigatórias dos caminhões a cada quatro horas, com jornada máxima diária de 11 horas -, além do problema da falta de caminhoneiros, estimado em 50 mil a 100 mil profissionais. Outro grave problema é a deficiência de armazéns, uma vez que só conseguimos estocar 65% dos grãos produzidos no País. Ao contrário do que ocorre nos nossos principais competidores, no Brasil o caminhão tornou-se um "armazém sobre rodas", porque não tem onde colocar o produto e na safra a única solução é a carreta na fila de espera para o porto.

Portanto, no curto prazo a única variável de ajuste possível serão novos aumentos de fretes, destruindo a rentabilidade de produtores e traders. Dez anos atrás, o custo de frete no Brasil era duas vezes superior ao da Argentina e dos EUA. Este ano, numa visão otimista, será, no mínimo, quatro vezes superior (mais de US$ 100/t, ante cerca de US$ 25/t nos nossos concorrentes), chegando a ser cinco, sete vezes maior para as regiões mais distantes do Cerrado.

Não é de espantar, portanto, que um grande importador chinês tenha cancelado o carregamento de 33 navios de soja, trocando o suprimento brasileiro pelo da Argentina. Os chineses são extremamente oportunistas nessa hora e, obviamente, utilizam esse recurso para renegociar os seus contratos em melhores termos. Mas a culpa não é deles, é nossa!

A única solução para o caos logístico encontra-se no médio e longo prazos e se chama investimento maciço. Precisaríamos investir pelo menos R$ 40 bilhões no sistema portuário, montante quase três vezes maior que a soma prevista nos programas PAC-1 e PAC-2. Um dos caminhos mais importantes para isso seria a aprovação da Medida Provisória 595, a "Lei dos Portos", ora em tramitação no Congresso Nacional. No entanto, diversos itens do projeto ainda mostram fortes controvérsias entre os vários grupos de interesse envolvidos.

São eles: 
1) A distinção entre os terminais dentro da área do "porto organizado" e os terminais de uso privado (TUPs) fora dela, incluindo a redefinição dos limites geográficos de cada porto, chamados de "poligonal", um tema extremamente polêmico; 
2) a redefinição das licitações para concessões ou arrendamentos, agora com base no critério de modicidade tarifária (maior movimentação com a menor tarifa); 
3) o tratamento a ser dado aos terminais de uso privativo hoje existentes dentro de portos organizados, principalmente o dilema do encerramento versus prorrogação dos contratos de arrendamento atuais; 
4) o fim da distinção entre movimentação de "carga própria" e "carga de terceiros" como elemento essencial para a exploração das instalações portuárias autorizadas; 
5) a nova organização institucional dos portos e a redefinição do poder concedente nas concessões; 
6) o compartilhamento de infraestruturas; e 
7) o tratamento diferenciado para trabalhadores portuários.

O fato é que, no campo, fizemos muito bem a nossa lição de casa. A produtividade total dos fatores (terra, trabalho e capital) da agricultura brasileira é a que mais vem crescendo no mundo: 3,6% ao ano desde 2000. Mas a logística está destruindo tudo o que foi conquistado dentro das fazendas, não apenas no exemplo dos grãos, mas também do açúcar, das carnes e de outras commodities, hoje igualmente "engargaladas".

Infelizmente, temos de nos conformar com o fato de que o "apagão" da logística chegou. Neste momento, além de rezar muito para que ele não seja total, deveríamos concentrar-nos na aprovação urgente dos marcos regulatórios e dos investimentos necessários para escapar dessa calamidade. E isso ainda vai demorar alguns anos

* Marcos Sawayajank é especialista em Agronegócio e Bioenergia. Foi presidente da Única e do Ícone. Colunista do Jornal Estado de São Paulo

sábado, 23 de março de 2013

30 DIAS DE CAOS NA RODOVIA!

EQUIPE DA REDE RECORD É SURPREENDIDA NO CONGESTIONAMENTO DA RODOVIA CÔNEGO DOMÊNICO RANGONI.
CAOS NA RODOVIA JÁ CHEGA AOS 30 DIAS E NÃO ENXERGAMOS POSSIBILIDADE DE SOLUÇÃO AO IMENSOS CONGESTIONAMENTOS QUE RETEM MOTORISTAS POR MAIS DE QUATRO HORAS NA RODOVIA.


MAS O GOVERNADOR CHEGOU DE HELICÓPTERO NO HOTEL JEQUITIMAR!

sexta-feira, 22 de março de 2013

SANTOS BRASIL, A HORA DA VERDADE!

A HORA DA VERDADE PARA A SANTOS BRASIL E OUTROS TERMINAIS!
MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO ACREDITA NOS NÚMEROS DA LOGÍSTICA DOS TERMINAIS E CONSEGUE LIMINAR CONTRA A SANTOS BRASIL, MAS AINDA TEMOS MUITO MAIS...


Empresa terá que acabar com fila de caminhões na Cônego Domênico
ANDRÉ MONTEIRO - FOLHA DE SÃO PAULO

A Justiça determinou que a empresa Santos Brasil, que opera um terminal de contêineres na margem esquerda do porto de Santos, adote medidas para impedir que caminhões estacionem nas pistas e acostamento da rodovia Cônego Domênico Rangoni, antiga Piaçaguera-Guarujá, no litoral paulista.

Desde fevereiro, a via tem ficado entupida de caminhões que ficam parados esperando o momento de descarregar. Isso tem gerado filas que chegam a 26 km, quase toda a extensão da rodovia, no sentido Guarujá.

A situação prejudica o acesso à cidade e à rodovia Manoel Hyppolito Rego. Também provoca caos no trânsito do município, o que fez a prefeitura tentar proibir a entrada dos caminhões.

O principal gargalo é que o acesso à margem esquerda do porto é feita pela rua do Adubo, via comum de mão dupla.

Na decisão liminar (provisória), o juiz Ricardo Justo determinou à empresa prazo de 48 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil por caminhão estacionado. Ele ainda intimou a Polícia Militar Rodoviária, que deverá fiscalizar o cumprimento da decisão.

Armazém sobre rodas
A ação foi proposta pelo Ministério Público, que afirma que a empresa não tem área para os caminhões, forçando os veículos a usarem a estrada como "estacionamento rotativo, o que está colocando os demais usuários da rodovia em risco".

A Promotoria também citou levantamento da Polícia Rodoviária que aponta que 60% dos caminhões estacionados na rodovia tinham como destino a Santos Brasil.

Na decisão, o juiz escreveu que o estacionamento improvisado ocorre "em prejuízo de todos os demais usuários, que, de forma rotineira, se veem parados na rodovia, por horas, sujeitos ainda a toda a sorte de delitos patrimoniais".

A Ecovias, concessionária que administra a rodovia, diz que apoia todas as medidas que melhorem a condição de tráfego no local.

OUTRO LADO
A Santos Brasil afirma que está sendo punida por um problema do qual é vítima. Segundo o diretor de operações, Caio Morel, a empresa só trabalha com contêineres, cujo descarregamento é feito sob agendamento. "As filas são causadas pelos caminhões de grãos", afirmou.

Ele disse ainda que foi fechado um plano de contingência, em vigor a partir de domingo, em que o acostamento será usado pelos grãos e a faixa da direita pelos contêineres. 

sábado, 9 de março de 2013

ARMAZÉNS AMBULANTES!

OS ARMAZÉNS AMBULANTES DE GRÃOS!
CAMINHÕES TRANSFORMAM-SE EM SILOS AMBULANTES E INFERNIZAM A VIDA DA POPULAÇÃO DO LITORAL PAULISTA A CAMINHO DO PORTO DE SANTOS E GUARUJÁ.


Caminhão vira armazém e congestiona vias do litoral
TATIANA FREITAS - FOLHA DE SÃO PAULO


O escoamento da safra recorde de grãos que o Brasil colhe neste ano já provoca fila nas estradas que dão acesso ao porto de Santos (SP).

Ontem, o número de caminhões à espera de acesso aos terminais portuários era tão grande que provocou, pela manhã, um congestionamento de 25 quilômetros na rodovia Cônego Domênico Rangoni, em direção ao Guarujá.

A fila de caminhões para descarregar no terminal da ALL Logística era de 40 km ontem à noite, segundo a Associação dos Transportadores de Carga do Mato Grosso. A associação pediu à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) uma fiscalização no terminal da operadora ferroviária em Alto Araguaia.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo informou que o congestionamento ocorreu porque o número de caminhões que chegou a Santos foi bem maior do que o agendado pelos terminais, que foram chamados a melhorar a programação de embarques na próxima semana.

O problema, no entanto, é estrutural. Além da grande safra, que está no pico da colheita, a grande movimentação no porto reflete o problema de falta de armazenagem de grãos no país.

Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o Brasil tem capacidade para estocar 148 milhões de toneladas de grãos entre silos e estoques públicos e privados. Serão colhidos, no entanto, 183 milhões de toneladas.

O deficit de 35 milhões de toneladas pressiona a infraestrutura de transporte e transforma os caminhões em silos ambulantes.

Com o avanço da colheita brasileira de soja e de milho nos próximos meses, a dificuldade no escoamento da safra deve continuar, se não se agravar.

"Estamos no período mais demandado [do ponto de vista logístico]. Mas, durante os 12 meses do ano, estaremos embarcando grandes quantidades", diz o secretário-executivo da Abiove (associação das indústrias esmagadoras de soja), Fábio Trigueirinho.

Além da safra cheia, a nova jornada de trabalho dos caminhoneiros, implementada neste ano, agravou o problema logístico do agronegócio, encarecendo o frete.

Segundo Trigueirinho, o custo do transporte para as indústrias esmagadoras de soja subiu de 30% a 50% nesta safra, dependendo da região do país.

domingo, 3 de março de 2013

EMPURRANDO COM A BARRIGA!

GOVERNO DE GUARUJÁ, MESTRES EM EMPURRAR COM A BARRIGA OS PROBLEMAS GRAVES DA CIDADE!
DUÍNO VERRI FERNANDES, MARIA ANTONIETA DE BRITO E MAIS UM TIME DE INCOMPETENTES, MOSTRAM COMO EMPURRAR O PROBLEMA DO TRÂNSITO PARA A CODESP, SEM MEXER UM PALHA PARA SOLUCIONAR A CRISE.


E QUANDO DAMOS RISADAS SOBRE AEROPORTO, COPA DO MUNDO, OLIMPÍADAS, TEM GENTE EM GUARUJÁ QUE FICA MUITO NERVOSINHA!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

DUÍNO "O BRAVATEIRO"!

TERÇA-FEIRA, 26/02/2013, 17:15 HORAS - 14 QUILÔMETROS DE CONGESTIONAMENTO NA RODOVIA CÔNEGO RANGONI!
DUÍNO "O BRAVATEIRO", EXPLIQUE PARA A POPULAÇÃO PORQUE CONTINUAMOS PARADOS NO TRÂNSITO! POR QUE A GCM ESTÁ PERMITINDO A ENTRADA DE CAMINHÕES PELO PAM? QUEM SERÁ O RESPONSÁVEL SE O VIADUTO DO RIO SANTO AMARO RUIR POR EXCESSO DE PESO?


POR QUE O VICE-PREFEITO NÃO CUMPRE A AMEAÇA QUE FEZ NA FRENTE DA IMPRENSA, SERÁ COVARDIA?


DUÍNO RESPONDA A POPULAÇÃO POR FAVOR, BRAVATEIRO!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O CALVÁRIO CONTINUA!

AMANHÃ É SEGUNDA-FEIRA, TODOS PRONTOS PARA O SOFRIMENTO?
DUÍNO NÃO FECHOU A CIDADE, OS CAMINHÕES CONTINUAM ENTRANDO E AMANHÃ TEMOS QUE LEVAR AS CRIANÇAS NAS ESCOLAS. DEUS TENHA PIEDADE DE NÓS!


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

AGORA OS CAMINHONEIROS PROTESTAM!

COMO SE NÃO BASTASSE OS MAIS DE 20 KM. DE CONGESTIONAMENTO, CAMINHONEIROS FAZEM PROTESTOS E FECHAM OS TERMINAIS!
CAMINHONEIROS NO INICIO DA NOITE FECHAM OS TERMINAIS, VIAS FÉRREAS, E INCENDEIAM LINHAS DE ACESSO AO PORTO, EM PROTESTO AS FILAS.


E A POPULAÇÃO É UM MERO DETALHE NESTA TERRA SEM LEI E SEM GOVERNO!

sábado, 21 de abril de 2012

DIREITO DE IR E VIR!

QUANDO UM PAI NÃO CONSEGUE LEVAR SEU FILHO À ESCOLA, ESTÁ NA HORA DE MUDAR DE CIDADE OU DOS GOVERNANTES!
CONGESTIONAMENTO,DESRESPEITO DOS CAMINHÕES NA AV. SANTOS DUMONT IMPEDE MOTORISTAS DE TRAFEGAR NO JD. BOA ESPERANÇA NA MANHÃ DA SEXTA-FEIRA.


Guarujá enfrenta congestionamento de 13 quilômetros
Fernanda Balbino - A Tribuna On-line


Um protesto de caminhoneiros na Rua Idalino Pinez (conhecida como Rua do Adubo), em Guarujá, agravou os congestionamentos que vem sendo frequentes há pelo menos um mês nas rodovias Cônego Domênico Rangoni (SP 055) e na SP 248. As duas estradas ligam as cidades de Cubatão e Guarujá e são importantes acessos aos terminais portuários da Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos.  

Segundo a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a fila de veículos chegou a 13 quilômetros. Durante a tarde, a paralisação se estendeu entre os km 256 e km 248 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni e, na sequência, do km 0 ao km 5 da Rodovia SP-248. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista (Sindicam), o protesto foi uma reação às constantes multas aplicadas a caminhoneiros que ficam presos nos congestionamentos nas regiões próximos aos terminais.  

“A fila é grande e os caminhoneiros são obrigados a parar no acostamento. Aí, vem a Polícia Rodoviária e aplica multas de mais de R$ 500,00 e sete pontos na carteira”, destaca o diretor operacional do Sindicam, Fredy Aurelio.  

Segundo o sindicalista, o problema é causado por três fatores. O primeiro é o fluxo ferroviário, que paralisa o trânsito quando as locomotivas atravessam as vias. O outro problema apontado é a obra da Avenida Perimetral da Margem Esquerda do Porto de Santos, que causa lentidão por conta das intervenções no tráfego.  

Já o terceiro agravante descrito por Aurelio é a demora nas operações do terminal da Santos Brasil, o Tecon, localizado na Margem Esquerda. Segundo ele, o problema está na entrada dos caminhões que seguem para descarregar nos pátios da empresa.  

Procurada pela Reportagem, a Santos Brasil informou que as operações em sua unidade seguem o ritmo normal e que a paralisação não afetou o acesso ao Tecon.  

Problema recorrente 

“O problema na Margem Esquerda acontece dia sim e outro também. E há muito tempo”, destaca o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), Marcelo Marques da Rocha.  

Para o empresário, o ponto crucial é a falta de um plano alternativo para minimizar o impacto das obras da Perimetral, que vão continuar até o início do próximo ano. Ele cita a necessidade de desvios de rota ou a implantação de mão única em algumas vias.  

Rocha afirma que reuniões foram realizadas pela Associação Comercial de Guarujá, mas nada foi colocado em prática. Já as reuniões do Comitê de Logística do Porto de Santos, criado para discutir assuntos de transporte no complexo, deixaram de surtir o efeito esperado.  

Na próxima quarta-feira, às 15 horas, a Associação Comercial de Guarujá promoverá, em conjunto com a Prefeitura, uma reunião extraordinária do Comitê de Logística do Porto. A ideia é cobrar ações dos terminais e discutir com as empresas a ampliação de suas operações. 

“Também falta autoridade portuária. A Docas não fiscaliza (o transporte ferroviário) e, quando multa, o valor é tão baixo que compensa mais pagar e manter uma locomotiva imensa se movendo do que fazer a coisa certa”, afirma.  

O presidente do Sindisan explica que, devido à passagem dos trens que levam cargas aos terminais, há a paralisação do trânsito rodoviário. 

A Codesp, estatal que administra o Porto de Santos, informou que o tempo de passagem permitido é alternado. São reservados sete minutos para trens, enquanto os dez seguintes são destinados ao fluxo rodoviário.  

Sobre o que tem feito para reduzir os congestionamentos, a Autoridade Portuária afirmou que adota medidas de orientação em conjunto com a Diretoria de Trânsito de Guarujá. A estatal garante que tudo será resolvido com a conclusão da obra da Perimetral.  

Segundo a diretora de Trânsito e Transporte de Guarujá, Quetlin Scalioni, o grande fluxo de caminhões que seguem em direção aos terminais e a falta de logística das empresas portuárias em receber a demanda são os problemas. 

“Em alguns dias da semana, o movimento de caminhões com destino ao Porto é maior. Se não houver organização no número de veículos que irão operar, o congestionamento é inevitável”, disse Scalioni.